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segunda-feira, 14 de maio de 2012

‘Venda da Delta é uma afronta a legalidade e a moralidade’

O procurador regional da República Nívio de Freitas Silva Filho, do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, pediu abertura de inqu...

domingo, 13 de maio de 2012

Lei do silêncio - Gal. Romulo Bini Pereira

Em 1979, após muitos debates em amplos segmentos de nossa sociedade, a Lei da Anistia foi aprovada e promulgada no País. Ela veio pôr um ponto final no ciclo de beligerância que se instalou na vida brasileira e criou um pacto de reciprocidade para a reconstrução democrática no Brasil.
Nestes anos de sua vigência, as Forças Armadas cumpriram um papel impecável. Voltaram-se para suas missões constitucionais, sem a mínima interferência no processo político que aqui se desenvolvia. Mantiveram-se em silêncio, acompanhando os fatos políticos, alguns bastante perturbadores, sem nenhuma atitude que pudesse ser analisada como intervenção no processo democrático.
Adotaram uma verdadeira lei do silêncio. Um ajuste entre seus chefes, em busca da concórdia e do entendimento.
No corrente ano, entretanto, dois fatos vieram de encontro à atitude das Forças Armadas. O primeiro foi a criação da Comissão da Verdade. De modo unânime, militares da ativa e da reserva consideraram tal comissão um passo efetivo para atos de revanchismo. Os seus defensores - alguns deles membros da alta esfera governamental e do Poder Judiciário - já falam em rever a Lei da Anistia, mesmo após o Supremo Tribunal Federal ter confirmado a sua validade.
No escopo de se obter a verdade, essa comissão, para ser imparcial, deveria estudar e analisar não só o ideário político-ideológico, mas também os métodos de atuação de quem optou pela luta armada em todo o mundo. Que pesquise os manuais das organizações internacionais para constatar a semelhança dos objetivos e métodos das inúmeras e variadas organizações nacionais, inclusive o Manual do Guerrilheiro Urbano, de Carlos Marighella, a cartilha do terrorismo brasileiro. Os diversos delitos cometidos - assassinatos, atentados, roubos e sequestros - também tiveram, tal como as citadas internacionais, um objetivo único, ou seja, a "derrubada do governo central e a instauração de uma ditadura do proletariado", e não uma democracia, como apregoam seus defensores. Com tal comissão só existirá uma verdade unilateral.
O segundo fato se refere aos incidentes ocorridos na sede do Clube Militar, no Rio de Janeiro, tão chocantes e tão esclarecedores para todos os militares. Chocantes porque velhos soldados, ilustres chefes, instrutores, professores e outros de carreira e vida exemplares foram insultados e agredidos por uma turba de radicais com atitudes e impropérios usados pelos grupos extremistas das décadas de 60 e 70. E esclarecedores porquanto demonstraram que o ódio ideológico e o fanatismo estão novamente presentes em nosso país. Tanto que disse um dos seus líderes: "Somos marxistas radicais". Seu ideário, seus métodos de atuação e seus ídolos são os mesmos das organizações extremistas do passado. Fazem uso até mesmo de ações de intimidação radicais, como o "escracho", de modo idêntico aos trotskistas e aos nazistas nas décadas de 20 e 30. Segundo seus integrantes, suas ações visam a defender a "honra" do nosso país perante a comunidade internacional. Definitivamente, não são aptos para tal defesa. A continuar dessa forma, a citada turba poderá vir a ser um celeiro para novos Araguaias.
Esses dois fatos atingiram frontalmente os objetivos da Lei da Anistia. A concórdia e o entendimento foram atitudes adotadas somente pelas Forças Armadas. Em oposição, um segmento sectário e minoritário demonstrou intransigência e intolerância totalitária para com os militares.
Eles não assumiram seus atos e erros. Talvez para criar uma nova História, na qual seus integrantes sejam os grandes heróis. Talvez para justificar as ações de seus líderes no emprego de jovens em aventuras quixotescas de tomada do poder pela via armada, ou, então, a legitimação das 20 mil indenizações pagas por seus ideais revolucionários.
Não será possível mais aceitar que os "anos de chumbo", expressão de origem italiana tão decantada por esses segmentos minoritários, sejam debitados somente aos atos das nossas Forças Armadas. Na Itália não houve anistia e terroristas estiveram presos por muitos anos. O caso Cesare Battisti, de rumorosa repercussão mundial, exemplifica o desiderato do governo italiano em punir os que optaram pela luta armada. As organizações extremistas brasileiras estavam sossegadas na selva do Araguaia ou nos aparelhos urbanos, algumas nos conventos dominicanos. E assistiram a tudo pacificamente, com uma única exceção: as vítimas de sua autoria, algumas assassinadas barbaramente e outras justiçadas covardemente. Que regime teria sido imposto ao nosso país caso vingasse o ideário radical dessa minoria?
Neste contexto, a palavra dos chefes militares está se fazendo necessária e será um contraponto a possíveis atitudes e ações deletérias, como as agressões no Clube Militar. O que nós, militares, defendemos não é indisciplina ou qualquer conluio, nem quebra dos princípios democráticos. Uma palavra que não signifique um "mea culpa" ou um pedido de perdão. Estivemos, no período da guerra fria, em combate bipolarizado, no qual os extremistas foram banidos em todo o mundo em razão de seu objetivo totalitário e único: a ditadura do proletariado. Correremos riscos, mas eles são inerentes ao processo democrático e à nossa profissão.
Não se admite mais este silêncio reinante. Nas redes virtuais, pela simples leitura de manifestos e artigos oriundos da reserva de nossas Forças Singulares se percebe que estamos num ponto crítico. A nossa autoestima está em visível declínio, agravada por outros fatores, entre eles os baixos salários de nossos subordinados. Dissensões poderão surgir, pois a reserva expressa em muito o pensamento dos soldados da ativa. Possíveis perturbações ou rupturas em nossas Forças trarão repercussões indesejáveis para o nosso país. Não é possível mais calar. A lei do silêncio deve ser quebrada!  
GENERAL DE EXÉRCITO, FOI CHEFE DO ESTADO-MAIOR DA DEFESA

A maior seca em 30 anos

O Estado de S.Paulo
O semiárido nordestino enfrenta a maior seca dos últimos 30 anos, com os efeitos devastadores das calamidades que ciclicamente castigam a região. A estiagem, que já colocou 515 municípios em estado de emergência, provocará uma queda de 40,1% na produção agrícola nordestina em relação à safra de 2010/2011, o que significa uma perda de 1,4 milhão de toneladas, basicamente de milho e feijão, segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A cultura do arroz também foi afetada pela falta de água nos reservatórios. A pecuária regional foi seriamente afetada. Os criadores de gado em zonas mais afetadas pela seca perderam muitas cabeças de gado e, para reduzir os prejuízos, vendem as reses magras que lhes restam para pecuaristas do Maranhão e do Pará. Não são poupadas nem mesmo as matrizes, o que tornará mais difícil a recomposição dos rebanhos.
O governo federal, em articulação com os governos estaduais, tem agido, mas, por enquanto, limita-se às habituais políticas de cunho assistencial, deixando de lado programas estruturais de combate efetivo às secas, como uso mais racional dos açudes, perfuração de mais poços artesianos e emprego da tecnologia desenvolvida para a construção de reservatórios subterrâneos, capazes de evitar que a água acumulada se evapore devido à forte insolação.
Isso não quer dizer que as medidas emergenciais não sejam necessárias. A diferença em relação às secas passadas, como disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Águas Belas (PE), André de Santana Paixão, é que a população passa por dificuldades, mas, por enquanto, não passa fome, graças ao Bolsa-Família, que atende 850 mil famílias na região atingida pela seca. Esse programa foi reforçado pelo lançamento, no fim de abril, pela presidente Dilma Rousseff, da Bolsa Estiagem, com uma verba total de R$ 200 milhões. O programa prevê um auxílio de R$ 400, distribuído em cinco prestações de R$ 80, além do Bolsa-Família, desde que o beneficiário comprove que reside em área afetada pela seca.
O novo programa ainda não alcançou todas as áreas atingidas pela estiagem e é preciso controle adequado para que o dinheiro chegue realmente a quem precisa e não seja desviado no meio do caminho. O governo promete também antecipar recursos do Programa Garantia-Safra (seguro para pequenos produtores), abrindo uma linha de crédito emergencial para produtores no Banco do Nordeste do Brasil (BNB).
Também está em andamento a Operação Carro-Pipa para levar água potável a 654 municípios nordestinos. Há queixas de que o número de carros-pipa dos governos estaduais e do Exército é insuficiente, mas, segundo o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, a frota será ampliada, sendo aplicados cerca de R$ 174 milhões nessa operação. Também serão recuperados 2,4 mil poços, mas o ministro não especificou a verba a ser destinada para esse fim.
Quanto às soluções técnicas, hoje está claro que a transposição de águas do Rio São Francisco, cujas obras estão sendo conduzidas com lentidão, não será uma resposta à altura do desafio. O canal beneficiará uma pequena parcela da população nordestina e as águas serão utilizadas mais para irrigação do que propriamente para abastecimento. Parece claro que falta um empenho do governo em atacar frontalmente o problema das secas no Nordeste.
Não se trata de falta de planejamento. A Agência Nacional de Águas (ANA), que elaborou em 2006 o Atlas Nordeste de Abastecimento de Água, tem projetos para atender às necessidades de 34 milhões de pessoas que vivem em áreas urbanas da região. Para o meio rural, a Articulação do Semiárido Brasileiro, uma rede formada por cerca de 750 organizações da sociedade civil, tem como meta implantar 1 milhão de cisternas, triplicando o número hoje em uso.
É chegado o momento de o governo levar a cabo os projetos que se encontram na gaveta, para que o Nordeste possa conviver com o fenômeno cíclico das secas e prescindir, no futuro, de programas emergenciais.

Para analistas, PIB de 4,5% é inatingível

RAQUEL LANDIM, MÁRCIA DE CHIARA - O Estado de S.Paulo
O crescimento da economia brasileira está frustrando as expectativas e a meta do governo Dilma Rousseff de avançar 4,5% em 2012 se tornou inatingível. Bancos e consultorias cortaram, na semana passada, em cerca de meio ponto porcentual suas estimativas e já preveem que a alta do Produto Interno Bruto (PIB) pode ser inferior a 3% em 2012.
Pelos resultados da atividade econômica de janeiro a abril seria necessário crescer entre 5% e 7% no segundo semestre em relação ao primeiro para atingir a meta, calculam consultorias privadas. "É um salto olímpico, dado o ritmo atual", diz o sócio da RC Consultores, Fábio Silveira.
A economia não está reagindo, apesar do esforço do governo: a queda na taxa básica de juros, a reversão das medidas macroprudenciais e a pressão sobre os bancos privados para reduzir juros e spread. Um desempenho fraco em 2012 pode comprometer o objetivo de Dilma de crescimento médio de 4,7% ao ano no seu governo, similar aos 4,6% do segundo mandato de Lula.
Até mesmo a equipe econômica já sabe que não será possível crescer 4,5%, mas evita admitir em público para não contaminar o setor privado com pessimismo. Segundo uma fonte do governo federal, os dois primeiros anos de Dilma foram sacrificados para cumprir o superávit fiscal e garantir a redução de juros. A recuperação do crescimento, diz a fonte, virá a partir de 2013.
O enfraquecimento das exportações e do consumo doméstico e o peso do estoques, acumulado em setores-chave da indústria, como veículos, foram uma ducha de água fria no mercado. "Crescer 4,5% é extremamente improvável. De onde virá essa demanda toda?", questiona o economista da LCA Consultores, Francisco Pessoa Faria Jr.
Na semana passada, a consultoria reduziu de 3% para 2,6% a previsão de crescimento do PIB para este ano. O corte foi sustentado pelo fraco resultado da indústria, que acumula retração de 1,1% em 12 meses até março, e especialmente pelo desempenho das vendas de veículos novos, que caíram em abril 10,8% em relação a abril de 2011. Além disso, a deterioração da situação na Europa, a retração nas exportações para a Argentina e os problemas climáticos que afetaram a renda agrícola no Nordeste também esfriaram a economia.
Os primeiros sinais do ritmo da atividade em abril são decepcionantes. Em relação a março, o fluxo de veículos pesados nas rodovias caiu 2,6%, a expedição de papelão ondulado recuou 0,1% e o consumo de energia diminuiu 0,4%, conforme dados dessazonalizados pela consultoria Tendências. Esses dados são usados pelos economistas como indicadores antecedentes do PIB.
Silveira, da RC Consultores, também reavalia para baixo a previsão de crescimento, de 3% para 2,5% ou até menos. Ele aponta a queda nas vendas de veículos como ponto central. É que a cadeia automobilística, por ser uma das mais longas e importantes, quando se retrai arrasta outros setores, como indústria petroquímica, siderurgia e autopeças, além do varejo. "Dois meses atrás havia enfraquecimento num pedaço da indústria. Agora o esfriamento ganhou maior amplitude", diz o economista.
Segundo Fábio Ramos, economista da Quest Investimentos, o ritmo das atividades ligadas ao crédito, como investimentos das empresas e compra de bens de maior valor, está fraco, enquanto setores que dependem da renda do trabalhador, como a venda de alimentos e artigos de higiene, mantêm desempenho forte. A consultoria reduziu de 3,5% para 3,3% sua previsão de crescimento, mas pretende cortar mais nos próximos dias.
Rafael Bacciotti, economista da Tendências Consultoria Integrada, chama a atenção para a desaceleração das exportações, bastante afetadas pela queda dos preços das commodities, como o minério de ferro, e pela redução da demanda global. "A influência do setor externo na produção industrial é grande", diz. Por causa dos resultados decepcionantes da indústria, a Tendências reduziu sua previsão de alta do PIB de 3,2% para 2,5%.
Governo. Outro fator que estaria prejudicando o ritmo de atividade é o impacto do ajuste fiscal feito pelo governo para cumprimento da meta de superávit primário em 3,1% do PIB, sem truques contábeis. "A demanda do governo se estabilizou e isso tem impacto na atividade", diz o economista da Rosenberg Consultores Associados, Rafael Bistafa.
Ele pondera que o ritmo de atividade será maior no segundo semestre, quando o impacto da redução da taxa Selic, iniciada em agosto de 2011, e do afrouxamento subsequente da política monetária serão totalmente observados. Porém, ele acredita que esses fatores serão insuficientes para o crescimento de 4,5%. "Só um milagre pode fazer a economia crescer isso este ano." Por enquanto, a consultoria mantém a previsão de alta de 3% do PIB para 2012, mas já introduziu viés de baixa nessa expectativa.

Pacote da Copa levado à Fifa é 'peça de ficção'

BRASÍLIA - O retrato das obras da Copa do Mundo que a comitiva brasileira apresentou à Fifa, para “acalmar” seus dirigentes, está longe da realidade, mostra cruzamento de dados acompanhados pelo governo, pelo Tribunal de Contas da União e pelo Ministério Público. A maior parte das obras para transporte de torcedores metrôs, Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) e corredores de ônibus nem sequer tem projetos, e as licitações estão atrasadas. Essa é a fatia mais cara das obras financiadas com dinheiro público: o custo supera R$ 11 bilhões, quase o mesmo valor previsto para estádios e os aeroportos das 12 cidades-sede, juntos. Demais informações aqui

terça-feira, 8 de maio de 2012

Roberto Freire resume a oposição

Extraído de http://www.blogcidadania.com.br/ de Eduardo Guimarães
O primeiro dia útil da semana foi bem-humorado ao menos na política. O que proporcionou diversão a simpatizantes do governo Dilma e, ainda que não digam, provavelmente até a oposicionistas, mais uma vez foi a instantaneidade do Twitter, rede social em que não poucos escrevem primeiro e pensam depois.
Foi assim que Roberto Freire (político pernambucano que, estranhamente, candidatou-se a deputado federal por São Paulo em 2010 pela primeira vez na vida e que, ainda mais estranhamente, conseguiu se eleger) virou piada.

A gafe homérica de Roberto Freire (PPS-SP)



Roberto Freire, o veterano político enxotado de Pernambuco através a vontade soberana do povo daquele estado, como que por milagre e sabe-se lá a quantas custou, elegeu-se deputado federal por São Paulo.

Ele, que recebia jeton de R$ 12 mil para ser conselheiro de uma estatal qualquer da municipalidade paulistana, passou por vexame nacional por ter twittado, no dia 7 do corrente, sobre uma brincadeira de um site de gozação. Uma gafe imperdoável para quem tem a pretensão de ser a palmatória nacional.
O digno "representante do povo paulista", revoltou-se na tarde desta segunda-feira, ao tomar conhecimento de texto fictício que anunciava que  "Banco Central colocou em circulação nesta segunda-feira (7) notas de real com a frase 'Lula seja louvado'. De acordo com o BC, a mudança foi um pedido da Presidente Dilma Rousseff, que quis homenagear o ex-presidente Lula".

Foi o bastante para que o "esclarecido" deputado postasse em seu twitter a reprodução acima ou seja "isso é uma ignomínia!".

Como o Twitter não perdoa gafes desse porte, logo alguém criou a hashtag #LulaSejaLouvado, que, rapidamente, subiu ao topo dos Trending Topics (temas mais comentados). Freire, então, justificou-se dizendo que, “Em função do desmantelo e imoralidade dos tempos ‘lulodilmistas’, tal estapafúrdia noticia” teria “ares de verdade”. Lulopetistas histéricos e satisfeitos com a gafe por mim cometida, mas nada dizem das imoralidades e malfeitorias do governo Dilma”. Citações do blog http://www.blogcidadania.com.b/
O índigitado deputado "paulista" não se emenda mesmo. Para ele, a corrupção entranhada nas hostes governamenais, de todo o tipo, circunscrevem-se ao Executivo Federal comandado pelo PT.  
Esquece ele, de propósito ou não, que um dos expoentes máximos da moralidade e ética nacional (Demóstenes Torres, ex de partido aliado ao PPS e PSDB) acaba de ser desmascarado. 
Mas o que me estranha mesmo  e não me sai da cabeça , pois gafe qualquer um está sujeito, é: onde o distinto político nordestino conseguiu os votos para se eleger deputado por São Paulo?  Olha que foram 121.471.  
  

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Notícias de 07 de maio de 2012

CRISE PROVOCA STRAIKE
A CRISE INTERNACIONAL JÁ DERRUBOU BROWN, NA INGLATERRA, BERLUSCONI, NA ITÁLIA, ZAPATERO, NA ESPANHA E, AGORA, SARKOZY, NA FRANÇA; OU SEJA, CAÍRAM LÍDERES À DIREITA E À ESQUERDA; BARACK OBAMA PODE SER O PRÓXIMO
Te cuida, Obama
BRASIL247 - Desde o início da crise econômica internacional, em 2008, que não encontrou respostas adequadas no campo político, um efeito dominó tem se alastrado pelo mundo. Na Inglaterra, o trabalhista Gordon Brown foi derrotado pelo conservador David Cameron. Na Itália, o direitista Sílvio Berlusconi foi trocado pelo tecnocrata Mario Monti. Na Espanha, o socialista José Luis Zapatero abandonou a política e deu lugar a Mariano Rajoy, da direita. Agora, na França, os socialistas voltam ao poder depois de 24 anos, com François Hollande no lugar de Nicolas Sarkozy. Demais informações aqui
Hollande vence na França
Roberta Namour – correspondente do 247 em Paris – François Hollande foi eleito o novo presidente da Vª República da França. Confirmando a tendência nas pesquisas desde o início da campanha, o socialista deixou o desgastado presidente em exercício Nicolas Sarkozy para trás. Neste domingo, 6 de maio de 2012, a maioria dos franceses optou pela ruptura do sistema de direita, que durou 17 anos, para apostar numa França mais coerente a sua filosofia do 'liberté, égalité, fraternité’.
Depois de mais de 30 anos nos bastidores do cenário político, Hollande se tornou o candidato do PS ao derrotar em outubro nas primárias sua ex-mulher e candidata à Presidência pelo partido em 2007, Ségolène Royal. Demais informações aqui

domingo, 6 de maio de 2012

EXCLUSIVO VEJA: CACHOEIRA MONITOROU ZÉ DIRCEU

04/05/2012
A lente do espião financiado e o veneno do contraventor Carlos Cachoeira revelam, na Operação Monte Carlo, a briga velada entre dois caciques do PT: José Dirceu e Antônio Palocci. Foi num apartamento do Hotel Naoum, em Brasília, que José Dirceu foi monitorado recebendo um time de primeira grandeza do Partido dos Trabalhadores para articular a queda do “companheiro” ministro chefe da Casa Civil, marcando a primeira crise do governo Dilma.
A Revista Eletrônica Quidnovi revela com exclusividade uma conversa entre Carlinhos Cachoeira e o senador Demóstenes Torres, na qual o contraventor confidencia ao político que financiou o araponga Jairo Martins de Souza para fazer as filmagens clandestinas no apartamento de José Dirceu no Hotel Naoum.
O conhecido araponga da Abin, denunciado pelo ex-deputado Roberto Jefferson (PDT-RJ) , em 2005, no escândalo dos Correios,  que culminou com o Mensalão do PT, sempre foi financiado por Cachoeira, que mantinha o esquema de arapongagem para se cacifar junto às autoridades fazendo chantagens.
Só para se ter uma noção dos  valores do serviço de Jairo, pelos Correios e pela cassação do deputado André Luiz (PMDB-RJ) foram duas camionetes blindadas: uma para a esposa de Jairo e outra para o próprio ( “presente “ de Cachoeira) e a extorsão de R$ 1 milhão em cima do deputado Roberto Jefferson, que pagou e ficou calado até hoje.
Já se sabe que o espião Jairo Martins de Souza entrou no quarto de Zé Dirceu no Hotel Naoum, mexeu na pasta pessoal do ex-ministro, e não se tem notícias se algum documento ou objeto foi subtraído. Ou, se o araponga plantou alguma escuta ambiente.
A gravação que chegou ao Supremo Tribunal Federal, durante a Operação Monte Carlo, mostra o diálogo entre o senador Demóstenes Torres e o contraventor Carlinhos Cachoeira  comentando o estrago que o vídeo feito por Jairo no Hotel Naoum no início de 2011 iria provocar dentro do Governo Federal. O  vídeo foi apresentado no ano passado numa matéria da Revista Veja.
Carlinhos diz no áudio da Operação Monte Carlo, revelado agora  com exclusividade pelo Quidnovi,  que o jornalista Policarpo Junior, de Veja, procurou Jairo, fonte da Revista  em diversas matérias, e pediu a fita para publicar o furo. Cachoeira  explica ao senador Demóstenes que recomendou ao araponga que Policarpo Junior teria que pegar a fita com ele: Cachoeira.  A intenção era estreitar  uma relação de fonte com o jornalista.
Cachoeira comenta ainda com o senador que a matéria só seria veiculada duas semanas após a entrega da fita e isto “seria ótimo para a oposição. “ Demóstenes concorda e ambos falam do golpe de Dirceu sobre Palocci e comentam ainda que Dirceu está sempre envolvido nas grandes questões nacionais.
Neste troca-troca de informações entre o senador e o contraventor, Demóstenes conta a Cachoeira que o colega de Senado Blairo Maggi (PR-MT), da base aliada do PT, estava abastecendo a oposição com o objetivo de derrubar o Governo Dilma.
No momento em que o país atravessa uma de suas maiores crises morais e éticas e que conversas vêm à tona e  começam a causar reboliços, talvez estejamos diante de um dos áudios mais esclarecedores do modus operandi do bando de Cachoeira. Num processo que tem mais de 300 mil escutas, com certeza ainda teremos outras revelações, mesmo a CPMI só podendo abrir os documentos do inquérito em sala absolutamente fechada.
Aparentemente,  o  que podia ter vazado do processo já está circulando livremente pelas mãos da imprensa, de empresários e advogados. Mas, como ultimamente temos sido surpreendidos e atropelados por fatos estarrecedores, quem sabe, como diriam os antigos, ainda tenha muita sujeira embaixo do tapete.
Vejam agora algumas imagens do vídeo feito por Jairo no Hotel Naoum e  clique aqui para ouvir a conversa de Demóstenes e Cachoeira.
Veja abaixo a transcrição do diálogo entre Demóstenes e Cachoeira feito pela Polícia Federal

Demóstenes enganou ou se deixaram enganar por ele?

Foto: Lula Marques/Folhapress NESTE FIM DE SEMANA, VEJA RETOMA UMA QUESTÃO QUE JÁ HAVIA SIDO LEVANTADA PELA JORNALISTA DORA KRAMER: COM...

Blogueiro Reinaldo Azevedo, da Veja, esperneia

Um dos maiores expoentes da Oposição ataca quem defenda discussão sobre o papel da mídia na CPI 
Reinaldo Azevedo: “O jornalismo precisa tomar cuidado para não servir ao crime organizado e aqueles que querem desmoralizar a democracia”
05 de Maio de 2012 às 15:15
247 – Como todos sabem, a parceria editorial de uma década entre Carlos Cachoeira e a revista Veja, definida como “coabitação” pelo ex-presidente Fernando Collor, não gerou benefício econômico algum ao contraventor. Cachoeira, Demóstenes, Dadá, Jairo Martins e a construtora Delta, que compõem aquilo que se definir com precisão como “crime organizado”, jamais tentaram instrumentalizar a maior revista semanal do Brasil. Veja, portanto, nunca esteve a serviço do crime – sempre, a serviço do Brasil. Além disso, Dadá e Jairo, com seus grampos ilegais, nunca representaram qualquer ameaça à democracia. Eram apenas cinegrafistas amadores, em busca do bem comum.
Dito isso, o jornalismo não pode servir ao crime organizado e àqueles que querem desmoralizar a democracia. É a tese de Reinaldo Azevedo, exposta em um novo artigo, publicado neste sábado. Leia mais uma versão de O Grito:
SIM, O JORNALISMO PRECISA TOMAR CUIDADO PARA NÃO SERVIR AO CRIME ORGANIZADO E ÀQUELES QUE QUEREM DESMORALIZAR A DEMOCRACIA
Uma coisa vocês não podem negar a este escriba, não é? Desde o primeiro dia, apontei a ação dos petistas — encabeçados por Lula, José Dirceu e Rui Falcão — para usar as tramoias de Carlinhos Cachoeira e seu grupo para tentar melar o processo do mensalão e para intimidar a imprensa. A coisa agora é escancarada! Ontem, Rui Falcão (ver posts abaixo) perdeu qualquer restinho de pudor e declarou que a “mídia” será o próximo alvo do governo. Tudo indica que falou apenas em nome da banda heavy metal do PT, não do Planalto. Trato do assunto em outro post. Muito bem. “Melar” o mensalão compreende, entre outras coisas, um esforço para desmoralizar ministros do Supremo Tribunal Federal e o procurador-geral da República, Roberto Gurgel. A imprensa independente — aquela que não é financiada com dinheiro público nem é subordinada a uma rede criminosa montada na Internet (isso ainda vai dar o que falar, anotem aí) — tem de tomar cuidado para não fazer, involuntariamente, o serviço da bandidagem. Infelizmente, aqui e ali, isso está acontecendo. Dado o pano de fundo, exporei aqui um caso emblemático. Antes de fazê-lo, no entanto, é preciso proceder a uma digressão para esclarecer algumas coisas.
Começa a digressão
Já escrevi aqui — e Eurípedes Alcântara, diretor de Redação da VEJA, divulgou uma Carta de Princípios a respeito da ética no jornalismo — que a qualidade moral da fonte não faz a qualidade da informação. Uma pessoa decente e muito bem-intencionada pode induzir um repórter ao erro. Um bandido pode dar uma informação relevante. O importante é o jornalista saber para quem está trabalhando. Não tenho receio nenhum de debater abertamente o que alguns vagabundos andam dizendo sobre VEJA. O inquérito que veio a público demonstra que o profissional da revista trabalhava a serviço da verdade e do interesse público. Quanto mais isso fica evidente, mais a corja radicaliza na retórica. A reportagem recebeu informações de Cachoeira? Também dele, a exemplo de uma penca de jornalistas. Ou algum repórter investigativo de Brasília se oregulha se só falar com beartos e beatas??? Matérias foram feitas só com informações do dito-cujo? Isso é uma piada, uma fantasia! Tanto as reportagens de VEJA eram fundamentadas, com dados inquestionáveis, que muitas delas estão, sim, na raiz da demissão de ministros e servidores. Mas atenção! Quem demite é a presidente Dilma Rousseff. VEJA não tem esse poder. Se a primeira mandatária tomou tal decisão, encontrou certamente razões muito fortes para tanto. Não deve ter sido só para não deixar chateada a equipe da revista, certo?
Jornalista não tem de fazer um tribunal de moral e cívica antes de falar com a fonte. Tem é de ter a certeza de que não trabalha para ela, mas para o interesse público. E tem de apurar muito bem os fatos, reitero, para não servir a bandidos, como fizeram, querendo ou não, os que sustentavam a veracidade do Dossiê Cayman. Naquele caso, sim, em vez de apuração, decidiu-se dar crédito à conversa de vigaristas. Tentaram, por exemplo, fazer de Luiz Antonio Pagot uma pobre vítima do inexistente complô VEJA-Cachoeira. Gravações que vieram a público, conforme demonstrei aqui, mostram o ex-chefão do Dnit se entendendo com a turma de Cachoeira. Vale dizer: aquela acusação era só uma vingança dos ressentidos com VEJA. Ressentidos por quê? Alguns porque perderam a boquinha. Outros porque não se conformam com o fato de o Brasil ser uma democracia — não é mesmo, Rui Falcão?
Vale dizer: o que dizem Cachoeira e seus rapazes — ou os seres mais impolutos — não pode ir parar nos sites, revistas e jornais sem que se verifique a veracidade das acusações. Ou se corre o risco de, sob o pretexto de combater a bandidagem, agredir instâncias do estado de direito. Como quer José Dirceu. Como quer Lula, Como quer Rui Falcão. Fim da digressão.
Agora o caso
Ontem, o Estadão Online publicou um texto de Ricardo Brito, da Agência Estado, cujo título era: “Grupo de Cachoeira tentou interferir em habeas corpus”. O busílis era o seguinte: o prefeito de Piraquê (TO), Olavo Júlio Macedo, estava preso, e a turma o queria solto. Gleyb e Eney, dois homens do esquema do contraventor, conversam a respeito do caso e dizem que será julgado o habeas corpus. Muito bem. Transcrevo em vermelho um parágrafo da reportagem. Leiam com atenção. Volto em seguida:
Às 15h30 daquele dia, Gleyb disse, em telefonema a um interlocutor não identificado pela PF, que estava no Senado para se encontrar com Demóstenes Torres (sem partido-GO), suspeito de envolvimento com Cachoeira. Às 16h44, o integrante do grupo de Cachoeira afirmou, em nova ligação, que iria passar em um ministério e no Supremo.
Um minuto depois, Gleyb pergunta, numa ligação para Eney, se há “mais alguma coisa” para conversar. O advogado responde que é preciso manter contato no Supremo, visando liberar o prefeito cujo habeas corpus estava com Gilmar Mendes.
Voltei
O que o trecho sugere? O óbvio! Que Demóstenes e o tal Geyb foram falar com Gilmar Mendes em favor do prefeito. Isso se deu no dia 9 de junho do ano passado. O senador ainda era uma referência de severidade e correção até para seus adversários. Ouvido, o ministro diz que ninguém foi procurá-lo. MAS ATENÇÃO! SE ALGUÉM O PROCUROU OU NÃO, ISSO É IRRELEVANTE. O RELEVANTE VEM AGORA!!!
GILMAR MENDES NEGOU DUAS VEZES A CONCESSÃO DE HABEAS CORPUS AO TAL PREFEITO! No dia 29 de junho e no dia 5 de dezembro de 2011. Muito bem! Agora faço a pergunta essencial para que avaliemos os riscos que estamos correndo com certo tipo de apuração e reportagens que andam na praça — mesmo na imprensa que tem compromisso com a seriedade. Lá vai:
E SE GILMAR MENDES TIVESSE RECONHECIDO MOTIVOS TÉCNICOS, JURÍDICOS, PARA CONCEDER O HABEAS CORPUS?
Agora o ministro estaria lascado, e aquela fala serviria como evidência de que ele estaria trabalhando para o grupo de Carlinhos Cachoeira. Por sorte, ele entendeu duas vezes que o pedido de habeas corpus era descabido.
Entenderam?
Vocês entenderam a natureza da questão? Uma coisa é o que a gangue diz entre si, suas bravatas, suas demonstrações de influência. Outra, distinta, são os fatos. O repórter afirma: “Esta é a segunda vez que pessoas ligadas a Cachoeira aparecem em grampos telefônicos comentando casos que estão nas mãos Mendes.” Incrível! Mesmo com a evidência de que a decisão do ministro não atendeu às expectativas da turma, mantém-se a sombra da suspeita. Na primeira vez, num caso envolvendo uma estatal de Goiás, Demóstenes faz referência a um procedimento regular de Mendes, que não teve mérito ainda decidido. Revela apenas a sua expectativa. Mesmo assim, o senador apresenta a coisa como decorrência de sua influência.
Ora, ministros do Supremo, agora, não são mais livres para decidir segundo a lei. Habeas corpus? O jeito vai ser dizer sempre “não”! Vai que surja uma conversa de alguém: “Ah, já falei com o ministro X, está tudo certo!” Cada membro do Supremo teria de ter o seu próprio sistema “Guardião” e grampear o país inteiro. Só assim teriam a certeza de que sua decisão estaria a salvo de ilações.
O mal que Demóstenes fez
Um episódio como esse dá conta do mal que Demóstenes fez à política — muito maior do que ele imagina, acho. Ele era um medalhão do Senado. Um senador manter conversar com ministros do Supremo, do STJ, ministros de estado, autoridades etc. é parte do jogo. Quem lhe recusaria, em princípio, uma audiência? Que diabos, no entanto, ele dizia a seus interlocutores sobre esses encontros? Num outro pleito seu, já nem me lembro sobre qual assunto, não diz ele que mantinha boa conversa com a ministra do Meio Ambiente? Não se relacionou, também, com autoridades dos ministérios da Educação e da Saúde?
Este caso em que o nome de Mendes é citado deveria servir de alerta para os jornalistas que lidam com o material que foi vazado sobre o inquérito — a propósito: suponho que os vazadores sejam as carmelitas descalças, né? O ministro poderia ter concedido o habeas corpus de boníssima-fé. E estaria agora encalacrado.
Não estão por aí os criminosos da Internet a sustentar que as fitas que traziam imagens do “governo paralelo” de Dirceu — fitas do circuito interno do hotel, reitere-se — foram passadas à VEJA por Cachoeira em troca de uma reportagem favorável a bingos eletrônicos? Cadê a reportagem? Se alguém a encontrar, nunca mais escrevo uma linha!
É bom botar essa bola no chão. Jornalistas decentes só querem a verdade. E têm de ter claro que há vigaristas querendo apenas as instituições — para destruí-las.

Além de ALFA, BETA, GAMA... em São Paulo ainda tem a DELTA, PRA VARIAR!

Belo médico é o Alckmin! Nem luvas está usando para aplicar a injeção! Será que ele deseja causar infecção no Serra? Tô com dó da cara de doído do Serra! Vai doer mesmo é quando a CPI do Cachoeira começar a "molhar" terra paulistana!
 É vacina contra a Delta?
GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN VACINOU JOSÉ SERRA CONTRA A GRIPE NESTE SÁBADO, MAS O VÍRUS QUE COMEÇA A RONDAR O PALÁCIO DOS BANDEIRANTES É A CONSTRUTORA DE FERNANDO CAVENDISH; REPORTAGENS DO FIM DE SEMANA APONTARAM INFLUÊNCIA DO BICHEIRO CARLOS CACHOEIRA TAMBÉM EM SÃO PAULO

05 de Maio de 2012
247 – Geraldo Alckmin e José Serra nunca foram, propriamente, grandes amigos. Em 2006, quando Alckmin foi candidato à presidência da República, Serra se sentiu traído. Depois, instalado no governo paulista, Serra escanteou antigos aliados de Alckmin– que deu o troco, quatro anos depois. Neste sábado, em clima de campanha eleitoral, Alckmin decidiu vacinar Serra contra a gripe. Mas o vírus mais perigoso que se aproxima do Palácio dos Bandeirantes se chama Construtora Delta.
Reportagem da revista Istoé deste fim de semana aponta que a Delta começou a existir em São Paulo quando José Serra se tornou prefeito da cidade, em janeiro de 2005. Dois anos depois, a empreiteira de Fernando Cavendish foi carregada para o Palácio dos Bandeirantes, muitas vezes em contratos emergenciais, fechados sem licitação. Na semana passada, Alckmin disparou o alarme, ao dizer que contratos da Delta em São Paulo poderão ser revistos – mas, se o fizer, a decisão joga um problema para a candidatura de Serra em São Paulo.
A questão é que o Ministério Público já decidiu abrir investigação para apurar como se deu o crescimento da Delta em São Paulo. E o problema é que, ainda que a construtora tente circunscrever a Operação Monte Carlo ao Centro-Oeste, o bicheiro Carlos Cachoeira foi flagrado em conversas telefônicas tratando de negócios da Delta em São Paulo.
Leia, abaixo, a reportagem deste fim de semana da Istoé:
O esquema Cachoeira e o governo Serra
CPI e Ministério Público investigam como o grupo do bicheiro Carlinhos Cachoeira atuou em São Paulo através de contratos da construtora Delta com a Prefeitura e o Estado em obras na marginal Tietê.
Pedro Marcondes de Moura
Os desdobramentos da Operação Monte Carlo, que investiga as relações do bicheiro Carlinhos Cachoeira com governos estaduais e municipais, chegaram ao principal bunker da oposição: o Estado de São Paulo. Em Brasília, parlamentares que compõem a “CPI do Cachoeira” já tiveram acesso a conversas telefônicas gravadas com autorização judicial entre junho do ano passado e janeiro deste ano. Elas apontam que a construtora Delta, braço operacional e financeiro do grupo do contraventor, foi favorecida nas gestões de José Serra (PSDB) e de seu afilhado político Gilberto Kassab (PSD) na prefeitura e também quando o tucano ocupou o governo do Estado. Em 31 de janeiro deste ano, por exemplo, Carlinhos Cachoeira telefona para Cláudio Abreu, o representante da empreiteira na região Centro-Oeste, atualmente preso sob a acusação de fraudar licitações e superfaturar obras. Na ligação (leia quadro na pág. 43), o bicheiro pergunta se Abreu teria conversado com Fernando Cavendish, oficialmente o dono da construtora, sobre “o negócio do Kassab”. Em seguida, diz a Abreu que o prefeito de São Paulo “triplicou o contrato”. Essa conversa, segundo membros da CPI e do Ministério Público de São Paulo, é um dos indícios de que a organização de Cachoeira também teria atuado com os tucanos e seus aliados em São Paulo. “Os depoimentos de Cachoeira e Abreu serão fundamentais para que se descubra o alcance das relações entre a empreiteira e políticos”, diz o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG).
A Delta começou a prestar serviços à capital paulista em 2005, quando Serra assumiu o comando do município. Inicialmente, os contratos somavam R$ 11 milhões. A partir de 2006, quando Serra deixou a prefeitura e venceu as eleições para governador, os negócios da empreiteira com o município se multiplicaram, em muitos casos sem licitação. Em 2010, ano em que o tucano disputou a Presidência, os repasses chegaram a R$ 36,4 milhões. Entre 2008 e 2011, os pagamentos da prefeitura para a Delta ultrapassaram R$ 167 milhões. O que chama mais a atenção da CPI e do Ministério Público de São Paulo, porém, é o fato de a Delta ter vencido em outubro do ano passado uma concorrência para limpeza urbana no valor de R$ 1,1 bilhão. O MP abriu um inquérito para apurar se houve fraude na licitação. Há suspeitas de uso de documentos falsos e de edital dirigido. “Se a Delta cometeu essas irregularidades em outros Estados e municípios, precisamos apurar se isso ocorreu também em São Paulo”, diz o promotor Silvio Marques, do Patrimônio Público. Na quarta-feira 2, ele encaminhou ofício à PF, solicitando acesso às investigações da Operação Monte Carlo.
Entre a papelada, o promotor receberá a transcrição de uma conversa gravada com autorização judicial ocorrida em 4 de agosto do ano passado. No diálogo, a que ISTOÉ teve acesso, um homem identificado como Jorge pergunta para Gleyb Ferreira, segundo a PF uma espécie de “faz-tudo” de Cachoeira, sobre o edital de uma licitação. “E aí, evoluiu aquele negócio?”, pergunta Jorge. “Aguardamos estar com o edital hoje à tarde. O Carlinhos (Cachoeira) quer que a gente converse com o Heraldo (Puccini Neto, representante da Delta na região Sudeste). Já estamos conseguindo uma prorrogação com o secretário para o dia 31 ao invés do dia 15”, responde Gleyb. Para a PF, o diálogo se refere à concorrência de R$ 1,1 bilhão vencida pela empresa ligada ao bicheiro. O Ministério Público já apurou que foram necessários dois editais para a concorrência. No primeiro, a Delta foi desclassificada.
Se a Delta multiplicou seus contratos com a prefeitura entre 2005 e 2011, um movimento semelhante ocorreu com o governo de São Paulo, quando Serra chegou ao Palácio dos Bandeirantes em janeiro de 2007. Durante o mandato do tucano, a construtora recebeu R$ 664 milhões do governo paulista. O valor corresponde a 83% de todos os 27 convênios firmados pela Delta com o Estado de São Paulo na última década. A obra mais polêmica é a ampliação da Marginal Tietê, um dos cartões de visita da campanha presidencial de Serra em 2010. Além de inúmeros problemas, como atrasos e falta de compensação ambiental, o valor pago ao consórcio Nova Tietê, liderado pela Delta, sofreu um reajuste de 75%. Na quarta-feira 2, o Ministério Público de São Paulo instaurou Inquérito Civil para apurar a existência de irregularidades na licitação, superfaturamento e conluio entre agentes públicos.
Segundo documentos obtidos por ISTOÉ, a obra da Marginal era acompanhada dentro do governo de São Paulo por Delson José Amador e Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, que no PSDB é identificado como um dos arrecadadores das campanhas eleitorais de Serra. Tanto Paulo Preto como Amador são citados na Operação Castelo da Areia, da Polícia Federal, por suposto envolvimento com empreiteiras. Pelo lado da Delta, o responsável pelo gerenciamento da obra era o diretor da empreiteira para a região Sudeste, Heraldo Puccini Neto. Ele está foragido, após ter a prisão preventiva decretada por envolvimento em suposto esquema de fraude em licitações na área de transporte público do Distrito Federal. “A apuração sobre os contratos da Delta com o governo paulista pode levar ao caixa 2 dos tucanos em São Paulo”, afirma o deputado estadual João Paulo Rillo (PT). “Não podemos nos limitar a fazer uma análise política”, diz o líder tucano Álvaro Dias (PR). “Devemos checar todos os contratos da Delta para saber de que forma foram celebrados e se os preços praticados foram justos. Afinal, a empresa foi a principal patrocinadora da relação do bicheiro Cachoeira com os recursos públicos.”

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Notícias de 30 de abril de 2014

O que Ernani de Paula tem a contar na CPI Ernani de Paula, empresário, dono da Faculdade São Marcos e ex-prefeito da cidade de Anápolis (...

terça-feira, 1 de maio de 2012

Editora Abril recebeu R$ 52 milhões do governo de SP e implica com blogs
Há alguns dias, telefona-me um amigo que trabalha na Editora Abril e que anda preocupado com a situação envolvendo a revista Veja, leia-se a possibilidade de o presidente do Conselho de Administração e diretor editorial do Grupo Abril, Roberto Civita, ser convocado a depor na CPI do Cachoeira.
A preocupação dessa pessoa se refere à possibilidade de sobrevir alguma condenação de seu empregador que afete os milhares de empregos que gera. Respondo que não deveria se preocupar não só devido à alta possibilidade de o poder de Civita fazer com que tudo seja abafado, mas também porque, se alguma conseqüência sobreviesse, certamente se restringiria à revista Veja e ele não trabalha na revista, mas em outra empresa do grupo.
O amigo, ainda preocupado, diz que isso não o conforta porque o que “segura” o Grupo Abril, hoje, é a Veja e seus contratos com o Estado, sobretudo com o governo de São Paulo, que torra recursos destinados à Educação comprando dezenas de milhares de exemplares da Veja e de livros didáticos das empresas de Civita, entre o muito que despende com esse grupo empresarial e com os Grupos Folha, Estado e com as Organizações Globo.
Lembrei-me dessa conversa por conta das acusações que o blogueiro e colunista da Veja Reinaldo Azevedo e vários outros jornalistas da grande imprensa fazem todo santo dia aos setores da blogosfera que se opõem ao conclave formado por aqueles grandes meios de comunicação e pelo PSDB, pelo DEM e pelo PPS.
No domingo, por exemplo, no âmbito de um arranca-rabo entre Azevedo e o site Brasil 247, este foi acusado de ser “financiado por dinheiro público”, como se a Veja não dependesse do Tesouro paulista (mais do que de qualquer outro).
À diferença de blogs como este, que não recebe um tostão de dinheiro público, o 247 tem um banner do governo do Distrito Federal que, por óbvio, é pago.Há outros sites e blogs que desafiam o poder da mídia tucana que têm banners não só de governos petistas como, também, de empresas estatais sob influência do PT.
Todavia, à diferença de uma Veja, o recebimento de dinheiro público por essas páginas é explícito, apesar de que Azevedo apresenta esse fato como uma grande revelação enquanto que o patrão dele não tem banner nenhum que mostre os milhões que recebe dos governos demo-tucanos.
Aliás, os contratos de fornecimento de publicações didáticas e informativas como a revista Veja para o governo tucano de São Paulo pela Editora Abril sofrem até questionamentos na Justiça, que, há pouco, aceitou denúncia do Ministério Público paulista – feita pelo PSOL – contra a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE).
Ano passado, o blog Namarianews veiculou que o governo paulista fez vultosas compras de revistas (Veja, Isto É, Época) e de jornais (Folha de SP, Estado de SP) via Secretaria de Estado da Educação, através da Fundação para o Desenvolvimento da Educação – FDE. Os contratos só desse negócio, sem falar em todos os outros, somaram R$9.074.936,00.
A ação encampada pelo Ministério Público de São Paulo partiu de uma ONG chamada Ação Educativa. Refere-se ao contrato 15/1165/08/04 (Diário Oficial 1/10/2008 e 25/out/2008) que autorizou a compra de 220 mil assinaturas da revista Nova Escola, da Fundação Victor Civita, ligada à Abril, no valor de R$3.700.000,00. O negócio foi feito sem licitação, apesar de amparado pela lei 8.666.
Em 26 de maio de 2009, o Ministério Público de São Paulo propôs ação civil de responsabilidade por ato de improbidade administrativa contra o Presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação, a Diretora e o Supervisor de Projetos Especiais, ambos da FDE, bem como contra a Fundação Vitor Civita.
A Ação, que tem como fundamento possíveis irregularidades no contrato firmado sem licitação entre a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) e a Fundação Victor Civita, requer a responsabilização dos agentes públicos por condutas que podem ser caracterizadas como improbidade administrativa e ainda tramita na Justiça Estadual”.
O dispêndio de dinheiro do governo de São Paulo com a grande imprensa que tanto apreço demonstra por ele atinge as raias do inacreditável. Segundo o Namarianews, mais de R$250 milhões foram gastos na década passada, tudo sem licitação.
Desse total, comprovado com dados do Diário Oficial, a Editora Abril/Fundação Victor Civita recebeu inacreditáveis R$ 52.014.101,20 para comprar milhares de exemplares de diferentes publicações, entre elas a Revista Nova Escola, a Veja, o Almanaque do Estudante, a Revista Recreio e o Atlas da National Geographic.
O processo da ONG Ação Educativa recebeu o número 0018196-44.2009.8.26.0053 e se baseou em três premissas:
1º) A lei federal 8.666 de 21 de junho de 1993 (que “estabelece normas gerais sobre licitações e contratos administrativos pertinentes a obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações e locações no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios”, incluindo a inexigibilidade de licitação) foi desacatada em seu artigo 25, que deixa claro ser vedada “a preferência de marca, que ocorreu explicitamente neste caso, uma vez que outras editoras não foram sequer consultadas”.
2º) A revista Nova Escola não tem exclusividade temática. “É importante mencionar ao menos duas outras revistas que poderiam ser escolhidas para cumprir as mesmas funções da Revista Nova Escola, tais como as descritas em seu processo de compra: a Carta na Escola, Editora Confiança Ltda, e a Revista Educação, da Editora Segmento Ltda”.
3º) “De acordo com os documentos (fls. 4-12 do processo FDE n. 15/1165/08/04), a motivação inicial para a elaboração do contrato foi uma carta encaminhada em 1/9/2008 pela Fundação Victor Civita à então Secretária de Educação Maria Helena Guimarães de Castro, propondo parceria, com descrição da proposta pedagógica da Nova Escola, preços e condições, além de cronograma de postagem. Ora, o contrato não partiu de uma necessidade da Secretaria de Estado, mas sim de uma oferta realizada pela Fundação e aceita pela Secretaria, que viabilizou seus termos sem consulta a outras editoras ou, principalmente, aos destinatários diretos da compra – os docentes”. (Fonte – Ação Educativa).
Este blog foi pesquisar o andamento do processo e descobriu que foi aceito pela Justiça. Abaixo, os processos que constam contra a Fundação Victor Civita e a decisão judicial de aceitação do processo da Ação Educativa encampado pelo Ministério Público de São Paulo.

O processo continua tramitando desde o final de 2010. A última movimentação é de 9 de abril último, com determinação para que as partes se manifestem.
Não é por outra razão que o deputado estadual Luiz Moura (PT-SP) reiterou pedido que a Assembléia Legislativa de São Paulo vem fazendo para que o presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), Bernardo Ortiz, compareça à Casa. Ele argumentou que o requerimento foi aprovado há um ano, mas o homem não dá as caras. A oposição quer que a FDE explique por que, com um orçamento de bilhões, falta tudo nas escolas paulistas.
Ouça, abaixo, o que diz o deputado (depois haverá que voltar à página anterior para continuar a leitura)
Eis que os jornalistas da grande mídia argumentam que essa quantidade descomunal de dinheiro público que o governo paulista despeja em uma Veja se deve a que tem um trilhão (sic) de leitores, blábláblá e blábláblá, como se, por isso, esses veículos devessem ser os únicos receptáculos de dinheiro público.
Os defensores do sepultamento de tanto dinheiro público na Veja, entre outros, argumentam com dados do Instituto Verificador de Circulação, entidade responsável pela auditoria de circulação dos principais jornais e revistas do Brasil. Uma breve pesquisa no IVC, porém, revela um dado altamente eloqüente.
Adivinhe, leitor, quem faz parte do “Conselho Superior” do Instituto Verificador de Circulação. Ninguém mais, ninguém menos do que Roberto Civita. Ou seja, um dos veículos “verificados” pela entidade faz parte dela, o que, se não é ilegal, no mínimo é para lá de imoral.
De qualquer forma, mesmo que os dados sejam corretos, a publicidade oficial não é só para grandes veículos em nenhum país democrático. A publicidade deve ser focalizada em setores. Na internet, pode-se mensurar até com mais precisão qual é a exata audiência de cada veículo…
Enquanto isso, o blogueiro da Veja Reinaldo Azevedo e assemelhados continuam implicando com banners de governos petistas e empresas estatais em blogs e sites, publicidades que estão à vista de todos e que jamais foram questionadas judicialmente.
Volto, então, ao meu preocupado amigo que trabalha na Editora Abril, a uma sua frase altamente emblemática que me foi dita quando manifestou seu temor relativo à CPI do Cachoeira: “O que seria da Veja sem dinheiro público?”.
Comentários:
Givaldo
Sou professor de Geografia no ensino médio da rede pública estadual. Até 2007, os alunos do 3º ano do ensino médio tinham 3 aulas de Geografia por semana, a partir de 2008, o governador Serra reduziu para apenas 1 e criou uma nova disciplina chamada DAC, obrigando-nos a trabalhar uma revista da editora abril chamada “Guia do Estudante”. Não tivemos nenhuma orientação sobre como trabalhar este material, uma revista com mais de 200 páginas e tínhamos que utilizá-la em apenas um semestre, pois ao longo do ano, cada aluno receberia 2 exemplares. Se é difícil conseguir trabalhar uma revista de mais de 200 páginas ao longo de um ano, imaginem duas. O pior é que a revista que chega aos alunos não difere em absolutamente nada da que é vendida em bancas de jornal, salvo a logomarca do governo de SP na contracapa da revista. Isto traz enormes problemas para o professor, pois no material constam diversas questões de vestibulares e do ENEM, contudo, a resolução das mesmas, ao invés de estar somente em um exemplar do professor para que este articule melhor este processo de aprendizagem e correção das questões, acreditem, as resoluções estão nas últimas páginas de todas as revistas. Imaginem a dor de cabeça do professor em solicitar que os alunos resolvam tais questões, pois os mesmos já sabiam do “macete” e iam direto às últimas páginas e reproduziam as resoluções sem aprender de fato. Existem mais absurdos relativos a material didático dos alunos, os quais envolvem custos desnecessários, mas não vou me alongar agora para não ser cansativo, quem duvidar que visite qqr escola estadual e visite as bibliotecas ou sala de livros e vcs descobrirão.
Fabio Amaral Di Fini
Givaldo, você trouxe um ótimo exemplo prático da tramoia que existe entre o PSDB (que por aqui é governo) e a Editora Abril, um dos grandes órgãos dessa mídia partidarizada e vendida, que vitima por completo a área de comunicações em nosso país. Esse tipo de negociata é feito para desviar recursos públicos absolutamente necessários em outras áreas, para o bolso da máfia midiática (no caso, os Civita) que apoia o governo paulista e se opõe, de forma desleal e desonesta, ao governo federal, lá em Brasília. Acredite meu caro: a preocupação com o aproveitamento escolar do material imposto pelo governo paulista ao professorado da rede pública, nunca sequer foi considerado seja por Serra, seja por Alckmin, ou por qualquer outro tucano. O que eles querem é desviar dinheiro público aos magnatas da imprensa, para que estes continuem a blindá-los contra toda e qualquer crítica local e, claro, continuem a promover (sem êxito, graças a Deus) a derrocada do poder federal, como têm feito desde a ascensão de Lula ao poder, em 2002. O baronato midiático é um verdadeiro câncer neste país e tem de ser literalmente extirpado, a qualquer custo. Para isso, o único meio legal é a regulamentação da mídia; que se daria pela chamada “Ley de Medios”. Este deveria ser um objetivo inadiável do governo brasileiro…