Integrante do grupo de pessimistas criticado pelo ex-ministro Delfim Netto, ALEXANDRE SCHWARTSMAN afirma, em artigo publicado na Folha de S.Paulo, que é "merecida" e de difícil conserto a má reputação na condução da política econômica brasileira. Resumidamente, ele ensina o o 'bê-á-bá' da "gestão de política monetária numa economia aberta a fluxos de capital", que, segundo ele, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ignora.
Nem o bê-á-bá, por Alexandre Schwartsman
20-fevereiro de 2013
O ministro da Fazenda afirmou recentemente que
"o câmbio não é instrumento para controlar a inflação, o instrumento é o
juro".
Poderia ser uma indicação de que, finalmente, as
coisas passaram a fazer sentido no ministério, mas, sério, a (merecida) má
reputação na condução da política econômica não se conserta tão facilmente,
como veremos. Saiba mais aqui
PESSIMISMO SOBRE A ECONOMIA É EXAGERADO
O ex-ministro da Fazenda Delfim Netto faz um alerta
em seu artigo publicado na Folha de S.Paulo desta quarta-feira 20. Segundo ele,
há um "evidente exagero" no pessimismo atual sobre a política
econômica. "Finge-se ignorar", diz Delfim, "avanços importantes"
na área e "é falsa", afirma, a constatação de que o tripé da política
econômica canônica foi abandonado. Leia abaixo a íntegra do artigo:
Pessimistas - por Delfim Netto
20-fevereiro-2013
Há um evidente exagero no pessimismo sobre a
política econômica. Faz-se tábula rasa do claro progresso social que está
gestando uma classe média mais educada e, consequentemente, mais exigente de
qualidade dos serviços públicos, sem a qual não se consolidam as instituições
democráticas que contribuem para o aumento paulatino da igualdade de oportunidades.
Pior, finge-se ignorar avanços importantes: a
aprovação do sistema previdenciário do funcionalismo público; a bem-sucedida
substituição dos juros reais de 6% na caderneta de poupança; o enfrentamento
dos custos dos insumos básicos (energia e portos); o aprendizado nos leilões de
concessão dos projetos de infraestrutura, que deve atrair o investimento
privado; o controle do aumento de salários no serviço público por três anos; a
redução ordenada da taxa de juros reais; a exoneração da folha de pagamentos
para setores exportadores que, combinada com uma relativa desvalorização da
taxa cambial, começa a estimular a exportação industrial; a redução pontual da
carga tributária; pequenos aperfeiçoamentos no sistema tributário etc. Saiba mais aqui
PRÉVIA DO PIB INDICA ALTA DE 1,64% EM 2012
Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil
20-fevereiro-2013
Brasília – A atividade econômica brasileira cresceu
1,64% no ano passado. É o que mostra o Índice de Atividade Econômica do Banco
Central (IBC-Br), divulgado nesta quarta-feira 20 pela instituição.
No último mês do ano, a economia estava em ritmo de
crescimento menor do que em novembro. De acordo com os dados dessazonalizados
(ajustados para o período), em dezembro, na comparação com o mês anterior, a
atividade econômica cresceu 0,26%. Em novembro, a expansão, segundo os dados
revisados, ficou em 0,57%. Na comparação entre dezembro de 2012 e o mesmo mês
do ano anterior, o crescimento ficou em 1,19%, de acordo com o índice sem
ajustes para o período, considerado o mais adequado para esse tipo de comparação. Saiba mais aqui
FOLHA E GLOBO DEFENDEM ABERTURA DOS PORTOS
20-fevereiro-2013
Nos editoriais desta quarta-feira, a Folha e o
Globo defenderam a abertura dos portos, que, segundo as publicações, aumentaria
a concorrência e reativaria a economia. Leia:
Abertura nos portos – Editorial da Folha
Mobilização sindical defende manter reserva de
mercado para contratar mão de obra, o que anularia boa iniciativa liberalizante
do Planalto
Infraestrutura escassa e precária, privilégios
empresariais ou trabalhistas e impostos elevados compõem um conhecido tripé da
ineficiência brasileira. Represam o desenvolvimento do país, tornando-o a um só
tempo caro e lento -e a situação dos portos é o exemplo mais evidente desse
atraso.
Inicia-se agora uma mobilização sindical contra a
louvável iniciativa do governo Dilma Rousseff de abrir, ainda que parcialmente,
o setor portuário ao capital privado e à concorrência. A medida provisória 595,
editada em dezembro, incentiva a criação de terminais privados e os exime de
contratar mão de obra cartelizada, livrando-os do regime vigente nos portos
públicos, como os de Santos (SP), Paranaguá (PR) e Suape (PE). Saiba mais aqui
Dilma e a nova abertura dos portos - Editorial do
Globo
A reforma do modelo feita pela MP 595 é parte
essencial de uma política para reativar a economia, sustentar a expansão a
longo prazo e destravar investimentos
Todo governo enfrenta embates decisivos para
definir seu futuro, se avançará ou não. No de Dilma Rousseff, a batalha em
torno da MP 595 — uma espécie de nova abertura dos portos, mais de duzentos
anos depois da primeira — reúne características para ser este momento-chave.
Pois dar competitividade ao Brasil no setor portuário é fundamental para a
retomada do crescimento e sua sustentação a longo prazo, além de crucial para
destravar investimentos. Saiba mais aqui
VALE ARREMATA TRÊS MINAS DE TITÂNIO EM GOIÁS
20-fevereiro-2013
A mineradora Vale foi a empresa vencedora da
licitação de direitos de exploração de titânio em Goiás, realizada na
terça-feira (19) pelo governo do Estado. As áreas cujos direitos de exploração
serão cedidos e transferidos à Vale pertenciam à Metago (Metais de Goiás S/A),
empresa pública em processo de liquidação, e estão localizadas na região entre
os municípios de Catalão e Ouvidor, no Sudeste do Estado.
Juntas, as três áreas possuem reservas de cerca de
85 milhões de toneladas de titânio, mineral aplicado na fabricação de tintas,
computadores, instrumentos musicais, bicicletas, peças de implante ósseo, entre
outras. O Brasil detém as maiores jazidas de titânio do mundo, quase todo esse
acervo está concentrado em Minas Gerais e em Goiás, exatamente nessa região de
Catalão, onde estão as áreas sob concessão da Metago. Saiba mais aqui
RECEITA FEDERAL IMPLANTA MALHA FINA PARA EMPRESAS
20-fevereiro-2013
BRASÍLIA, 20 Fev (Reuters) - A Receita Federal
coloca em prática ainda neste mês o sistema de malha fina para o contribuinte
pessoa jurídica, por meio do qual as cerca de 4 milhões de empresas em
atividade no país serão informadas diariamente sobre inconsistências no
pagamento de tributos federais.
A medida representará um reforço adicional para a
cobrança de 41,9 bilhões de reais em débitos de grandes devedores.
O sistema de malha fina de empresas fará uma
análise diária dos documentos obrigatórios de arrecadação de impostos das
companhias com o objetivo de detectar tributos que foram declarados e não foram
pagos.
Quando inconsistências forem detectadas, a malha
fina emitirá e enviará automaticamente um extrato ao contribuinte, alertando-o
do ocorrido, em uma ação que representa um controle sistemático sobre o
pagamento dos tributos.
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