NELSON
JOBIM, FRAGATAS, COMISSÃO DE 11%
247 - Um escândalo de proporções gigantescas, que envolve o segundo maior grupo industrial da Itália, a Finmeccanica, da área de Defesa, pode desaguar no Brasil. Foi preso, nesta terça-feira, o executivo Giuseppe Orsi, presidente do grupo, acusado de comandar um esquema de corrupção internacional na venda de fragatas e outras embarcações militares para as marinhas de países em desenvolvimento.
Segundo uma
testemunha (Claudio Scajola, um ex-ministro do governo Berlusconi), o projeto
ProSuper, da Marinha brasileira, que previa a compra de várias fragatas
italianas, envolvia o pagamento de uma propina de 550 milhões de euros (mais de
R$ 1,2 bilhão) – e ex-ministro Nelson Jobim, da Defesa, foi citado como um dos
beneficiários.
O
ex-presidente da Finmeccanica Pierfrancesco Guarguaglini, que renunciou ao seu
cargo em dezembro de 2011 após a publicação de alguns escândalos vinculados a
sua gestão, 'estava disposto a pagar uma percentagem máxima de 3% do valor da
venda'. Esta percentagem seria paga
através de um contrato estipulado com uma agência no Brasil e pago a um
empregado que fosse indicado pelo ministro Jobim', revelou os documentos desta
investigação.
A imprensa
italiana também acrescentou que a venda dos navios não foi concluída porque a
negociação acabou sendo interrompida por caso do esfriamento das relações entre
Itália e Brasil, uma crise que surgiu após a concessão de asilo ao terrorista
italiano Cesare Battisti por parte das autoridades brasileiras.
Jobim diz
que o negócio não saiu por "razões fiscais". Saiba mais aqui
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