Moody’s coloca nota dos EUA em revisão para possível rebaixamento
Para Tesouro norte-americano, aviso da agência é um 'lembrete oportuno' para Congresso do país elevar o limite de endividamento do governo federal - 13 de julho de 2011
SÃO PAULO - A agência de classificação de risco Moody's anunciou em um comunicado nesta quarta-feira, 13, que colocou em revisão para potencial rebaixamento o rating soberano dos EUA - atualmente em Aaa, a classificação máxima -, citando como motivo a possibilidade de o limite de endividamento do governo federal norte-americano não ser elevado em momento oportuno e, dessa forma, levar o país a declarar default em suas obrigações de dívidas.
As agências de classificação de risco têm como ganha-pão a concessão de ratings – ou classificações – a empresas, governos ou qualquer entidade que emita títulos para serem negociados no mercado. Essas classificações são a opinião da agência sobre a capacidade do emissor desses títulos de honrar seus compromissos com os investidores.
A agência informou que também colocou os ratings de instituições financeiras diretamente ligadas ao governo dos EUA em revisão para potencial downgrade. Entre elas, estão a Fannie Mae e a Freddie Mac.
"A revisão no rating dos bônus do governo dos EUA foi provocada pela possibilidade de o teto de endividamento não ser elevado a tempo de evitar a ausência de pagamento dos juros ou do principal de bônus e notas pendentes. Portanto, há um pequeno porém crescente risco de um default de vida curta", disse a Moody's.
De acordo com o comunicado, um default dos EUA, independentemente da duração, alteraria a avaliação que a Moody's possui sobre a pontualidade nos pagamentos futuros relacionados às dívidas do país e impediria que a agência mantivesse o rating em Aaa. O texto informa também que, como um eventual default seria curto e a perda estimada para os investidores mínima, a redução no rating seria para algum lugar perto na faixa de Aa.
Alerta
Para Jeffrey Goldstein, subsecretário de finanças domésticas do Departamento do Tesouro norte-americano, o alerta da agência é um "lembrete oportuno" para o Congresso do país elevar o limite de endividamento do governo federal.
"A avaliação da Moody's é um lembrete oportuno da necessidade de o Congresso avançar rapidamente para evitar um default nas obrigações do país e chegar a um acordo sobre um pacote de redução substancial no déficit", afirmou Goldstein em um comunicado.
A Moody's também disse que bônus emitidos pelos governos de Israel e Egito tendo como garantidor o governo dos EUA também tiveram seus ratings colocados em revisão para potencial rebaixamento.
Em abril deste ano, a Standard & Poor's havia reafirmado o rating de crédito soberano de longo prazo AAA dos EUA e anunciado que reduziu a perspectiva da classificação de estável para negativa. "Mais de dois anos depois do começo da crise recente, os formadores de política dos EUA ainda não chegaram a um acordo sobre como reverter a recente deterioração fiscal ou solucionar as pressões fiscais de longo prazo", comentou na ocasião Nikola Swann, analista de crédito da S&P.
A analista explicou ainda que a perspectiva negativa atribuída aos EUA para o rating sinalizava que a agência acreditava que há ao menos uma chance em três de que o rating de longo prazo do país pudesse ser rebaixado dentro de dois anos. "A perspectiva reflete nossa visão do crescente risco de que as negociações políticas sobre quando e como solucionar os desafios fiscais de médio e longo prazos persistam até pelo menos depois das eleições nacionais de 2012", acrescentou ela, três meses atrás. As informações são da Dow Jones.
COMENTÁRIOS
Francisco Almeida E agora, para proteger o progresso que ele criou ... Vai continuar a aumentar o numero de guerras !!! Com o Bush, criaram DUAS, recordista por enquanto... Obama expandiu uma guerra velha, e criou mais uma novinha em folha !!! Num segundo mandato, continuando o progresso, vai criar mais uma, a QUARTA !!! Maravilha alegria dos fabricantes de armamentos !!!
Marcos Obednego Como um país falido consegue "fundos" para invadir outros e conseguir "aliados" para o acompanhar? Sabemos que o argumento de invadir para "destituir ditadores" e "implantar a democracia" não cola mais, ja que os destituidos não eram aliados, ou se eram, estavam prestes a cair e então não servem mais. As "democracia" do México, Colômbia e Guiné Equtorial são apenas alguns exemplos. Na mexicana, os EUA sempre impuseram quem deveria governar dês da vitória dos mexicanos contra os espanhois e franceses. Atualmente quem governa o país são os narcotraficantes. Os envolvimentos de políticos influentes, grandes empresários, forças armadas e de segurança com os mesmos não é novidade para ninguém. Uma chefe de polícia poucos dias atrás deixou o país para não morrer. Na Colômbia a AUC (Auto Defesas unidas da Colômbia) maior grupo terrorista da América, da extrema direita, se encarrega de desestimular qualquer opositor ao partido de Álvaro Uribe. Coincidentemente em ambos os países é onde morrem mais jornalista assassinados em todo o mundo. Na Guiné Equatorial Obiang está ha 36 anos no poder. Mais fornece o petróleo quase de graça para os americanos. Os três são aliados.
Peter Biondi Para os que nao entendem economia e preciso entender que em 1973 foi firmado um acordo com a Arabia Saudita que em troca de protecao para a Ditadura deveria garantir que todo comercio de petroleo fosse feito em dolares. Isso garante uma demanda de dollares que permite que os Estados Unidos imprimam dollares o quanto quiserem sem gerar inflacao. Isso e chamado de Fiat Dollar. Os Estados Unidos tambem controlam as duas bolsas de valores que comercializam dollares. Todo comercio de petroleo no mundo e feito sobre controle americano. O unico jeito de a economia americana entrar em uma recessao dura e se o mundo para de usar o dollar americano como moeda corrente para o petroleo. O Iraque tentou e foi atacado, o Iran esta tentando e esta sofrendo uma dura repressao. Estudem os acordos de Bretton Woods, Petrodollars, etc...
Peter Biondi O mundo precisa da economia americano. Uma recessao nos Estados Unidos gera um efeito cascata no mundo todo. Acho que vai chegar o dia em que todos mundo vai ter que se juntar e achar uma solucao que beneficie todos. Do jeito que esta a globalizacao a crise em um pais afeta o mundo todo.
JOSE EDSON LISBOA Muita gente fala mesmo sobre as dificuldades da economia americana mas só para lembrar a california apenas teve um PIB DE 2,2 TRILHÕES maior que todos estados americanos, maior que todos paises africanos e se fosse um pais seria a 7a economia no mundo, bem e vamos ver o brasil deste momento: BRASIL - Temos de nos preparar para a crise que virá... Prepare-se também para o risco bancário, pois se a liquidez no mundo se reduzir e o dólar subir, muitos bancos e empresas nacionais irão ficar com "a corda no pescoço"... "O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou o Brasil para os riscos da forte expansão de crédito, da retomada da alavancagem das empresas e da crescente dependência dos bancos de captações externas para financiar os seus empréstimos. Para o FMI, o risco mais importante é o rápido aumento do crédito bancário. Nos últimos anos, a expansão da carteira de crédito dos bancos vem ocorrendo num ritmo mais rápido do que o crescimento da economia... Segundo o FMI, as empresas brasileiras voltaram a se endividar, em grande parte com recursos captados no exterior." Não sou apenas eu que estou falando do risco do real forte para a economia brasileira no longo prazo.
Passou da hora do governo pisar no freio dos gastos e empréstimos, reduzir os juros e adotar medidas macro prudenciais restritivas... "A Agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad) aponta o enorme fluxo de capital de curto prazo para os emergentes como nova forma de "doença holandesa" que continuará causando valorização do real brasileiro e outras m oedas, e "graves repercussões" sobre o crescimento e desenvolvimento ." CUIDADO - O risco Brasil está a cada dia ficando maior, prepare-se para os "7 anos de vacas magras..." Você pode estar achado que sou fatalista, mas o país está caminhando a passos largos para uma crise... "País é dos mais vulneráveis ao Fed, diz FMI. Brasil está no grupo de países que seriam mais afetados por uma elevação do juro americano.
Jurandir Junior A noticia é sobre os EUA, nao sobre o Brasil. O Brasil está equilibrado do ponto de vista fiscal, os EUA é que diminuiram o IMPOSTO DOS RICOS, MAIS UMA MALDADE HERDADA DA ERA BUSH.
Francisco Xavier Andrade Estão de brincadeira! Os Estados Unidos resolvem seus problemas de caixa com novas emissões. Alguém disse que só Deus tem o poder de criar valor a partir do nada. Porém são duas entidades que tem este poder: Deus e o Federal Reserve, só que a ação do Fed é usurpação do poder divino. Quem duvidar que acesse no Google: zeitgeist/sistema financeiro – legendado. - Entendam o modus operandi do mega trambique.
Milton Guimaraes - O FMI, Banco Mundial, “Classificação de riscos" é usado para afastar e destruir os concorrente ou inimigos políticos. . Os EUA sempre foram e continuam ser a grande "Máfia". Leiam o recente livro de JOHN PERKINS - Enganados. Conhece os EUA por dentro. Foi consultor do Banco Mundial, FMI e do Departamento do Tesouro dos EUA. Ele conta tudo. Todos os golpes, o desastre econômico de 2008 e outros que virão em breve. Relatam os golpes militares financiados pelos EUA, roubos assassinatos de chefes de Estado. ENGANADOS de John Perkins-Editora Cultrix, Você conhecera a Verdade da crise de 2008 que deu prejuízos de 37 trilhões de dólares e milhões de desempregados.
marcelo coelho - Terrorismo : divida americana não pode ser paga 18/4/2011
13h38 fonte: Wikileaks O Site , revelou que a dívida americana com a comunidade européia é impagável,é muito maior que possam imaginar. Esta dívida está protegida em títulos que são armazenados em Nova Iorque (Prédio do Tesouro Nacional), que se situa exatamente na adjacência de onde havia o World Trade Center. O atentado terrorista em 11/set/2001 foi visado para derrubar as 2 torres gêmeas em cima do prédio do TN e destruir estes papeis lá depositados (Títulos da Dívida). A Europa devido a crise atual está ameaçando executar a ação indenizatória, o que levará os EUA para uma recessão sem precedentes"
Francisco Almeida - A divida publica dos EUA alcançou 14 trilhões. Sem contar um passivo previdenciario de 78 trilhões.
Cassio Vilela Tavares - Em dezembro de 2.002, último mes do governo Fernando Henrique, a nossa dívida pública era de 57,6% do PIB ( dado publicado pelo próprio governo Fernando Henrique ). A dívida hoje é de cerca de 41%, último dado publicado pelo Banco Central. Qualquer orgão de conjuntura economica indica esses valores acima citados.
MANUEL DA SILVA - Uma das minhas maiores dificuldades de comparar a nossa inflação com a dos EUA, eles usam o núcleo da inflação, quer dizer, excluem os preços, da energia, o petróleo, e também dos alimentos, estes produtos possuem uma oscilação muito grande e interferem no curto prazo no índice e nós temos também um agravante, alguns índices tem o câmbio com grande impacto. Seja por interferência política, diga-se petróleo, seja pela interferência climática, alimentos, o IPCA é calculado pelo índice ¨cheio¨, dessa forma nossos índices sempre serão superiores aos dos EUA, seria importante que houvesse a divulgação dos dois números, isso permitiria que tivéssemos condições de medir os fundamentos da nossa economia com a americana e compreendêssemos a sua dinâmica. Outro índice importante para comparação, seria o Poder de Compra entre os salários americanos e o brasileiro, sempre existe o discurso de que os nossos encargos sociais são os maiores do mundo, mas até agora não li nada que mostrasse essa discrepância, a única coisa que leio é o chamado Custo Brasil, só que apenas discursos, nada com real fundamento comparando com as outras economias do mundo, mas detalhado, nada de índices cheios.
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