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sábado, 26 de março de 2011

Não compareceu ao regabofe

A imprensa, principalmente o PIG*, e a sua claque de foristas, especularam muito a respeito da ausência do ex-presidente Lula no almoço oferecido ao presidente Barak Obama em recente visita ao Brasil. Chegaram a comentar que Lula estava enciumado de Dilma, que não sabia dividir holofotes, que estava magoado com Obama... Convidado, Lula argumentou que não compareceu para não "atrapalhar" a presidenta Dilma. 


Lembro-me que, uma de suas inúmeras declarações ao término de seu mandato, seria a de demonstrar como se devia comportar um ex-presidente.  Talvez uma alfinetada nos que o antecederam.


Não se pense, de forma alguma, que Dilma e Lula entrarão em colisão. Por mais que a "direita" assim o deseje e ansie.  Conquanto as diferenças de estilo, opiniões próprias a respeito de vários assuntos. Eles, penso, falam-se constantemente, senão diariamente.


Lula é um escudo precioso para Dilma. Nem a inesperada mudança sobre os direitos humanos pode abalar a sólida amizade entre ambos. Lula, certamente, compreende e até incentiva a nova postura da diplomacia brasileira.

*

Creio que a ausência de Lula ao referido almoço surtiu mais efeito do que se ele tivesse comparecido. Considero-a como demonstração de desagrado face conduta dúbia por parte do governo norte-americano. 

Refiro-me à questão nuclear em que o governo dos EUA estabeceu alguns pontos para resolução de pendências EUA-Irã, mormente a nuclear, pedindo a intercessão do Brasil e da Turquia. Tais tratativas foram combinadas por carta dirigida por Obama ao presidente Lula, este prestes a visitar o país persa, em maio de 2010. Na aludida correspondência, Obama dizia que o Irã criaria clima de "confiança" na comunidade internacional caso aceitasse enviar 1.200 quilos de urânio levemente enriquecido para a Turquia.  Ou era para a Alemanha?  Em troca, receberia 120 quilos de combustível nuclear.

O Irã aceitou a oferta. Talvez surpreendidos pela competência brasileira-turca, os EUA "pularam fora" com desculpa menor.  Dizem que essa atitude indecorosa de Barak Obama foi exigência de Hillary Clinton, a guerreira corna. 

Lula, naturalmente, sentiu traído.  Mas não se fez de rogado. Anti-diplomaticamente, como é de seu feitio, expôs claramente os fatos na imprensa.  Mostrou o lado trágico do "senhor prêmio nobel da paz", que não cumpre nem com 30% de suas promessas pré eleitorais.

Como confiar numa pessoa que não cumpre o palavreado?

Nota: costumeiramente, os EUA nomeiam mulheres para o espinhoso cargo de chefia da Secretaria do Estado. Anteriormente a Hillary Clinton, passaram por ali Madeleine Albright, Condoleezza Rice.  Mulheres são osso duro de roer. 

* PIG - termo bolado pelo jornalista Paulo Henrique Amorim, responsável pelo blog conversaafiada.com, cujo significado é Partido da Imprensa Golpista, referindo-se aos jornais O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, Revista Veja e Organizações Globo. 


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