Paulo Nogueira
Serra foi se encaminhando para a direita numa louca cavalgada. Apoiou-se num pastor e, com o chamado kit gay, transformou a homofobia num instrumento abjeto — e fracassado — de conquista de votos. Aconselhou-se com blogueiros desandados como Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes.
Serra está politicamente morto. Acabou. Mas não há razão para que o PSDB se deixe arrastar por ele para a morte.
Na última campanha presidencial Serra já apresentara todos os defeitos que são vistos agora. Sua mulher usou a questão do aborto como ele usa agora o kit gay. Ele trapaceou ao se fingir vítima de um atentado. Ali já era o caso de receber do próprio partido um cartão vermelho válido pela eternidade.
Enterrado Serra, os tucanos vão ter que se empenhar para que a imagem do partido não seja devastada pelo absurdo comportamento dele nos últimos anos. A democracia ganha quando uma administração tem uma oposição rica em ideias alternativas. Mas o PSDB de Serra tem sido o oposto disso: o encontro da obsolescência com a desfaçatez.
Uma sugestão? Mandar jovens militantes de mente aberta e alerta à Escandinávia para ver o que o partido poderia aprender com o fascinante sistema econômico, político e social nórdico.
E depois reconstruir um partido virtualmente destruído por um homem que desceu todos os degraus possíveis — e alguns mais.
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