seg, 14/05/12
por Gerson Camarotti http://g1.globo.com/platb/blog-do-camarotti/
Foram muito mal recebidas no Palácio do Planalto as declarações do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, de que as críticas sobre a sua atuação na Operação Vegas vinham de quem tinha medo do julgamento do mensalão.
No núcleo palaciano, repercute até hoje esta afirmação. Nas palavras de interlocutor direto da presidente Dilma, ao fazer isso Gurgel politizou o julgamento no Supremo. No governo, já há arrependimentos pelo fato da presidente Dilma ter reconduzido Gurgel no ano passado ao invés de ter indicado o segundo na liste tríplice, Rodrigo Janot.
Em compensação, entre os ministros do STF, o procurador-geral está blindado. Segundo um ministro da Suprema Corte, a postura de Gurgel foi recebida com alívio por muitos colegas. Principalmente quando ele negou que quatro ministros do Supremo estivessem sob investigação.
Portanto, se Gurgel for chamado pela CPI do Cachoeira para dar explicações sobre a conduta da Procuradoria Geral da República na Operação Vegas, o Supremo dará respaldo à decisão dele recusar a convocação.
P.S.: Enquanto isso, no núcleo do PT, o arrependimento é em relação a algumas das escolhas do ex-presidente Lula para o STF. Em conversas reservadas, o próprio Lula já repetiu mais de uma vez que também se arrepende de alguns nomes.
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