LIBERDADE DE IMPRENSA E DE EXPRESSÃO
Recentemente,
assisti a uma ‘estorinha’ contado pelo escritor Ignácio de Loyola Brandão e que
tentarei reproduzi-la de forma sucinta.
Contou ele, quando jovem repórter, ter trabalhado com Samuel Wainer. O proprietário do Última Hora, certo dia, encomendou-lhe um artigo sobre o sistema de crediário da época, tarefa na qual despendeu esforços e tempo. Para tanto, levantou dados junto às principais lojas (Clipper, Mesbla, Mappin, Ducal, Casa José Silva, entre outras).
Tempo passava e nada de publicação. O artigo julgava-o criterioso, bem feito. Certo dia, perguntou a Samuel quando ele seria publicado. “Nunca!”, respondeu-lhe o jornalista famoso, que completou: “Até parece que você não lê o nosso jornal, não o conhece. Não vê que as lojas citadas fazem propaganda conosco? Que são elas que nos dão sustento, uma das razões de nossa existência?”.
Então, Brandão, timidamente, indaga: “E a tal liberdade de expressão, onde fica?”. Samuel encerrou o diálogo com a conhecida rispidez: “Primeiro monte um jornal e, depois, procure-a!".
Brandão deu fecho à estorinha dizendo que até hoje não encontrou a verdadeira e cabal “liberdade de expressão”.
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