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domingo, 26 de junho de 2011

Renan Calheiros e Mônica Veloso

http://www.jornalcontato.com.br/345/PASSAGEM/INDEX.HTM

De Miriam Dutra a Mônica Veloso, o poder que seduz


Por Pedro Venceslau

Ela já tem um filho e acaba de lançar um livro. Agora só falta plantar uma árvore.

Ainda não li as 198 páginas de “O poder que Seduz”, mas o aperitivo publicado em primeira mão por outra Mônica, a Bergamo, na Folha de S.Paulo, é desanimador. “Amei Renan loucamente, como jamais pensei. Amei com a alma, com tudo que há de mais puro no meu ser”. “Carregava no ventre o resultado do meu amor.” “No mundo pode haver milhões de rosas, mas para o Renan eu era uma única rosa”.

A jornalista Mônica Veloso (sim, FENAJ, ela tem diploma) podia ter feito uma pós-graduação em jornalismo literário na ABJL (Academia Brasileira de Jornalismo Literário), com o professor Sérgio Vilas Boas, antes de lançar sua obra definitiva. Mas isso não vem ao caso. O que vale mesmo no livro da editora “Novo Conceito”, que lançado quarta-feira, 28, são as revelações de coxia. Entre outras, a autora conta que amava tanto o senador que gravou, “por precaução”, algumas conversas durante a gravidez.

O circo que Mônica Veloso promoveu em torno do romance que teve com o presidente do Senado contrasta com outra história de amor e poder que agitou Brasília em 1994. Na semana retrasada, eu estava entrevistando a colunista Mônica Bergamo (confira na edição de dezembro da revista IMPRENSA) quando o caso Miriam Dutra veio à tona. Assim como Mônica Veloso, Miriam Dutra é jornalista e fez carreira na Rede Globo. Atualmente, ela trabalha na sucursal de Londres, considerado o escritório mais concorrido da emissora da família Marinho.

Para quem não se lembra, Miriam Dutra foi apontada como amante e mãe de um filho do ex–presidente Fernando Henrique Cardoso quando ele ainda estava no poder. Na ocasião, Mônica Bergamo, então repórter da revista Veja, foi escalada para ir a Portugal para entrevistar Miriam Dutra sobre os rumores de que ela tinha um filho com FHC. “Sentei na frente da Miriam, liguei um gravador e fiz perguntas que, atualmente, talvez eu não fizesse: ‘Ele é o pai do seu filho? Quem é o pai do seu filho?´ Fui pitbull. Ela falava: ‘Eu não vou dizer. Nem o pai do meu filho pode dizer isso. Nunca vou dizer’”.

Veja investigou documentos, foi atrás da família e entrevistou conhecidos. Embora tudo indicasse que, de fato, o presidente fora amante da jornalista e tinha um filho com ela, a reportagem foi acabar na gaveta. “Não é que a imprensa protegeu e não foi investigar. Nada autorizava a publicação da matéria”, lembra Mônica Bergamo.

A única revista que publicou matéria afirmando categoricamente que o presidente FHC tinha um filho fora do casamento foi a Caros Amigos. Mas, a chamada grande imprensa ignorou solenemente o “furo”. Como ainda não existia “blogosfera”, o caso foi enterrado. Em 1998, FHC se reelegeu sem que ninguém tocasse nessa ferida. O candidato Lula, que perdeu as eleições de 1989, quando a imprensa descobriu Lurian, sua filha devidamente registrada desde o nascimento, nem cogitou usar a reportagem da Caros Amigos como munição de campanha.

Ambas são lindas e jornalistas, mas um abismo separa Miriam Dutra de Mônica Veloso. Enquanto a primeira saiu do país para evitar constrangimentos para o presidente da República e criar seu filho longe dos holofotes, a segunda posou na PlayBoy e lançou um livro versando, com doses cavalares de clichês, sobre seu amor pelo presidente do Senado.
 

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