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domingo, 10 de fevereiro de 2013

LIBERDADE DE IMPRENSA E DE EXPRESSÃO 


Recentemente, assisti a uma ‘estorinha’ contado pelo escritor Ignácio de Loyola Brandão e que tentarei reproduzi-la de forma sucinta.  

Contou ele, quando jovem repórter, ter trabalhado com Samuel Wainer.  O proprietário do Última Hora, certo dia, encomendou-lhe um artigo sobre o sistema de crediário da época, tarefa na qual despendeu esforços e tempo.  Para tanto, levantou dados junto às principais lojas (Clipper, Mesbla, Mappin, Ducal, Casa José Silva, entre outras).  

Tempo passava e nada de publicação. O artigo julgava-o criterioso, bem feito.  Certo dia, perguntou a Samuel quando ele seria publicado.  “Nunca!”, respondeu-lhe o jornalista famoso, que completou: “Até parece que você não lê o nosso jornal, não o conhece.  Não vê que as lojas citadas fazem propaganda conosco? Que são elas que nos dão sustento, uma das razões de nossa existência?”.  

Então, Brandão, timidamente, indaga:  “E a tal liberdade de expressão, onde fica?”.  Samuel encerrou o diálogo com a conhecida rispidez: “Primeiro monte um jornal e, depois, procure-a!".   

Brandão deu fecho à estorinha dizendo que até hoje não encontrou a verdadeira e cabal “liberdade de expressão”.
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