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quinta-feira, 7 de março de 2013

ARTIGOS SOBRE A ECONOMIA BRASILEIRA

ECONOMISTA ATACA CONDUÇÃO DA POLÍTICA ECONÔMICA
Integrante do grupo de pessimistas criticado pelo ex-ministro Delfim Netto, ALEXANDRE SCHWARTSMAN afirma, em artigo publicado na Folha de S.Paulo, que é "merecida" e de difícil conserto a má reputação na condução da política econômica brasileira. Resumidamente, ele ensina o o 'bê-á-bá' da "gestão de política monetária numa economia aberta a fluxos de capital", que, segundo ele, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ignora.

Nem o bê-á-bá, por Alexandre Schwartsman
20-fevereiro de 2013
O ministro da Fazenda afirmou recentemente que "o câmbio não é instrumento para controlar a inflação, o instrumento é o juro".
Poderia ser uma indicação de que, finalmente, as coisas passaram a fazer sentido no ministério, mas, sério, a (merecida) má reputação na condução da política econômica não se conserta tão facilmente, como veremos. Saiba mais aqui


PESSIMISMO SOBRE A ECONOMIA É EXAGERADO
O ex-ministro da Fazenda Delfim Netto faz um alerta em seu artigo publicado na Folha de S.Paulo desta quarta-feira 20. Segundo ele, há um "evidente exagero" no pessimismo atual sobre a política econômica. "Finge-se ignorar", diz Delfim, "avanços importantes" na área e "é falsa", afirma, a constatação de que o tripé da política econômica canônica foi abandonado. Leia abaixo a íntegra do artigo:

Pessimistas - por Delfim Netto
20-fevereiro-2013
Há um evidente exagero no pessimismo sobre a política econômica. Faz-se tábula rasa do claro progresso social que está gestando uma classe média mais educada e, consequentemente, mais exigente de qualidade dos serviços públicos, sem a qual não se consolidam as instituições democráticas que contribuem para o aumento paulatino da igualdade de oportunidades.
Pior, finge-se ignorar avanços importantes: a aprovação do sistema previdenciário do funcionalismo público; a bem-sucedida substituição dos juros reais de 6% na caderneta de poupança; o enfrentamento dos custos dos insumos básicos (energia e portos); o aprendizado nos leilões de concessão dos projetos de infraestrutura, que deve atrair o investimento privado; o controle do aumento de salários no serviço público por três anos; a redução ordenada da taxa de juros reais; a exoneração da folha de pagamentos para setores exportadores que, combinada com uma relativa desvalorização da taxa cambial, começa a estimular a exportação industrial; a redução pontual da carga tributária; pequenos aperfeiçoamentos no sistema tributário etc.  Saiba mais aqui

PRÉVIA DO PIB INDICA ALTA DE 1,64% EM 2012
Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil
20-fevereiro-2013
Brasília – A atividade econômica brasileira cresceu 1,64% no ano passado. É o que mostra o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado nesta quarta-feira 20 pela instituição.
No último mês do ano, a economia estava em ritmo de crescimento menor do que em novembro. De acordo com os dados dessazonalizados (ajustados para o período), em dezembro, na comparação com o mês anterior, a atividade econômica cresceu 0,26%. Em novembro, a expansão, segundo os dados revisados, ficou em 0,57%. Na comparação entre dezembro de 2012 e o mesmo mês do ano anterior, o crescimento ficou em 1,19%, de acordo com o índice sem ajustes para o período, considerado o mais adequado para esse tipo de comparação.  Saiba mais aqui

FOLHA E GLOBO DEFENDEM ABERTURA DOS PORTOS
20-fevereiro-2013
Nos editoriais desta quarta-feira, a Folha e o Globo defenderam a abertura dos portos, que, segundo as publicações, aumentaria a concorrência e reativaria a economia. Leia:

Abertura nos portos – Editorial da Folha
Mobilização sindical defende manter reserva de mercado para contratar mão de obra, o que anularia boa iniciativa liberalizante do Planalto
Infraestrutura escassa e precária, privilégios empresariais ou trabalhistas e impostos elevados compõem um conhecido tripé da ineficiência brasileira. Represam o desenvolvimento do país, tornando-o a um só tempo caro e lento -e a situação dos portos é o exemplo mais evidente desse atraso.
Inicia-se agora uma mobilização sindical contra a louvável iniciativa do governo Dilma Rousseff de abrir, ainda que parcialmente, o setor portuário ao capital privado e à concorrência. A medida provisória 595, editada em dezembro, incentiva a criação de terminais privados e os exime de contratar mão de obra cartelizada, livrando-os do regime vigente nos portos públicos, como os de Santos (SP), Paranaguá (PR) e Suape (PE).  Saiba mais aqui

Dilma e a nova abertura dos portos - Editorial do Globo
A reforma do modelo feita pela MP 595 é parte essencial de uma política para reativar a economia, sustentar a expansão a longo prazo e destravar investimentos
Todo governo enfrenta embates decisivos para definir seu futuro, se avançará ou não. No de Dilma Rousseff, a batalha em torno da MP 595 — uma espécie de nova abertura dos portos, mais de duzentos anos depois da primeira — reúne características para ser este momento-chave. Pois dar competitividade ao Brasil no setor portuário é fundamental para a retomada do crescimento e sua sustentação a longo prazo, além de crucial para destravar investimentos.  Saiba mais aqui

VALE ARREMATA TRÊS MINAS DE TITÂNIO EM GOIÁS
20-fevereiro-2013
A mineradora Vale foi a empresa vencedora da licitação de direitos de exploração de titânio em Goiás, realizada na terça-feira (19) pelo governo do Estado. As áreas cujos direitos de exploração serão cedidos e transferidos à Vale pertenciam à Metago (Metais de Goiás S/A), empresa pública em processo de liquidação, e estão localizadas na região entre os municípios de Catalão e Ouvidor, no Sudeste do Estado.
Juntas, as três áreas possuem reservas de cerca de 85 milhões de toneladas de titânio, mineral aplicado na fabricação de tintas, computadores, instrumentos musicais, bicicletas, peças de implante ósseo, entre outras. O Brasil detém as maiores jazidas de titânio do mundo, quase todo esse acervo está concentrado em Minas Gerais e em Goiás, exatamente nessa região de Catalão, onde estão as áreas sob concessão da Metago.  Saiba mais aqui

RECEITA FEDERAL IMPLANTA MALHA FINA PARA EMPRESAS
20-fevereiro-2013
BRASÍLIA, 20 Fev (Reuters) - A Receita Federal coloca em prática ainda neste mês o sistema de malha fina para o contribuinte pessoa jurídica, por meio do qual as cerca de 4 milhões de empresas em atividade no país serão informadas diariamente sobre inconsistências no pagamento de tributos federais.
A medida representará um reforço adicional para a cobrança de 41,9 bilhões de reais em débitos de grandes devedores.
O sistema de malha fina de empresas fará uma análise diária dos documentos obrigatórios de arrecadação de impostos das companhias com o objetivo de detectar tributos que foram declarados e não foram pagos.
Quando inconsistências forem detectadas, a malha fina emitirá e enviará automaticamente um extrato ao contribuinte, alertando-o do ocorrido, em uma ação que representa um controle sistemático sobre o pagamento dos tributos.


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