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sexta-feira, 23 de março de 2012

Noticiário de 22-03-2012

Favor avisar a descuidada Oposição!
Classe C chega a 54% da população e tem renda média de R$ 1.450
Embora em ritmo menos acelerado, a classe C continuou a crescer no Brasil em 2011. A participação desse estrato social no total da população brasileira foi de 54% no ano passado, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira pela Cetelem, financeira do grupo francês BNP Paribas em parceria com o instituto Ipsos.  Demais informações aqui

quinta-feira, 22 de março de 2012

Artigo

Noticiário de 21-03-2012

Ministro Aloísio Mercadante, da Educação, elogia a imprensa

Diz que reportagem do 'Fantástico' colheu provas "irrefutáveis". 
mercadante
A reportagem feita pelo 'Fantástico' e exibida no último domingo, 18, recebeu elogios do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que considerou "exemplar o comportamento da direção do Hospital Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ao permitir que um repórter do programa se passasse por funcionário da instituição para investigar e colher provas de corrupção em processos de licitação".
A parceria entre o veículo de comunicação e o hospital da universidade "transformou" o repórter Eduardo Faustini em gestor de compras por dois meses. Gravadas de três ângulos diferentes, as negociações de licitação foram levadas até o último momento antes de a verba ser liberada. A fraude foi descoberta e, segundo Mercadante, as provas são irrefutáveis.  Demais informações aqui
Carlos Newton
Diante de novas importantes informações, a corregedora do Conselho Nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, decidiu ampliar suas investigações sobre os rendimentos da cúpula do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, estendendo a apuração  a todos os 354 desembargadores da corte e também alguns juízes da primeira instância.
Vallim Bellocchi, do TJ-SP [TJ-SP]
Já se sabe que o desembargador Roberto Bellocchi, ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, aprovou para si próprio um pagamento milionário. Bellocchi recebeu cerca de R$ 1,5 milhão no biênio 2008-2009, quando presidiu o TJ.
De acordo com a investigação, o valor é o maior benefício pago pelo tribunal a um único desembargador.
O desembargador afirmou que o fato de ter sido presidente não altera em nada a legitimidade dos pagamentos. E lembrou que não foi o único a receber créditos do tipo. “Isso tem em outros tribunais também”, disse Bellocchi,  afirmando  que a questão está superada e que não tem nada a falar sobre ela. Segundo ele, houve apenas “créditos legítimos, públicos e parcelados”. Demais informações aqui
VEJA é condenada por danos morais contra ex-deputado
O ex-deputado federal Wigberto Tartuce não conseguiu aumentar a indenização que tem direito de receber da revista Veja, por matéria publicada em 1998, com o título “O ratinho parlamentar”. A 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça considerou que o valor de R$ 5 mil não é irrisório porque as ofensas reconhecidas são dirigidas ao político, pessoa exposta a abordagens críticas ácidas.
No texto com o perfil do ex-deputado, a revista afirmou que ele seria um “populista assumido, uma antologia viva dos maus hábitos do Legislativo”. O político ajuizou ação de reparação por danos morais, em razão de ofensa à honra e à dignidade. Em primeiro grau, o ressarcimento foi arbitrado em R$ 10 mil, mas o Tribunal de Justiça do Distrito Federal reduziu o valor para R$ 5 mil. O ex-deputado recorreu ao STJ, pedindo aumento.  Demais informações aqui
Revista Abril terá de pagar R$ 500 mil por ofensa a Collor
A 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça condenou a Editora Abril ao pagamento de R$ 500 mil por danos morais ao senador e ex-presidente Fernando Collor. O motivo foi um artigo contr o ex-presidente, veiculado na revista Veja. Além da editora, foram condenados Roberto Civita, presidente do conselho de administração e diretor editorial, e André Petry, autor do artigo em que o ex-presidente foi tachado de "corrupto desvairado".   Demais informações aqui
Advogado é condenado por mentir a cliente
Um advogado do Paraná foi condenado a pagar R$ 15 mil como indenização por danos morais aos herdeiros de um cliente, porque disse não ter sido contratado por ele cerca de 20 anos antes, o que seria mentira. O advogado teria defendido sua versão até mesmo perante o Tribunal de Ética da Ordem dos Advogados do Brasil, segundo os autos. A decisão foi do Superior Tribunal de Justiça, que confirmou entendimentos de primeira e de segunda instância.  Demais informações aqui

sábado, 17 de março de 2012

Noticiário de 17-março-2012


Marinha encontra mancha de óleo de 1 km em área da Chevron
A Marinha identificou uma mancha de óleo de um quilômetro de extensão próxima ao campo de Frade, na bacia de Campos, operado pela petroleira americana Chevron.
O óleo foi identificado a 130 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, no local onde, na quarta-feira, a petroleira informou ter detectado novo vazamento, estimado pela empresa em cinco litros.
A mancha fica a três quilômetros de onde ocorreu o primeiro da empresa no país, em novembro passado. O óleo vaza em bolhas por uma fenda de 800 metros de extensão. Demais informações aqui
Executivos da Chevron são proibidos de deixar o país
Dezessete executivos das empresas Chevron e Transocean envolvidos no acidente ocorrido em novembro na bacia de Campos, no litoral do Rio, estão impedidos de sair do país sem autorização judicial.
Em novembro do ano passado, um erro de pressão durante a perfuração da Chevron no campo de Frade, na bacia de Campos, provocou o vazamento de pelo menos 2.400 barris de petróleo no mar. No início desse mês, a empresa detectou outro vazamento, a 3 km do primeiro acidente, e informou que recolheu 5 litros de petróleo.
O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) também afirmou que é provável que a segunda ocorrência seja consequência do primeiro acidente.
A Chevron informou na quinta-feira que "não há nenhum indício de que o segundo vazamento tenha relação com o primeiro". A empresa ainda não se pronunciou sobre a decisão contra seus executivos.
Os seguintes executivos foram impedidos de sair do país:
George Buck
Erick Dyson Emerson
Flávio Monteiro
João Francisco de Assis Neves Filho
Mark Thomas Lynch
Alexandre Castellini
Jason Warren Clendenen
Glen Gary Edwards
James Kevin Swain
Clifton Edward Menhennit
Jhonny Ray Hall
Guilherme Dantas Rocha Coelho
Michel Legrand
Gary Marcel Slaney
Ian James Nancarrow
Brian Mara
Patrícia Pradal
Demais informações aqui

Companhias alertam para caos em aeroportos de Londres nas Olimpíadas
Embarque do aeroporto de Heathrow, em Londres; empresas aéreas se preocupam com caos nas Olimpíadas
Os líderes das quatro maiores companhias aéreas britânicas alertaram o governo do Reino Unido sobre a possibilidade de caos nos aeroportos durante as Olimpíadas de 2012, que acontecerão em agosto na capital inglesa.
"Como a situação está atualmente, a indústria acredita que há um risco significativo de grandes atrasos e interrupções em todos os maiores aeroportos londrinos a menos que uma ação urgente seja tomada. O tempo está acabando para assegurar que as mudanças nos procedimentos e no treinamento acontecerão antes dos Jogos", informa a carta. Demais informações aqui

Ator George Clooney é preso ao protestar em Washington
Ator George Clooney é preso por desobediência civil após protestar em Washington
O ator e diretor americano George Clooney foi detido nesta sexta-feira por desobediência civil ao protestar em frente à embaixada do Sudão em Washington.
A rede de TV americana CNN mostrou imagens do ator sendo algemado ao ser preso, ao lado de seu pai. O ator explicou a grande número de câmeras de TV que exige que o governo do Sudão autorize à comunidade internacional o envio de ajuda à região "antes de que esta se converta na pior crise humanitária do mundo".  Demais informações aqui


Demóstenes, que nada temia, quer anular provas

Demóstenes, que nada temia, quer anular provas

17 de Março de 2012
247 – Senador Cachoeira. Este é o apelido que já circula nos meios políticos e diz respeito, obviamente, ao senador Demóstenes Torres (DEM-GO), ex-Catão da República, que foi desmascarado desde que a Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, captou 298 ligações entre o ex-moralista e o mafioso Carlinhos Cachoeira. A primeira reação de Demóstenes foi dizer que ele e Cachoeira são amigos e que não sabia que o bicheiro mais famoso do País se dedicava à contravenção. A segunda foi afirmar que tantas conversas tinham como pano de fundo a resolução de problemas amorosos – Cachoeira se casou com a ex-mulher de um amigo de Demóstenes. Em seguida, ele afirmou não ter nada a temer. Agora, depois da descoberta que os dois falavam por meio de rádios Nextel – aqueles da propaganda “este é o meu clube” – trazidos dos Estados Unidos, o senador Cachoeira, aliás, senador Demóstenes tem demonstrado mais preocupação. Por meio de seu advogado, o criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido em Brasília como Kakay, ele já trata de anular as provas.
Todo o material referente ao senador Demóstenes apreendido na Operação Monte Carlo foi enviado ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para que ele avalie se deve ou não abrir sugerir a abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal contra o político goiano. De acordo com o advogado Kakay, se Gurgel denunciá-lo, entendendo haver indícios de crime, isso provaria que o senador teria sido gravado ilegalmente, sem aval prévio do STF. “Se o procurador-geral entender que as conversas têm de ser investigadas, vamos levantar a nulidade porque essas provas foram colhidas de maneira ilícita”, disse Kakay.
A Polícia Federal, no entanto, irá alegar que o alvo das interceptações era o bicheiro Carlinhos Cachoeira e que não poderia adivinhar que o contraventor fosse tão próximo do senador Demóstenes. No clube Nextel de Cachoeira, que era chamado de 14 + 1, havia 15 pessoas. Demóstenes era o “1”, o que talvez indique sua importância na organização. O senador é também sócio de uma faculdade privada em Contagem (MG), cuja estrutura societária é um mistério.
No Congresso, já há assinaturas suficientes para a instalação da CPI sobre as atividades de Carlinhos Cachoeira. Elas foram recolhidas pelo deputado Protógenes Queiroz (PC do B-SP) e Demóstenes Torres certamente será um protagonista da história, se ela vier mesmo a ser instalada.


                                                                                                    

sexta-feira, 16 de março de 2012

Noticiário de 16-março-2012

Juiz nega denúncia contra major Curió e critica Ministério Público
Juiz nega denúncia contra major Curió e critica Ministério PúblicoA Justiça Federal no Pará negou hoje (16) pedido do Ministério Público Federal para processar o oficial da reserva Sebastião Curió Rodrigues de Moura, conhecido como major Curió, pelo desaparecimento de pessoas que participaram da Guerrilha do Araguaia na década de 1970. Segundo a decisão, a Lei de Anistia deve ser aplicada e, mesmo que não houvesse essa opção, o crime está prescrito. O juiz João Cesar Otoni de Matos, da Vara Federal de Marabá, criticou a iniciativa do MPF.  Demais informações aqui
O Brasil, de desconhecido e estereotipado, foi homenageado na feira de Tecnologia de Hannover, na Alemanha
Artigo de Gilberto Lima Junior
Na semana passada (6 a 10 de Março), saltamos da condição de desconhecidos e estereotipados, para a condição de país homenageado da CeBIT! Na cerimônia de abertura, a presidente Dilma Rousseff, acompanhada dos ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; das Relações Exteriores; das Comunicações; da Ciência, Tecnologia & Inovação e de dois governadores, sob o olhar atento de sua anfitriã, a chanceler alemã Angela Merkel, afirmou que as soluções verde-amarelas auxiliam a competitividade brasileira prestes a alcançar a posição de quinta maior economia do mundo! Em 2012, o mercado brasileiro deverá crescer acima da média internacional no setor de TI – Tecnologias da Informação, previsto para 4.6%. Cresceremos 10%, atingindo o investimento de US$ 143,8 bilhões, segundo o Instituto de Pesquisas Gartner. Artigo na íntegra aqui

Dilma visita obras da ferrovia Norte-Sul
“Eu quero alertar o Brasil que nós voltamos a investir em ferrovias, que essa ferrovia é crucial para esse país crescer, que ela beneficia estados importantes da federação, e quando beneficia estados importantes como Goiás e Tocantins, beneficia o conjunto da federação”, afirmou Dilma.
“É como se fosse a coluna vertebral do Brasil que nós estamos construindo, daí a importância dela, de nós fazermos uma reunião de trabalho no lugar (…) eu saio de Brasília e venho aqui porque eu acredito que essa é a forma de fazer com que isso se acelere, com que isso se realize, e com que isso se multiplique”.  Demais informações aqui
Morre Aziz Ab'Sáber, decano da geografia física no Brasil
Foto de arquivo do geógrafo Aziz Ab'Saber, ao receber o troféu Juca Pato como intelectual do ano de 2011
Ab'Sáber nasceu em São Luís do Paraitinga (SP) em 24 de outubro de 1924. Seu pai era libanês.
Aziz Nacib Ab'Sáber, pesquisador da USP e um dos maiores especialistas em geografia física do país, bem como uma voz ativa nos debates sobre biodiversidade e preservação ambiental, morreu na manhã desta sexta-feira, às 10h20, em São Paulo. Ele tinha 87 anos.
Ab'Sáber morreu em casa. "Ele tomou café, sentou na cama e deu um suspiro. Morreu em seguida, foi fulminante", disse Nídia Nacib Pontuschka, irmã do geógrafo. Ela afirma que a causa da morte ainda não foi identificada, mas suspeita-se que tenha sido um infarto ou um derrame.
Mundo caminha para colapso ambiental, alerta organização internacional
O mundo está caminhando para um colapso ambiental e, se nada for feito, os custos da paralisia podem ser "colossais" para as economias e a humanidade. O alerta foi dado hoje pela OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), grupo de cooperação internacional formado por 34 países, a maioria ricos.
O relatório "Previsões Ambientais para 2050: As Consequências da Inação" traz dados alarmantes sobre temas como as mudanças climáticas, biodiversidade, água e os impactos da poluição na saúde humana.  Demais informações aqui

Noticiário de 15-03-2012

Dilma confronta base e enfrenta tempestade
Dilma confronta base e enfrenta tempestade

247 – A presidente Dilma Rousseff resolveu bater de frente com sua base aliada no Congresso Nacional e trocou, de uma vez, os líderes do governo no Senado e na Câmara. A medida provocou reações negativas imediatas. Romero Jucá (PMDB-RR) perdeu a condição de líder do governo que ocupava há 14 anos, mas recebeu a relatoria da Comissão do Orçamento, que vai analisar as contas de 2013. A retirada de Cândido Vaccarezza (PT-SP) da liderança na Câmara também causou incômodo e até motivou confusão.  Demais informações aqui

STF vai frustrar ação penal contra major Curió, prevê advogado-geral da União
O Supremo Tribunal Federal (STF) deve frustrar a ação penal do Ministério Público Federal contra o coronel da reserva do Exército Sebastião Curió Rodrigues de Moura, denunciado pelo crime de sequestro qualificado de cinco pessoas na Guerrilha do Araguaia, vítimas que até hoje não apareceram - vivas ou mortas. Para fazer esse prognóstico, o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, disse ter como base os argumentos dos ministros do STF durante o julgamento sobre a compatibilidade da Lei de Anistia com a Constituição.  Demais informações aqui

A Terra não vai acabar em 2012
Uma equipe de astrônomos descobriu que um asteroide de 50 metros de diâmetro passará muito próximo à Terra em 2013, mas não deverá trazer nenhuma ameaça ao planeta, informou nesta quinta-feira, 15, a Agência Espacial Europeia (ESA).

Batizada como 2012 DA14, a rocha passará mais próxima da Terra do que muitos satélites comerciais e, por isso, que a ESA ressalta a "necessidade de vigiar de forma sistemática" o entorno do planeta, já que existem mais de 500 mil objetos próximos de sua órbita. Demais informações aqui


Carlinhos Cachoeira vai abrir o bico
Época confirma 247: Cachoeira vai abrir o bico
Preso durante a Operação Monte Carlo, da Política Federal, no fim de fevereiro, o bicheiro Carlinhos Cachoeira negocia acordo de delação premiada
As negociações do bicheiro com o Ministério Público devem estar deixando muito político de cabelo em pé, dada a grande quantidade de dúvidas que o bicheiro pode solucionar se conseguir fechar o acordo.
Os segredos guardados com Cachoeira não se resumem a políticos do DEM e do PSDB. O deputado federal Rubens Otoni, do PT, foi registrado em vídeo negociando uma doação de campanha no valor de R$ 100 mil – e que não seria declarada. Cachoeira também poderia esclarecer qual é sua relação com o delegado e deputado federal Protógenes Queiroz (PC do B) e como foram seus encontros, com a presença do sargento Dadá?  Demais informações aqui

quinta-feira, 15 de março de 2012

Noticiário de 14-março-2012

Sindicato dos trabalhadores da indústria canavieira adota discurso patronal
O discurso para cobrar do governo federal prioridade ao álcool como fonte energética não é mais reivindicação só de usineiro.
O sindicato dos trabalhadores na indústria canavieira de Sertãozinho, na região de Ribeirão Preto (313 km de SP), anunciou nesta quarta-feira (14) que vai fazer uma cobrança semelhante.  Demais informações aqui

Collor dá dica a Dilma: cuidado com o Congresso
Collor dá dica a Dilma: cuidado com o Congresso
O ex-presidente da República alertou para a necessidade de a presidente Dilma Rousseff dialogar com o Congresso Nacional. Lembrando o episódio do impeachment que sofreu, Collor disse que é muito importante que a presidenta ouça a Câmara dos Deputados e o Senado.  Demais informações aqui
Demóstenes, o impoluto, envolvido com o "professor" Cachoeira
Demóstenes tinha rádio só para falar com o
247 - O bicheiro Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, habilitou em Miami 15 aparelhos de rádio Nextel e os distribuiu entre pessoas de sua mais estrita confiança. A informação está em matéria publicada no site da revista Época. Segundo a reportagem, a Polícia Federal diz que "o propósito de Cachoeira era evitar que escutas telefônicas, legais ou ilegais, captassem suas conversas com os comandantes de uma rede de exploração ilegal de máquinas caça-níqueis em Goiás e na periferia de Brasília".
Nos relatórios da investigação, o grupo contemplado com os rádios é chamado de “14 + 1”. Entre os 14, há foragidos e os que foram presos com Carlinhos Cachoeira durante a Operação Monte Carlo, da PF. O “1” é o senador Demóstenes Torres (GO), líder do Democratas no Senado Federal.  Demais informações aqui

Senador Jarbas Vasconcelos cobra investigação rigorosa sobre desaparecidos
Jarbas cobra investigação dura sobre desaparecidos
O senador pernambucano Jarbas Vasconcelos (PMDB) utilizou a tribuna do Senado nesta terça-feira (13) para defender a investigação da Comissão da Verdade e do Ministério Público Federal (MPF) sobre os mortos e desaparecidos políticos durante o regime militar, entre as décadas de 60 e de 80.
Para o parlamentar, não há motivos para que integrantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica sejam contra a punição dos agentes públicos que, em nome do governo, cometeram crimes contra a vida.  Demais informações aqui
Senadores do PR rompem com Dilma e vão para a oposição
Os senadores do PR decidiram nesta quarta-feira encerrar as negociações com o Planalto para indicar o ministro dos Transportes e, imediatamente, romperam com o governo passando a ser oposição.
Melhor assim, penso: os recursos orçamentários não serão desbaratados como o foram quando o PR dominava o importante ministério.
"Quantos Josés da Silva já prendemos para dizer que não há impunidade?", questionou a ministra.
Eliana Calmon faz críticas aos bandidos com foro privilegiado
Calmon participou de palestra na OAB do Distrito Federal - Agência Senado
Depois de criticar os bandidos de toga, agora a corregedora-nacional de Justiça, Eliana Calmon, atacou os bandidos com foro privilegiado. Em palestra na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Distrito Federal, Calmon afirmou "que o foro tem abrigado muitos bandidos".
Demais informações aqui

Brasil terá 'Comissão do Revanchismo e Inverdade', afirma general da reserva
Ex-analista do Centro de Informações do Exército (CIEx) e líder do manifesto dos militares da reserva com críticas a integrantes do governo que contestam a Lei de Anistia, o general da reserva Marco Antonio Felício condenou a decisão do Ministério Público Federal de denunciar na Justiça Federal em Marabá o coronel da reserva do Exército Sebastião Curió Rodrigues de Moura pelo crime de sequestro qualificado de cinco pessoas na Guerrilha do Araguaia. "Não conheço o fato que deu origem à denúncia e acredito que ele não tenha acontecido. Mas, se o MPF oferecer a denúncia, vai cair no vazio porque a Lei de Anistia é ampla, geral e irrestrita", declarou o general.  Demais informações aqui

Veja também aqui - General que escreveu manifesto não teme ser punido por Amorim

Fósseis de homem desconhecido da Idade da Pedra
Fósseis encontrados em duas cavernas do sudoeste da China revelaram a existência de um homem até agora desconhecido da Idade de Pedra com uma incomum mistura de traços físicos arcaicos e modernos, deixando uma nova pista sobre a adiantada evolução humana na Ásia.
Ilustração retrata possível aparência do homem, que viveu entre 14,5 mil e 11,5 mil anos - Efe
Com idades entre 14,5 mil e 11,5 mil anos, os fósseis são de homens que conviveram com seres humanos modernos (Homo sapiens) em uma época em que a agricultura estava em seu princípio na China, revelou uma equipe internacional de especialistas no estudo publicado na revista PLoS One.
"Esses novos fósseis podem ser de uma espécie antes desconhecida que sobreviveu até o final da Idade do Gelo, há 11 mil anos", indicou Darren Curnoe da Universidade de Nova Gales do Sul, da Austrália, que liderou o estudo junto com Ji Xueping do Instituto de Arqueologia e Relíquias Culturais de Yunnan chinês.
Demais informações aqui


terça-feira, 13 de março de 2012

Arquivo Curió, nova versão sobre o Araguaia

Documentos guardados há 34 anos pelo major Sebastião Curió Rodrigues de Moura detalham a terceira e decisiva campanha contra a Guerrilha do Araguaia (1972-1975), mudando a história conhecida até agora. 


Veja aqui

Noticiário de 13-03-2012

Corrente ‘volta, Marta’ aumenta
Marco Damiani _ 247 – A socialite Tereza Collor, ao encontrar a senadora Marta Suplicy, ontem à noite, em recepção na sede da Fiesp, foi a primeira a fazer a abordagem direta. “E então, Marta, quando é que você volta?” A pergunta pegou a senadora de surpresa, ela que não quer dizer uma palavra sobre o movimento que vai se adensando no PT e fora dele para que o candidato Fernando Haddad abra mão de concorrer e a própria Marta volte ao páreo da eleição para a Prefeitura de São Paulo. Após Tereza, outros convidados se aproximaram da senadora com a mesma dúvida, e todos receberam dela sorrisos tímidos e comentários evasivos. “Obrigado, mas esse assunto, se existe como questão política, não está nas minhas mãos”. Demais informações aqui
A polêmica dos precatórios paulistas
Marco Aurélio Mello entra na polêmica dos precatórios
Fernando Porfírio _247 – O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, entrou na polêmica de rendimentos dos precatórios pelas cortes de justiça. Tribunais são acusados de retardar o pagamento de dívidas judiciais e se locupletar com a regra que permite a eles embolsar o spread bancário. O caso começou a ser discutido pelo STF, em outubro, mas a decisão foi adiada.
De acordo com a OAB São Paulo, por meio de spread a corte paulista embolsa os ganhos auferidos com aplicações financeiras dos valores dos precatórios. 
Assim, enquanto os credores levam calote, o Tribunal de Justiça de Sáo Paulo recebe cerca de R$ 80 milhões com a taxa de spread paga pelo Banco do Brasil em contrapartida aos valores depositados. 

Segundo o ministro Marco Aurélio de Mello, decisão judicial é para ser cumprida, principalmente pelo Estado. “O Estado, ao contrário do particular, tem 18 meses para pagar. O particular tem 24 horas, sob pena de ver bens penhorados. E mesmo assim não paga. Alguma coisa errada está ocorrendo.”Demais informações aqui
Chinaglia é o novo líder do governo na Câmara

Chinaglia é o novo líder do governo na Câmara
247 com Blog do Planalto - A presidente Dilma Rousseff anunciou hoje (13) que escolheu o senador Eduardo Braga (PMDB-AM) como o novo líder do governo no Senado e o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) como o novo líder do governo na Câmara. As informações são do porta-voz da Presidência, Thomas Traumann.  Demais informações aqui

CNJ abre investigação de desvios de funções em tribunais

CNJ abre investigação de desvios de funções em tribunais
Fernando Porfírio _247 – O CNJ abriu uma nova frente de investigação contra os tribunais. Esta semana, a corregedora nacional de justiça, ministra Eliana Calmon, mandou instaurar procedimento para apurar eventuais desvios de função no Judiciário. A ministra quer saber quantos e quem são os servidores que estão “emprestados” ao Executivo e Legislativo.  Demais informações aqui

Bruno Daniel acusa dirigentes do PT de atrapalhar investigações

Bruno Daniel acusa dirigentes do PT
247 - Bruno Daniel, irmão de Celso Daniel, voltou a questionar o caso do prefeito de Santo André assassinado há dez anos. Em entrevista à coluna de Augusto Nunes, da Veja, ele disse que continua intrigado com tantas mortes vinculadas ao episódio.
Bruno também descreveu o esforço feito por dirigentes do PT para impedir o esclarecimento da execução de Celso Daniel. Denunciou ainda o papel de Gilberto Carvalho, hoje secretário-geral da Presidência, na trama montada para forjar a tese do “crime comum”. Em outra ocasião, o cientista político chegou a dizer que Carvalho entregava malas de dinheiro a José Dirceu naquela época.  Demais informações aqui
Wilson Dias/Agencia Brasil
Pesquisadores brasileiros terão 20 mil bolsas nos Estados Unidos
BRASÍLIA - A um mês da visita da presidente Dilma Rousseff aos Estados Unidos, o governo federal conseguiu obter a promessa de que terá 20 mil vagas para estudantes e pesquisadores brasileiros nas universidades americanas nos próximos quatro anos. É a maior quantidade de bolsas oferecida por um único país ao programa Ciência sem Fronteiras, lançado em 2011 pelo governo.  Demais informações aqui
Major Curió vai para a gaiola ?
MPF denuncia major Curió por sequestros na Guerrilha do Araguaia
BRASÍLIA - O Ministério Público Federal vai denunciar nesta terça-feira, 13, na Justiça Federal em Marabá o coronel da reserva do Exército Sebastião Curió Rodrigues de Moura pelo crime de sequestro qualificado de cinco pessoas na Guerrilha do Araguaia. Curió comandou as tropas que atuaram na região em 1974, época dos desaparecimentos de Maria Célia Corrêa (Rosinha), Hélio Luiz Navarro Magalhães (Edinho), Daniel Ribeiro Callado (Doca), Antônio de Pádua Costa (Piauí) e Telma Regina Corrêa (Lia). Demais informações aqui
Curió abre arquivo e revela que Exército executou 41 no Araguaia. Veja aqui
Sebastião Curió Rodrigues de Moura, o major Curió, o oficial vivo mais conhecido do regime militar (1964-1985), abriu ao Estado o seu lendário arquivo sobre a Guerrilha do Araguaia (1972-1975). Os documentos, guardados numa mala de couro vermelho há 34 anos, detalham e confirmam a execução de adversários da ditadura nas bases das Forças Armadas na Amazônia. Dos 67 integrantes do movimento de resistência mortos durante o conflito com militares, 41 foram presos, amarrados e executados, quando não ofereciam risco às tropas. 

segunda-feira, 12 de março de 2012

Noticiário de 11-03-2012

Parceiro de Veja também caiu com Cachoeira

ARAPONGA JAIRO MARTINS, QUE GRAVOU A FITA DE MAURÍCIO MARINHO RECEBENDO PROPINA EM 2005, NO MARCO ZERO DO MENSALÃO, E A ENTREGOU AO JORNALISTA POLICARPO JÚNIOR, DE VEJA, FOI PEGO NA OPERAÇÃO MONTE CARLO; FONTE REGULAR DA REVISTA, ELE TAMBÉM RECEBIA PAGAMENTOS MENSAIS DA QUADRILHA DO BICHEIRO


11 de Março de 2012
247 – Ainda é um mistério por que as revistas semanais continuam ignorando a Operação Monte Carlo e seus desdobramentos políticos. Uma explicação possível é o fato de Carlinhos Cachoeira, e seu braço direito Idalberto Araújo, o sargento Dadá, terem mantido relações próximas com vários jornalistas investigativos. Dadá, por exemplo, trabalhou com Alexandre Oltramari, ex-repórter de Veja, na campanha que elegeu Marconi Perillo, do PSDB, para o governo de Goiás, em 2010. Cachoeira também gravou a fita de Valdomiro Diniz pedindo propina, que foi entregue à revista Época, em 2004.
A nova surpresa da Operação Monte Carlo é o envolvimento de outro personagem conhecido no submundo da arapongagem e do jornalismo investigativo. Trata-se do policial Jairo Martins de Souza. Foi ele quem gravou a fita que detonou, em 2005, o escândalo do Mensalão. Trata-se da cena em que um ex-funcionário dos Correios, Maurício Marinho, aparece recebendo uma propina de R$ 3 mil. A fita foi entregue ao jornalista Policarpo Júnior, que é amigo de Jairo Martins, e hoje, além de dirigir a sucursal da revista Veja em Brasília, é redator-chefe da publicação.
De acordo com a acusação do Ministério Público, Jairo Martins era um “empregado” da quadrilha de Carlinhos Cachoeira. Recebia R$ 5 mil mensais e tinha a função de cooptar policiais e também levantar informações que pudessem prejudicar os negócios do grupo.
Em 2005, na crise do Mensalão, Jairo Martins depôs no Congresso, e disse que gravou a fita com Maurício Marinho por “patriotismo”. Não se sabe, ainda, se Cachoeira estaria por trás da denúncia.
Leia, abaixo, reportagem do Observatório da Imprensa a respeito:
O ex-agente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Jairo Martins de Souza afirmou ter sido movido por "espírito jornalístico" quando decidiu entregar ao repórter Policarpo Júnior, da revista Veja, a fita de vídeo que mostrou a entrega de R$ 3 mil ao ex-chefe do departamento de Administração e Compras da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, Maurício Marinho.
Em sua exposição à comissão parlamentar mista de inquérito que investiga denúncias de corrupção na estatal, ele apresentou versão diferente da que contou o empresário Arthur Wascheck Neto, mandante confesso da gravação. Ao contrário do que relatou à CPI Wascheck, dono da Comercial Alvorada de Manufaturados (Comam), Jairo disse que, desde o início, havia a intenção de repassar o vídeo à imprensa.
- Mas, independentemente da vontade dele, eu publicaria - afirmou Jairo, destacando ter sido motivado por "patriotismo" ao realizar a gravação e ao divulgá-la.
Antes de prestar depoimento, Jairo pediu que a reunião fosse secreta, alegando temer que a exposição de sua imagem colocasse em risco a si e a sua família. Ele informou estar sendo perseguido desde que participou das gravações que culminaram na cassação do mandato do ex-deputado federal André Luiz. Os parlamentares, entretanto, preferiram manter a reunião aberta.
Outra contradição entre o depoente e Wascheck foi sobre o equipamento utilizado na gravação. Jairo disse que a maleta com a câmera escondida tinha sido comprada em Brasília, na feira de produtos importados, a Feira do Paraguai, exclusivamente para o flagrante de Maurício Marinho. Afirmou que a própria maleta seria o seu pagamento pelos serviços. Wascheck apresentou a versão de que o material de espionagem era do ex-agente e que teria sido apenas alugado.
O deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP) apontou ainda divergências entre os depoimentos do jornalista Policarpo Junior à Polícia Federal e o de Jairo à CPI: à PF, Policarpo disse ter sido procurado por Jairo sobre um esquema de corrupção envolvendo o PTB, sobre o qual garantiu ter provas. À CPI, Jairo afirmou não ter comentado o assunto com o repórter e que, à época do contato, anda não existiam provas. O jornalista, prosseguiu Cardozo, afirmou ainda que a primeira fita que viu não foi a divulgada, ao contrário do que afirmou o ex-agente da Abin.
Jairo disse ser amigo do empresário de jogos Carlos Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Afirmou não conhecer Arlindo Molina, que mostrou a gravação ao deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), e José Fortuna Neves, ex-agente do Serviço Nacional de Informações. Mas confirmou conhecer Edgar Lange, conhecido como Alemão, que teria relatado a Fortuna a participação da Casa Civil nas investigações sobre a Unisys, que tem convênio com a ECT. Jairo afirmou também ser amigo de Paulo Ramos, diretor de operações de inteligência da Abin. O deputado Eduardo Paes (PSDB-RJ) identificou nessas declarações um forte indício de que o ex-agente da Abin sabia da investigação nos Correios patrocinada pela agência.
Vários parlamentares da oposição mostraram-se contrários ao depoimento dos envolvidos com a gravação, que, a seu ver, deveria ser executado pela Polícia Federal. Os senadores César Borges (PFL-BA) e Alvaro Dias (PSDB-PR) e os deputados Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), Juíza Denise Frossard (PPS-RJ) e Onyx Lorenzoni (PFL-RS) afirmaram ser preciso investigar o braço político por trás do esquema de corrupção e desvio de verbas públicas montado nas estatais. Onyx acusou ainda o PT de ser uma "camarilha" e destacou não acreditar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja um "inocente útil". Os parlamentares também pediram agilidade para a aprovação de requerimentos que não deixariam a comissão à reboque da imprensa, como o que determina a tomada de depoimentos do presidente do PT, José Genoíno, do ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares, do ex-secretário-geral Silvio Pereira e do ex-ministro e atual deputado José Dirceu (PT-SP).
Um dos depoentes chamados para esta terça-feira (5), Kasser Bittar, enviou requerimento à CPI alegando ser impossível prestar depoimento, já que não está em Brasília. O vice-presidente da comissão, senador Maguito Vilela (PMDB-GO), pediu que a Polícia Federal verifique se a informação é verdadeira. Kasser é obrigado a depor, já que a CPI tem poder de convocar os depoentes.
Leia, ainda, reportagem publicada pelo jornalista Luís Nassif sobre os vínculos entre o jornalismo investigativo e o submundo da arapongagem:
A parceria com o araponga
Nas alianças políticas do governo Lula, os Correios foram entregues ao esquema do deputado Roberto Jefferson. Marinho era figura menor, homem de propina de R$ 3 mil.
Em determinado momento, o esquema Jefferson passou a incomodar lobistas que atuavam em várias empresas. Dentre eles, o lobista Arthur Wascheck.
Este recorreu a dois laranjas – Joel dos Santos Filhos e João Carlos Mancuso Villela – para armar uma operação que permitisse desestabilizar o esquema Jefferson não apenas nos Correios. como na Eletrobrás e na BR Distribuidora. É importante saber desses objetivos para entender a razão da reportagem da propina dos R$ 3 mil ter derivado - sem nenhuma informação adicional - para os esquemas ultra-pesados em outras empresas. Fazia parte da estratégia da reportagem e de quem contratou o araponga.
A idéia seria Joel se apresentar a Marinho como representante de uma multinacional, negociar uma propina e filmar o flagrante. Como não tinham experiência com gravações mais sofisticadas, teriam decidido contratar o araponga Jairo Martins.
E, aí, tem-se um dos episódios mais polêmicos da história do jornalismo contemporâneo, um escândalo amplo, do qual Veja acabou se safando graças à entrevista de Roberto Jefferson à repórter Renata Lo Prete, da Folha, que acabou desviando o foco da atenção para o “mensalão”.
Havia um antecedente nesse episódio, que foi o caso Valdomiro Diniz, a primeira trinca grave na imagem do governo Lula. Naquele episódio consolidaram-se relações e alianças entre um conjunto de personagens suspeitos: o bicheiro Carlinhos Cachoeira (que bancou a operação de grampo de Valdomiro), o araponga Jairo Martins (autor do grampo) e o jornalista Policarpo Jr (autor da reportagem).
No caso Valdomiro, era um contraventor – Carlinhos Cachoeira – sendo achacado por um dos operadores do PT, enviado pelo partido ao Rio de Janeiro, assim como Rogério Buratti, despachado para assessorar Antonio Palocci quando prefeito de Ribeirão.
Jairo era um ex-funcionário da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência), contratado pelo bicheiro para filmar o pagamento de propina a Valdomiro Diniz.
Tempos depois, Jairo foi convidado para um almoço pelo genro de Carlinhos Cachoeira, Casser Bittar.
Lá, foi apresentado a Wascheck, que o contratou para duas tarefas, segundo o próprio Jairo admitiu à CPI: providenciar material e treinamento para que dois laranjas grampeassem Marinho; e a possibilidade do material ser publicado em órgão de circulação nacional.
Imediatamente Jairo entrou em contato com Policarpo e acertou a operação. O jornalista não só aceitou a parceria, antes mesmo de conhecer a gravação, como avançou muito além de suas funções de repórter.
O grampo em Marinho foi gravado em um DVD. Jairo marcou, então, um encontro com Policarpo. Foi um encontro reservado - eles jamais se falavam por telefone, segundo o araponga -, no próprio carro de Policarpo, no Parque da Cidade. Policarpo levou um mini-DVD, analisou o material e atuou como conselheiro: considerou que a gravação ainda não estava no ponto, que havia a necessidade de mais. Recebeu a segunda, constatou que estava no ponto. E guardou o material na gaveta, aguardando a autorização do araponga, mesmo sabendo que estava se colocando como peça passiva de um ato de chantagem e achaque.
Wascheck tinha, agora, dois trunfos nas mãos: a gravação da propina de R$ 3 mil e um repórter, da maior revista do país, apenas aguardando a liberação para publicar a reportagem.
Quando saiu a reportagem, a versão do repórter de que havia recebido o material na semana anterior era falsa e foi desmentida pelos depoimentos dados por ele e por Jairo à Policia Federal e à CPI do Mensalão.
Pressionado pelo eficiente relator Osmar Serraglio, na CPI do Mensalão, Jairo negou ter recebido qualquer pagamento de Wascheck. Disse ter se contentado em ficar com o equipamento, provocando reações de zombaria em vários membros da CPI.
Depois, revelou outros trabalhos feitos em parceria com a Veja. Mencionou série de trabalhos que teria feito e garantiu que sua função não era de araponga, mas de jornalista. O único órgão onde seus trabalhos eram publicados era a Veja. Indagado pelos parlamentares se recebia alguma coisa da revista disse que não, que seu objetivo era apenas o de "melhorar o pais".
Segundo o depoimento de Jairo:
‘Aí fiquei esperando o OK do Artur Washeck pra divulgação do material na imprensa. Encontrei com ele pela última vez no restaurante, em Brasília, no setor hoteleiro sul, quando ele disse: ‘Eu vou divulgar o fato. Quero divulgar’. E decorreu um período que essa divulgação não saía. Aí foi quando eu fiz um contato com o jornalista e falei: ‘Pode divulgar a matéria’’.