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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013


NELSON JOBIM, FRAGATAS, COMISSÃO DE 11%
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247 - Um escândalo de proporções gigantescas, que envolve o segundo maior grupo industrial da Itália, a Finmeccanica, da área de Defesa, pode desaguar no Brasil. Foi preso, nesta terça-feira, o executivo Giuseppe Orsi, presidente do grupo, acusado de comandar um esquema de corrupção internacional na venda de fragatas e outras embarcações militares para as marinhas de países em desenvolvimento.

Segundo uma testemunha (Claudio Scajola, um ex-ministro do governo Berlusconi), o projeto ProSuper, da Marinha brasileira, que previa a compra de várias fragatas italianas, envolvia o pagamento de uma propina de 550 milhões de euros (mais de R$ 1,2 bilhão) – e ex-ministro Nelson Jobim, da Defesa, foi citado como um dos beneficiários.

O ex-presidente da Finmeccanica Pierfrancesco Guarguaglini, que renunciou ao seu cargo em dezembro de 2011 após a publicação de alguns escândalos vinculados a sua gestão, 'estava disposto a pagar uma percentagem máxima de 3% do valor da venda'.  Esta percentagem seria paga através de um contrato estipulado com uma agência no Brasil e pago a um empregado que fosse indicado pelo ministro Jobim', revelou os documentos desta investigação.

A imprensa italiana também acrescentou que a venda dos navios não foi concluída porque a negociação acabou sendo interrompida por caso do esfriamento das relações entre Itália e Brasil, uma crise que surgiu após a concessão de asilo ao terrorista italiano Cesare Battisti por parte das autoridades brasileiras.

Jobim diz que o negócio não saiu por "razões fiscais".  Saiba mais aqui

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