DECANO:
"ADIAMENTO APROFUNDOU CONVICÇÃO"
Ministro
Celso de Mello falou à jornalista Mariângela Galucci e disse que não sente
nenhum tipo de pressão, antes do voto decisivo sobre a admissibilidade dos
embargos infringentes. "O que acho importante é que tenho a minha
convicção. Aprofundei-a muito. Li todas as razões das diferentes posições. E
cada vez mais estou convencido de que fiz a opção correta", disse ele;
segundo o ministro, a manobra que o impediu de votar na quinta-feira, comandada
por Joaquim Barbosa, serviu para que reforçasse ainda mais sua posição. Ler mais aqui
MARCO
AURÉLIO PEDE PROTESTOS NA PORTA DO STF
Em
entrevista ao Globo, o ministro que, na semana passada, manobrou para adiar o
voto de Celso de Mello, diz que o STF está "à beira do precipício" e
chega até a sugerir protestos na próxima quarta-feira contra o tribunal;
"a sociedade pode se manifestar, porque mostrou que não está
apática", diz ele; alinhado com Joaquim Barbosa, o ministro fala que
haverá "decepção" com a suprema corte, mas não se mostrou tão
favorável ao clamor das ruas quando, por exemplo, soltou o banqueiro Salvatore
Cacciola, permitindo sua fuga; julgamento da Ação Penal 470 virou vale-tudo? Ler mais aqui
Ricardo Setti
Dilma
Rousseff aconselhou-se com três pessoas após a revelação de que fora espionada
pelo governo dos Estados Unidos.
O
ex-ministro Franklin Martins, com base em suas (cada vez mais) velhas
convicções políticas, sugeriu a ela que cancelasse a viagem de cúpula a
Washington e não se encontrasse com o presidente Barack Obama na reunião
do G-20, na Rússia.
João
Santana, apoiado em pesquisas, propôs uma reação mais serena, já que o
antiamericanismo agrada apenas a setores mais radicais do PT e a desgasta com a
classe média que sonha em voar para Miami.
Lula, sempre
pragmático, deu razão ao marqueteiro.
Assim, a
presidente deverá manter a viagem aos Estados Unidos em outubro, para a qual já
tem prontos três vestidos, um para cada visita à sede dos Poderes.
PALOCCI
OBTÉM VITÓRIA NA JUSTIÇA
O
ex-ministro Antonio Palocci, livrou-se da suspeita envolvendo suas atividades
como controlador do Projeto Consultoria Financeira e Econômica. Em 2010, ano da
eleição de Dilma Rousseff, a empresa de consultoria ostentou performance
espetacular e faturou 20,515 milhões de reais, o dobro do ano anterior e isto
lhe custou o cargo de chefe da Casa Civil do governo Dilma.
Com base em
relatório do Departamento de Fiscalização da Secretaria Municipal de Finanças,
o Ministério Público de São Paulo requereu o arquivamento da investigação sobre
sonegação fiscal e crimes tributários atribuídos a Palocci e sua empresa. A
verificação fiscal constatou que a consultoria recolheu 1,025 milhão de reais
em ISS (Imposto Sobre Serviços), sobre a base de cálculo de 2010.
Na
ocasião, quatro deputados federais representaram à Procuradoria-Geral de
Justiça de São Paulo para abertura de investigação contra Palocci por prestação
de declaração falsa às autoridades fazendárias, adulteração de documentos
referentes às operações tributáveis e sonegação. Em junho de 2011, em meio às
críticas, o então ministro pediu demissão.
As
especulações de que a presidente Dilma Rousseff (PT) pretende fazer com que o
PSB entregue os cargos que ocupa no Governo Federal, não parecem ter preocupado
a legenda socialista; de acordo com o vice-presidente nacional do PSB, Roberto
Amaral, a possível entrega dos cargos não seria nenhuma tragédia; “Se fosse
(verdade) não seria nenhuma tragédia. Não nos utilizamos de cargos para fazer
política”, disse. Ler mais aqui
ASSANGE SUGERE CRIPTOGRAFIA COM TECNOLOGIA PRÓPRIA A DILMA
Fundador do
Wikileaks diz que o Brasil é um dos países mais espionados pelos Estados Unidos
no mundo e afirma que o País deve proteger empresas como a Petrobras da
bisbilhotagem, mas não garante sigilo total se não houver tecnologia própria.
"O problema de comprar equipamento de criptografia para a Petrobras ou a
presidente é: você pode confiar no fornecedor? Os EUA são especializados em se
infiltrar no chip dos equipamentos criptográficos"; presidente deve
cancelar ida aos EUA devido à espionagem.
Ler mais aqui
INFÂMIA: OS
MÉDICOS CUBANOS SÃO MESMO MÉDICOS?
Em Alagoas,
a coluna semanal do Sindicato dos Médicos não apenas fez coro a outros
profissionais brasileiros que chamam os médicos cubanos de escravos e
mercenários como também coloca em dúvida se eles realmente são formados em
medicina; o texto, marcado pelo preconceito, ressalta, ainda, que um dos
maiores interesses destes profissionais seria o de “engravidar uma brasileira e
enterrar Cuba no passado”, garantindo o asilo através da paternidade. Ler mais aqui
PARA
NASSIF, EMBARGOS SERÃO VITÓRIA DE PIRRO
O jornalista
Luis Nassif avalia que a Celso de Mello dará apenas um alívio parcial aos réus
da Ação Penal 470, após aceitar os embargos infringentes. Na fase seguinte,
será o mais duro dos ministros. Ler mais aqui
REINALDO
QUESTIONA A INOCÊNCIA DE GUSHIKEN
"Gushiken
só foi preservado, de resto, porque os fundos de pensão, sua área de atuação,
ficaram fora do escopo de investigação do mensalão. Tivessem entrado — e há
muitos anos escrevo que é neles que está o coração pulsante do poder petista —,
talvez a história fosse outra", diz o blogueiro de Veja.com, Reinaldo
Azevedo, horas depois do enterro do ex-ministro. Ler mais aqui
POR
QUE MEIRELLES DEMOROU TANTO A CORTAR OS JUROS?
Cinco anos
depois da quebra do Lehman Brothers, ocorrida em 2008, o ex-presidente do Banco
Central, Henrique Meirelles, dá suas explicações sobre por que demorou tanto a
reduzir a taxa Selic no auge da crise financeira internacional; no ano
seguinte, o Brasil teve crescimento negativo de 0,3% e, para muitos
economistas, a causa do mau desempenho foi a lentidão do BC.
Pergunta: O senhor foi pressionado pelo
presidente Lula a cortar juros?
Resposta: Não. O que houve foi muita pressão,
não do presidente, mas de muitos setores em dezembro de 2008 quando o BC não
cortou os juros. Existe um erro conceitual nessa crítica. Ela ignora os canais
de transmissão de política monetária. Existe uma frase famosa de um presidente
de um Banco Central europeu: nesta crise a política monetária perdeu ação,
porque os seus canais foram interrompidos. Quando o crédito esta paralisado,
baixar a taxa de juros é ineficaz. O problema era a falta de liquidez. E o BC
atacou isso. Outro ponto que hoje a experiência mostra: no Brasil também havia
o problema do câmbio. Baixar a Selic no momento da crise dos derivativos iria
apenas financiar o especulador contra o real. Quando os canais de política
monetária foram restaurados, o mercado cambial voltou à normalidade. O Brasil
saiu da crise rapidamente, melhor que outros países e mais forte do que quando
entrou.
CRUVINEL:
MÍDIA INCITA CETICISMO COM A JUSTIÇA
Ao falar em
"novo julgamento", quando se trata apenas de um recuso ordinário,
meios de comunicações desinformam leitores e pressionam indevidamente ministros
do STF, diz a jornalista Tereza Cruvinel.
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