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terça-feira, 18 de março de 2014

EUA CAEM PARA 46º LUGAR NA LIBERDADE DE IMPRENSA

13 de fevereiro de 2014

“A Administração Obama é a mais agressiva e antijornalística administração dos EUA da história moderna”, declarou James Risen, jornalista do The New York Times,  ao apresentar em Washington o relatório da organização independente Repórteres sem Fronteiras sobre a liberdade de imprensa.
Num ranking de 180 países, os EUA caíram para o 46º lugar, abaixo da Romênia e de El Salvador.

“CUIDADO COM OS IDOS DE MARÇO”

A conjuntura atual favorece a exacerbação, os ajustes de contas. A ignorância e a compulsão linchadora não ajudam a esclarecer


14 DE MARÇO DE 2014

ALBERTO DINES

Não é sempre assim: mas neste momento, por casualidade ou causalidade, por força do destino, caprichos do calendário ou da história, o passado impõe-se ao presente, o presente aviva o passado e, cúmplices, nos remetem a um antigo futuro, um por vir agourento já passado. Mas não esquecido.
Em 15 de março, há 2058 anos (44 a.C), em Roma, o recém consagrado Júlio Cesar foi assassinado com 23 facadas desfechadas por alguns dos 60 conspiradores que desejavam livrar-se dele. Um deles, seu amigo Brutus, reconhecido pela vítima antes de morrer, mereceu um lamento que William Shakespeare imortalizou na sua tragédia: “Até tu, Brutus?”.

A caminho do Senado, um adivinho o advertira para cuidar-se com os idos de março, Confiante na sua força, César não deu atenção. No calendário romano da época, os idos eram os dias 15 de março, maio, julho e outubro (nos demais meses caía no dia 13). Dias fatídicos abominados por bruxas, videntes ou simples mortais sensíveis às tenebrosas armações.

Março de 1964 marca o início de uma escalada que culminou em 1º de abril com a quartelada que derrubou o presidente eleito, João Goulart e instalou uma sangrenta ditadura militar. Marca também as primeiras batidas surdas de uma tragédia – a maior da nossa história – que se abateu sobre o país nos 21 anos seguintes.

Meio século depois, a força da efeméride nos remete a um tétrico tique-taque cronometrado a partir da sexta-feira, 13 de março quando, diante da estação ferroviária da Central do Brasil, no centro do Rio, realizou-se a primeira das gigantescas manifestações populares para forçar o congresso a aprovar as Reformas de Base. Não houve outros comícios.

Não cabe aqui a rememoração completa da insana escalada, ela ocorre nas estantes das livrarias e sebos, nos especiais da TV, na tela dos cinemas, nas páginas de jornais e revistas, nas redes sociais, blogs e portais.

Está armazenada na memória e nas nuvens. O imperioso reencontro com o tempo, porém, não deve condicionar-se ao calendário. O antes e o depois são convenções, na vida e na história não há interrupções – tudo se relaciona, encaixa e se conjuga. Fixados apenas em datas e esquecidos dos intervalos e contextos, estaremos aceitando passivamente a fragmentação e a pulverização que hoje dominam a produção e a difusão do conhecimento.

A conjuntura nacional e internacional favorece a exacerbação, as fúrias, os ajustes de contas. Ignorância e a compulsão linchadora não ajudam a esclarecer. Só confundem, ludibriam. A sede por justiça impõe, antes de tudo, um empenho em buscar a exatidão e, no seu decorrer, a aplicação das penas e sanções previstas em lei. O reencontro com a verdade, sereno, inflexível é, em si, castigo ou prêmio.

É preciso não esquecer que vivemos uma tragédia, a fase seguinte, a catarse, só se consumará quando fúrias e demônios forem expurgados. Os vaticínios dos idos de março de 1964 só conseguiram materializar-se por conta do ódio. Na ocasião, nossos radares espirituais estavam embaçados, incapazes de identificar a catástrofe.

Faltou à maioria aquele sentimento trágico da vida de que falava Unamuno -- a percepção do abismo, a aproximação veloz do desenlace e da ruína. Faltou, talvez, ler Shakespeare.

A dinâmica do confronto eliminou todas as possibilidades de moderação. A pressa e a ambição.

http://brasil.elpais.com/brasil/2014/03/14/opinion/1394834375_495709.html

DILMA BUSCA ATENUAR A CRISE COM SEU PRINCIPAL ALIADO

Para aparar arestas, o autor dessa emenda, o deputado peemedebista Eduardo Cunha, do Rio de Janeiro, se reuniu nesta segunda com o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, além do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo e o vice-presidente Michel Temer, também do PMDB. “Foi uma troca de ideias, que deve continuar amanhã e depois... política é a arte de conversar sempre”, disse Cunha aos jornalistas na saída do encontro, no final do dia. Ler mais aqui
SANÇÕES DEVEM APROXIMAR RÚSSIA E CHINA
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Em entrevista à Televisão Russa, Tensyao Zhao, diretor da gigantesca consultoria chinesa de comércio internacional A & O Export Group, acredita que as sanções americanas poderão trabalhar contra o Ocidente, uma vez que contribuirão para maior aproximação entre China e Rússia; assim, os EUA podem também perder a sua posição econômica na Eurásia, porque a China e a Rússia já são os principais parceiros econômicos da União Europeia.

Tensyao Zhao disse que a China pode apoiar economicamente a Rússia de muitas maneiras diretas e indiretas, incluindo a pressão sobre os EUA para exigir o pagamento imediato de uma parte da grande dívida de 1,4 trilhões de dólares que Tio Sam tem com Pequim” - disse o especialista, para quem a Rússia e a China, além do Brasil e da India, têm há bastante tempo, muita vontade de retirar do dólar o status de moeda de reserva e de base para transações comerciais.  Ver mais aqui

segunda-feira, 17 de março de 2014

"REFERENDO DA CRIMEIA CORRIGIU ERRO HISTÓRICO", DIZ GORBACHEV
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O último presidente da União Soviética, Mikhail Gorbachev, apoiou nesta segunda-feira (17/03) o referendo realizado na Crimeia, onde a maioria da população se manifestou a favor da união com a Rússia, porque, na sua opinião, corrigiu um erro histórico.

"Se antes a Crimeia foi incorporada à Ucrânia conforme as leis soviéticas, ou seja, segundo as leis do Partido (Comunista da URSS), sem perguntar ao povo, desta vez o povo corrigiu aquele erro", disse o último presidente da União Soviética, Mikhail Gorbachev.  Ler mais aqui
CRIMEIA ABRAÇA A RÚSSIA DE PUTIN

Os 96,77% dos votantes do referendo convocado pela república autônoma da Crimeia votaram neste domingo, com todos os votos contados, a favor da incorporação do território à Rússia, segundo informou a Comissão Eleitoral deste território situado no Mar Negro. Apenas 2,51% votaram por continuar sendo parte da Ucrânia mas com mais poderes do que hoje. A Crimeia tem sido o epicentro de uma das maiores crises internacionais desde a desintegração da URSS, em 1991.
Duas questões foram submetidas à votação em um censo eleitoral de alho mais que 1,5 milhão de pessoas. Na primeira, se perguntava sobre a incorporação à Rússia na qualidade de província, e, na segunda, sobre a permanência da Ucrânia sobre a base da Constituição local de 1992. Segundo o censo da Crimeia, 58,3% dos habitantes da península são russos, e 24,3% são ucranianos e 12,4% são tártaros.
Apesar de os observadores convidados à Crimeia não terem visto soldados russos em frente aos colégios eleitorais, é certo que eles mantiveram suas posições, ontem.  Ver mais aqui
OBAMA IMPÕE SANÇÕES CONTRA CRIMEIA SOBERANA

Com o objetivo final de isolar a Rússia da comunidade internacional, Barack Obama anunciou nesta segunda-feira na Casa Branca uma série de sanções contra indivíduos que Washington considera responsáveis pela atual crise na Ucrânia depois do referendo deste domingo, que decidiu que a Crimeia se anexasse à Rússia. O presidente dos EUA advertiu a Vladímir Putin que se a escalada militar e de anexação não for freada, ele enfrentará “o isolamento internacional”. A Casa Branca considera as sanções impostas à Rússia as mais duras adotadas contra esse país desde o fim da Guerra Fria. Ver mais aqui
SEM MEDO DE SANÇÕES, PUTIN DECRETA CRIMEIA SOBERANA
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Reconhecimento oficial acontece um dia depois de 96,6% da população da Crimeia votar pela anexação à Rússia em referendo; decreto assinado pelo presidente Vladimir Putin, segundo agências de notícias do país, indica primeiro passo para a integração; texto afirma que reconhecimento é baseado "na vontade do povo da Crimeia" e começa a valer imediatamente; em meio à crise, União Europeia e Estados Unidos anunciaram sanções contra Ucrânia e Rússia.  Ver mais em aqui

domingo, 16 de março de 2014

STF ABSOLVE EX-ASSESSOR, MAS CONDENA DOLEIRO DO MENSALÃO

Em sessão marcada pela ausência do presidente Joaquim Barbosa, a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) alterou o destino de dois condenados no julgamento do mensalão. Por seis votos a três, a Corte entendeu que o ex-assessor parlamentar do PP João Cláudio Genu é inocente da acusação de lavagem de dinheiro. A mesma decisão foi aplicada ao ex-deputado JOÃO PAULO CUNHA (PT-SP). No entanto, os ministros mantiveram a condenação do ex-dono da corretora Bônus Banval Breno Fischberg. 

http://noticias.terra.com.br/brasil/politica/julgamento-do-mensalao/stf-absolve-ex-assessor-mas-condena-doleiro-do-mensalao,8272c3f8e2db4410VgnVCM10000098cceb0aRCRD.html
DF ANALISARÁ FOTOS DE ZÉ DIRCEU NA CADEIA E DEVE ABRIR SINDICÂNCIA

Secretaria de Segurança Pública nega que condenados do mensalão recebam regalias dentro da cadeia

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) vai analisar nesta segunda-feira imagens publicadas pela revista Veja do ex-ministro José Dirceu dentro do Complexo Penitenciário da Papuda. 

Segundo a pasta a partir do estudo das fotos deverá ser aberta uma sindicância para investigar como petista, condenado no julgamento  do mensalão, foi fotografado, o que não é permitido. 

http://noticias.terra.com.br/brasil/politica/julgamento-do-mensalao/df-vai-analisar-fotos-de-dirceu-na-cadeia-e-deve-abrir-sindicancia,35781d9ce4bc4410VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html

terça-feira, 4 de março de 2014

EDITORIAL DO ESTADÃO — O FRACASSO DA PETROBRÁS

02 DE MARÇO DE 2014

O balanço de 2013 da Petrobrás é a perfeita demonstração contábil de seu fracasso operacional. Ele deixa claro que, não fossem as vendas de ativos e alguns acertos contábeis, não existiria o lucro anunciado pela empresa, de R$ 23,5 bilhões - e ressalte-se que, embora o valor impressione, é o terceiro pior dos últimos sete anos. Fosse a Petrobrás uma empresa de capital aberto sujeita à fiscalização de seus acionistas como são as demais com ações negociadas no mercado, e não uma estatal estritamente controlada por um governo que a transformou em instrumento de suas políticas econômica e partidário-eleitoral, seu Conselho de Administração teria destituído a diretoria executiva. Mas a maioria decisiva do Conselho e toda a diretoria fazem apenas o que o governo Dilma lhes determina. E o que lhes é imposto vem produzindo resultados financeiros desastrosos - e o plano de negócios da empresa para os próximos cinco anos não deixa dúvidas quanto à disposição do governo de manter o atual modelo -, com prejuízos para os investidores, que ainda acreditam no potencial da empresa, e para o País.

O lucro de 2013 é maior do que o de 2012, o que pode sugerir melhora na contenção de custos e no desempenho da empresa. Sua diretoria atribuiu a aparente melhora a diversos fatores, como o aumento da produção de derivados, os reajustes nos preços do diesel (20%) e da gasolina (11%), a redução de custos, a venda de ativos e a redução do impacto da desvalorização do real (que elevou os custos dos derivados que a empresa importa em quantidades crescentes) devido à mudança de práticas contábeis.

São fatores que influenciaram os resultados contábeis do ano passado. Pode-se imaginar, por exemplo, como seria o desempenho financeiro caso o governo não tivesse autorizado o aumento dos combustíveis - com grande atraso e insuficiente para evitar novas perdas.

Mas dois dos fatores apontados pela empresa merecem exame separado. A venda de ativos, que obviamente resulta na redução do patrimônio, engordou o caixa da empresa em R$ 8,5 bilhões. Isoladamente, essa operação respondeu por nada menos do que 36% do lucro. Sem ela, o lucro teria sido de R$ 15,1 bilhões.

Outro fator decisivo para assegurar o lucro contabilizado pela Petrobrás em 2013 foi aquilo que a empresa designou como contabilidade de hedge, referência à operação utilizada para proteção contra variações cambiais. Em julho do ano passado, a Petrobrás anunciou que passaria a diluir ao longo de sete anos parte do prejuízo causado pela variação cambial na sua dívida externa. Com isso, seus resultados serão maiores no presente e, consequentemente, maiores serão também os dividendos que ela repassará para o Tesouro.

É um procedimento legal e, no caso da estatal, de grande impacto sobre seus resultados. Em seu balanço, a Petrobrás reconhece que a nova prática lhe permitiu reduzir em R$ 12,9 bilhões os impactos da valorização de 15,7% do dólar ao longo do ano passado.

Sem o efeito desses dois itens, o resultado seria um lucro bem menor, de R$ 2,2 bilhões. Já a dívida da empresa não foi afetada por isso, razão pela qual cresceu 49,9% no ano passado, tendo chegado a R$ 221,6 bilhões, 3,5 vezes a capacidade de geração de caixa.

Tendo sido obrigada pelo governo do PT, desde a gestão Lula, a concentrar os investimentos no pré-sal, a Petrobrás perdeu eficiência na atividade de produção das áreas já exploradas (o que fez cair a produção média para 1,931 milhão de barris por dia, 2,5% menos do que produzia em 2012) e não ampliou sua capacidade de refino, o que a força a importar derivados para atender à demanda interna crescente. Como importa a preços de mercado e vende internamente de acordo com os preços controlados pelo governo, ela vem acumulando prejuízos na área de abastecimento (no ano passado, essa área teve prejuízo de R$ 17,8 bilhões).

O novo plano de investimentos para os próximos cinco anos é mais realista do que o anunciado no ano passado, pois diminuiu de US$ 236,7 bilhões para US$ 220,6 bilhões. Mas o corte principal será feito justamente na área de abastecimento (fonte de elevado prejuízo operacional por falta de capacidade de refino), preservando-se os investimentos no pré-sal.

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,o-fracasso-da-petrobras,1136456,0.htm