Criminoso que confessou haver degolado Maria Gonçalves de Souza - o pedreiro Luiz Carlos Oliveira - já está em liberdade, 40 dias após o crime...
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Foi no dia 07 de março de 2011...
O pedreiro Luiz Carlos de Oliveira (50 anos) matou Mariana Gonçalves de
Souza (23)...
Primeiro utilizou uma pedra que desfigou o rosto da jovem e quebrou seus dentes da frente...
Logo após, o pedreiro Luiz Carlos de Oliveira, pegou uma garrafa de cerveja
que espatifada utilizou para degolar Mariana...
Preso, o pedreiro Luiz Carlos de Oliveira resmungou que adoraria se matar depois da barbaridade que providenciou...
Não o fez, mudou de idéia...
Dia 19 de abril de 2011 o assassino já está solto...
E, a família da vítima em pânico...
Pelo que dá para traduzir deste teatro dos absurdos judiciais, caso
Wellington Menezes de Oliveira saisse vivo da chacina em que matou 12 crianças na Escola Tasso da Silveira em Realengo e se entregasse
arrependido, 40 dias após estaria na rua pronto para continuar sua saga maldita...
Tem algo errado...
Tem algo errado...
Jorge Schweitzer
RIO - A juíza Elizabeth Louro, do 4º Tribunal do Júri da Capital, negou o
pedido de prisão preventiva do pedreiro Luiz Carlos Oliveira, de 50 anos, que confessou
ter assassinado a universitária Mariana Gonçalves de Souza, de 21, dentro da escola da
família da vítima, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, no dia 7 de março. Luiz Carlos
estava preso temporariamente por 30 dias desde 8 de março, quando se apresentou na
33ª DP (Realengo) e confessou o crime.
Com a decisão, tomada no último dia 7 de abril, o prazo da prisão temporária expirou, e Luiz Carlos foi colocado em liberdade.
Em seu despacho, a magistrada alegou que "o denunciado teve a iniciativa espontânea de comparecer à DP no dia seguinte aos fatos, para prestar declarações, onde, aliás,
confessou
a conduta". Ainda segundo a juíza, Luiz Carlos "forneceu o endereço de sua irmã como
o local onde poderá ser encontrado, circunstâncias que surgem de molde a afastar o
pressuposto atinente com a garantia da futura aplicação da lei penal".
A magistrada explicou que "a gravidade do delito não é elemento caracterizador, por si só,
da necessidade da prisão cautelar".
Por fim, a magistrada escreveu que "o fato, em si, isoladamente, sequer pode fazer supor
que o agente vá voltar a delinquir, dado o caráter absolutamente pessoal e emocionalmente dirigido da conduta. Não bastasse isso, o choque causado à comunidade e o clamor social
invocado pelo promotor de Justiça não se me afigura efetivamente presente, até porque
clamor público não se confunde com repercussão midiática".
Parentes de Mariana ficaram em pânico quando souberam que Luiz Carlos foi solto.
- Ele já foi visto rondando a escola em Campo Grande, mas o endereço que ele forneceu
da irmã fica em Bangu. O que ele estava fazendo em Campo Grande? Estávamos tentando
levar nossas vidas. Mas, e agora? Esse cara não tem nada a perder - desabafou Rafael Aragão,
de 23 anos, namorado de Mariana.
Pedreiro disse que cometeu o crime por amor
Para a polícia, o pedreiro disse que cometeu o crime por amor e afirmou ter tido um relacionamento com a jovem, a quem ajudava financeiramente, segundo o assassino.
De acordo com a polícia, no entanto, as afirmações do pedreiro não são verdadeiras.
Segundo os depoimentos colhidos pela Divisão de Homicídios, o pedreiro nunca teve
qualquer relacionamento com Mariana e ele não dava dinheiro à jovem.
O pedreiro confessou ter matado a jovem com um caco de vidro dentro do Centro
Educacional Gonçalves Dorneles, em Campo Grande. O assassino trabalhava como
pedreiro na escola, que pertence à família da vítima.
Mariana foi encontrada morta pela mãe, dentro da cozinha do centro educacional.
Mariana trabalhava no local e fora até a escola por volta das 11h30m de segunda-feira
para receber o pai de um aluno, que desejava pagar mensalidades atrasadas.
Preocupada
com a demora da filha, que também não atendia o celular, a mãe foi ao colégio e localizou
a moça, já morta. O corpo apresentava marcas na cabeça e cortes no pescoço.
Formada em Radiologia, Mariana havia começado a faculdade de Contabilidade para
ajudar no trabalho da escola. Vizinhos do centro educacional definem Luiz como
um homem misterioso. Morador do condomínio ao lado do colégio, há dez anos, ele
não tinha amigos e não conversava com ninguém.
O GLOBO online
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