No Tribunal
Superior Eleitoral (TSE), as favas já estão contadas, e a sorte da Rede,
selada. O partido ficará para depois. A decisão do TSE irá confirmar ao final
que Marina tem, de fato, não um partido, e sim, ainda, uma ong. Agora, é hora
do plano B. O iminente tropeço na criação da Rede mostra o quanto Marina Silva
se divide entre dois mundos: o dos partidos e o das ongs. Um dos problemas no
processo de constituição da Rede foi exatamente o de que sua organização se
comportou, o tempo todo, mais como ong do que como partido. Por Antonio
Lassance.
Tucano
lamenta exclusão de Marina; petista diz que 'não muda em nada'
Políticos
governistas e de oposição comentaram a decisão do Tribunal Superior Eleitoral
(TSE) de negar registro ao Rede Sustentabilidade, partido da ex-senadora Marina
Silva, segunda colocada nas pesquisas de intenção de voto para presidente. Com
a decisão do TSE, o partido não poderá concorrer na eleição do ano que vem.
Leia abaixo o que se disse no meio político sobre o resultado do julgamento.
TIJOLAÇO
PERGUNTA: QUAL É O PARTIDO DE MARINA?
"Marina
é uma negação: a negação da política, dos partidos, um messianismo sui
generis, destes em que o papel do Messias é ser um nada, um ausente, um
personagem cuja finalidade é tentar ser presidente para que outros não
sejam", responde Fernando Brito.
CAMPOS
FECHA COM MARINA, QUE SERÁ SUA VICE
Marina entra
no PSB e formará, com o governador pernambucano Eduardo Campos, a
"coligação democrática", uma espécie de terceira via, disposta a
quebrar a polarização entre PT e PSDB; segundo Bazileu Margarido, coordenador
da Rede, ex-senadora aceitou ser vice de Campos por reconhecer a sua
candidatura; decisão deve arrastar também o PPS para a órbita do socialista.
Marina
decepciona simpatizantes e perde se aceitar ser vice no PSB de Campos
A decisão da
ex-senadora Marina Silva de se filiar ao PSB decepciona
seus simpatizantes e prejudica suas pretensões políticas, avaliam especialistas
consultados pelo iG . A decepção pode ser ainda maior se ela aceitar
a proposta de ficar com a vaga de vice em uma chapa encabeçada por Eduardo
Campos, presidente do partido e governador de Pernambuco, na disputa à
Presidência em 2014. Ao se filiar ao PSB neste sábado, Marina
descartou concorrer ao Planalto , disse que o partido já tem
uma candidatura "posta" e declarou apoio a Campos, tratado como presidenciável
no evento. A ex-senadora, no entanto, evitou falar sobre a vice.
MERVAL:
MARINA PODE DAR DOR DE CABEÇA A CAMPOS
"O
governador Eduardo Campos teve um ganho político grande com a jogada de mestre
deste fim de semana, mas pode vir a ter, mais adiante, muitos problemas para
administrar. A começar pelo relacionamento entre os militantes do PSB com os da
Rede na organização do programa comum. Outro problema que pode surgir é a
ex-senadora Marina continuar aparecendo nas pesquisas de opinião como potencial
candidata, obtendo mais apoio do eleitorado do que ele", diz o colunista do
Globo
CAMPOS:
"DAQUI A 30 ANOS, ESSE DIA SERÁ LEMBRADO"
Neste
sábado, Eduardo Campos, governador de Pernambuco, e Marina Silva, ex-senadora,
celebraram sua aliança; "Eduardo Campos está com uma responsabilidade
histórica diante de todos nós", disse Marina; "eu venho adensar uma
candidatura que já está posta", prosseguiu, confirmando que desistiu de
concorrer ao Palácio do Planalto para ser vice de Campos; governador
pernambucano destacou acordo: "quem entendeu o que aconteceu nas
manifestações de junho, não tem dificuldade em entender o que acontece aqui
hoje".
REVOLTADO,
CIRO GOMES DISPARA: "DOIS ZEROS"
Ainda
“mordido de cobra”, como se diz no interior do Nordeste, o atual secretário de
Saúde do Ceará, Ciro Gomes, disse que a união entre o governador de Pernambuco,
Eduardo Campos, e a ex-senadora Marina Silva corresponde a “dois zeros”; Ciro,
que juntamente com o irmão e governador do Ceará, Cid Gomes, abandonou o PSB
para ingressar no recém-criado PROS, já havia dito em ocasiões anteriores que a
candidatura de Campos era um “zero à esquerda”; "Eles não têm proposta
para o Brasil. São dois zeros. Exceto a Dilma, quais dos pré-candidatos têm propostas?
O que a Marina entende de economia?", disparou.
DILMA
PERDE OU GANHA COM CANDIDATURAS DOIS EM UM?
Neste exato
momento, a presidente Dilma poderia estar diante de um cenário com cinco
candidatos ao Palácio do Planalto: ela própria, Aécio Neves, pelo PSDB, José
Serra, pelo PPS, Eduardo Campos, pelo PSB, e Marina Silva, pela Rede; Aécio
conseguiu segurar Serra no ninho tucano e Campos fisgou Marina; agora, sobram
apenas três postulantes ao cargo; na última pesquisa Ibope, Dilma já vencia no
primeiro turno; e agora?
MARINA
FALA EM ACABAR COM "CHAVISMO" DO PT
"Eduardo,
você está preparado para ser presidente do Brasil? Eu vou ser sua vice e estou
indo para o PSB", disse a ex-senadora ao governador pernambucano; reunião
decisiva terminou às 4h30 deste sábado; nela, Marina comunicou aos seguidores
que seria vice de Eduardo Campos e que sua posição seria inegociável; ao dizer
que o sonho de ser presidente seria adiado, afirmou que seu projeto seria
acabar com a "hegemonia" e o "chavismo" do PT; pelo visto,
é bem maior do que se imaginava o rancor de Marina em relação a Lula, Dilma e
ao próprio PT.
DE
VOLTA, NOBLAT BATE DURO EM MARINA SILVA
"Marina
ainda é um segredo de Estado. Poucos conhecem algo além de sua imagem pública.
Os que a conhecem bem não contam como Marina é - conservadora,
preconceituosa, centralizadora", diz o jornalista, que ainda se recupera
de uma cirurgia cardíaca. vide mais aqui
"COM MARINA, O PSB DEU UMA TACADA DE MESTRE"
"Passamos
a ter o segundo candidato mais bem avaliado [Marina ocupa o segundo lugar nas
pesquisas de intenção de voto, atrás apenas de presidente Dilma Rousseff (PT)],
o que facilita muito a penetração do Eduardo em estados e regiões onde ele
ainda não conhecido, em especial no Rio de Janeiro, onde ela é fortíssima”,
disse Roberto Amaral, vice do PSB; apesar da candidatura agora ser
irreversível, Amaral disse que o PSB não irá fazer oposição ao governo Dilma:
"Tudo fica como está atualmente", assegurou
REJEITADO,
FREIRE DIZ QUE MARINA COMETEU EQUÍVOCO
Abandonado
por José Serra e Marina Silva, Roberto Freire, presidente do PPS, afirma que
não é possível enfrentar o governo Dilma com uma candidatura a menos no campo
da oposição; ou seja: ele acredita que, agora, Dilma terá maior facilidade para
vencer no primeiro turno; "eles poderiam se juntar mais à frente, não
agora", disse ele; o presidente do PPS disse ainda que foi uma
"vitória de Lula".
ACORDO
ENTRE REDE E PSB UNE MARINA E CAIADO
Líder
ruralista celebra adesão da Rede Sustentabilidade ao projeto de Eduardo Campos,
minimiza brigas do passado com a ex-ministra de Lula e diz não ter o menor
constrangimento em dividir o palanque com a ambientalista; Ronaldo Caiado é
aliado do PSB em Goiás e defende adesão integral do DEM ao projeto socialista;
"Somos pessoas que se respeitam. Marina prega ética e transparência, o que
combina com minha biografia. Quem gosta de cizânia e satanizar produtores
rurais é o atual governo", disse o deputado.
JOÃO
SANTANA VÊ RIVAIS DE DILMA COMO "ANÕES"
Para o
marqueteiro oficial do PT, João Santana, as eleições presidenciais de 2014 já
estão decididas e a presidente Dilma será reeleita no primeiro
turno; "A Dilma vai ganhar no primeiro turno, em 2014, porque
ocorrerá uma antropofagia de anões. Eles vão se comer, lá embaixo, e ela,
sobranceira, vai planar no Olimpo”, afirma; jornalista Josias de Souza,
colunista do Uol, condena "soberba" de Santana, que já faturou R$
95,6 milhões com as campanhas feitas para o PT.
"SANTANA
VAI TER QUE ENGOLIR O QUE DISSE"
Segundo o
líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque, o ingresso de Marina Silva no PSB
deve ter caído como uma bomba sobre o marqueteiro do PT, João Santana, que
chamou os adversários de Dilma de "anões"; “Agora, ele vai ter
que engolir tudo o que falou. Este desrespeito, esta soberba, não tem mais
espaço. O João Santana pode entender muito de marketing, mas não sabe de
xadrez”, disse.
PARA
FERRO, MARINA SILVA VIROU CARICATURA
"Com o
discurso de acabar com o "chavismo" do PT, Marina vira caricatura
tucana, e reforça sim o "lulismo" no povo brasileiro.!!!”; a postagem
no Twitter do deputado federal Fernando Ferro (PT-PE) traduz como a nova
realidade do quadro político nacional foi recebida internamente pelo PT;
"Este discurso já foi usado por Serra e por outros tucanos. Eles esquecem
que Lula não é Chávez”, afirmou.
CHAPA
CAMPOS-MARINA É O PESADELO DE LULA
A aliança
entre o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e a ex-senadora Marina
Silva teria transformado o pior pesadelo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva em realidade, diz o jornalista Kennedy Alencar em seu blog; para ele, ao
se filiar ao PSB, Marina "teria deixado claro que o inimigo é o petismo”.
AÉCIO:
CHAPA CAMPOS-MARINA FORTALECE OPOSIÇÃO
Para o
senador mineiro e pré-candidato à presidência da República pelo PSDB em 2014,
Aécio Neves, a filiação da ex-ministra Marina Silva ao PSB, do governador de
Pernambuco e também pré-candidato Eduardo Campos “fortalece o campo
oposicionista” contra a reeleição da presidente Dilma Rousseff; "O pior
cenário para nós seria ela sem condições de participar do jogo eleitoral",
disse
SINGER
VÊ OPOSIÇÃO EM APUROS NO PAÍS
Para o
jornalista, que foi porta-voz de Lula, Marina terá que explicar a todo momento
sua própria ambição e, no PSDB, Aécio Neves será sabotado por José Serra; fora
isso, há ainda a dificuldade em construir um discurso popular.
BORNHAUSEN:
'MARINA NO PSB FORTALECE A TERCEIRA VIA'
Secretário
de Desenvolvimento Econômico de Santa Catarina, Paulo Bornhausen (PSB), de
família representativa da centro-direita, comemorou filiação da ex-senadora ao
PSB; para ele, é preciso apresentar uma "terceira via", que quebre a
polarização entre PT e PSDB; "Haverá um debate nacional mais rico no qual
os eleitores terão ao menos três alternativas", afirmou; vale lembrar que
Paulo é filho de Jorge Bornhausen, um dos mais notórios conservadores do
Brasil, que dizia querer "exterminar a raça" do PT; marineiros não
veem apoio com bons olhos e afirmam que a família representa as velhas
oligarquias do Estado.
DIRCEU:
ALIANÇA CAMPOS-MARINA MUDA O JOGO
O
ex-ministro da Casa Civil no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e
um dos nomes mais influentes do PT, José Dirceu, foi taxativo ao afirmar em seu
blog que todos os analistas políticos erraram nas previsões do quadro eleitoral
das eleições presidenciais de 2014; "Todos erraram. Os jornalões não
chegaram nem perto. A Veja torcia por José Serra. Até a Carta Capital errou, ao
apostar na filiação ao PPS. Mas Marina Silva e Eduardo Campos (PSB) se aliaram,
como prevíamos ontem no nosso blog. E mudaram todo o quadro eleitoral para
2014", postou.
"SANTANA
VAI TER QUE ENGOLIR O QUE DISSE"
Segundo o
líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque, o ingresso de Marina Silva no PSB
deve ter caído como uma bomba sobre o marqueteiro do PT, João Santana, que
chamou os adversários de Dilma de "anões"; “Agora, ele vai ter
que engolir tudo o que falou. Este desrespeito, esta soberba, não tem mais
espaço. O João Santana pode entender muito de marketing, mas não sabe de
xadrez”, disse.
ALIADOS
ADMITEM RISCO À REELEIÇÃO DE DILMA COM ALIANÇA CAMPOS-MARINA
"Eu acho que esse rebanho da Marina vai se
dividir em três partes. Uma parte fica com ela, outra vai para o Aécio e outro
tanto vai para a Dilma", disse o vice-presidente da Câmara, André Vargas;
para o líder do governo no Senado, Eduardo Braga, é preciso esperar as
primeiras pesquisas com esse cenário para que tudo fique mais claro; Braga
e Vargas dizem que com três candidatos a possibilidade de vitória de Dilma no
primeiro turno volta a existir, desde que os adversários não tenham êxito em
suas estratégias; mas um segundo turno contra uma
candidatura de terceira via é vista como um risco muito maior para Dilma.
COM
MARINA, CAMPOS VAI À GUERRA NOS ESTADOS
Passada a
surpresa provocada pela aliança entre ex-senadora Marina Silva e o governador
de Pernambuco e presidenciável, Eduardo Campos, o PSB agora se prepara para ir
ao campo de batalha das eleições estaduais; atualmente com cinco estados sob
seu comando, a legenda avalia lançar candidatos próprios no Distrito Federal,
com o senador Rodrigo Rollemberg, no Rio Grande do Sul, com o deputado Beto
Albuquerque, além de ter novas opções em estados como Minas Gerais, com o agora
socialista Alexandre Kalil; em São Paulo, o deputado Walter Feldman,
bastante ligado a Marina, surge como uma opção própria para concorrer ao
Palácio dos Bandeirantes.
PROBLEMAS
PARA CAMPOS: MARINA JÁ CRITICA ALIANÇAS
A
ex-senadora, que viu seu projeto principal, o Rede Sustentabilidade, naufragar,
tenta transplantar ideais "sonháticos" para um partido pragmático,
que já realizou diversas alianças com vistas a fortalecer os palanques
regionais de Eduardo Campos; elas incluíram até nomes polêmicos como de Ronaldo
Caiado e Paulo Bornhausen; Marina diz que “todo o processo anterior agora não
terá mais a mesma continuidade, que agora tem um outro fato político"; ela
terá força para conter acordos do PSB?