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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

‘Financial Times’: Bancos brasileiros ‘ofuscam’ estrangeiros

Os balanços trimestrais dos bancos divulgados recentemente mostram “um forte contraste” entre as instituições financeiras brasileiras e a estrangeiras, afirma uma reportagem do “Financial Times“.


Com o título “Bancos do Brasil ofuscam rivais globais”, o texto discute a possibilidade de haver uma bolha em formação no País, apresentando argumentos a favor e contra essa hipótese. Ao final, os contrários prevalecem na reportagem.

Vale dizer que o entrevistado mais citado é um banqueiro, André Esteves, do BTG Pactual.

Sobre a hipótese de bolha, o jornal afirma que:

. O volume de empréstimos não pagos ou com perspectivas de não serem pagos aumentou em relação aos empréstinos totais. No Itaú, por exemplo, passou de 4,5% para 4,7%. Banqueiros, no entanto, argumentam que a variação desse percentual é cíclica e já se estabilizou.

. O crédito ao setor privado está crescendo rápido. Em 2002, os empréstimos correspondiam a 26% do PIB (produto interno bruto); hoje, a 47%. Mas a maior parte do crescimento desse crédito está em categorias consideradas mais seguras: crédito imobiliário, financiamento de imóveis e empréstimos consignados.

. Nos Estados Unidos, a bolha decorreu da inundação de crédito barato na economia. Já no Brasil, o crédito é caro, com uma das taxas de juros mais altas do mundo. “Isso é um limite natural sobre quanto os consumidores conseguem tomar emprestado”, diz o “FT”.

. A taxa de inadimplência em setembro atingiu 6,8%, nível mais alto em 15 meses.

Regulação conservadora

O jornal explica que o histórico de crises financeiras levou o Brasil a adotar regras “altamente conservadoras” para os bancos, limitando a possibilidade de criar um ambiente propício para formação de bolhas como a que ocorreu nos EUA. “Reformas ao longo dos últimos 20 anos parecem estar dando retorno ao setor”, afirma.

Ainda, o diário escreve que grande parte dos analistas acredita que “os bancos brasileiros ainda estão bem capitalizados e lucrativos”.

* ERRATA: Onde se lia ‘a maior parte desse crédito está em categorias consideradas mais seguras’, dever-se-ia ler ‘a maior parte do crescimento desse crédito está em categorias consideradas mais seguras’.

http://blogs.estadao.com.br/radar-economico/2011/11/07/bancos-brasileiros-ofuscam-estrangeiros-diz-financial-times/

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