Apesar da tentativa do deputado Protógenes Queiroz (PC do B-SP) de esconder sua proximidade com Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, pelo menos duas interceptações telefônicas feitas pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo mostram que da parte do operador do contraventor Carlinhos Cachoeira, a situação era outra. Dadá não apenas fala de sua amizade por Protógenes, como também que chegou a se indispor com o então delegado da PF, Daniel Lorenz, para defender o amigo. Demais informações aqui
Costa quer grampos do Cachoeira.
Humberto Costa pedirá ao STF documentos da Operação Monte Carlo
Senador petista foi escolhido através de sorteio para ser o relator do Conselho de Ética do Senado para o caso Demóstenes.
Em sua primeira coletiva como relator do Conselho de Ética do Senado, que investiga se houve quebra de decoro parlamentar por parte do senador Demóstenes Torres (sem partido – GO), Humberto Costa (PT-PE) afiançou que irá requisitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) os documentos oriundos da operação Monte Carlo, que apontou a ligação de Demóstenes com o chefe da quadrilha de jogos ilegais Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. “Vou procurar o relator do caso no Supremo para pedir acesso aos documentos sigilosos que compõem esse processo. E sendo uma solicitação do Conselho de Ética não creio que o STF deixará de nos enviar esse material”, disse. Demais informações aqui
Demóstenes e ACM Neto: “isso é uma vergonha !”
Precisa de outros esclarecimentos?
Abafando a cachoeira
Desde ontem, a grande imprensa começou a tornar evidente aquela “Operação Abafa”sobre o caso Demóstenes-Cachoeira.
Primeiro, o Estadão, com áudios absolutamente vazios de supostas conversas entre o deputado Protógenes Queiroz e o agente “Dadá”, que -ao que parece – arapongava para meio mundo. Protógenes, um delegado de polícia, não tem nenhum diálogo comprometedor com o agente e, se teve, nada melhor que esclarecer isso numa CPI. Aliás, é estranho que seis telefonemas vazios de Protógenes a alguém que, oficialmente, pertencia à um órgâo de investigação sejam notícia e não o sejam os 200 telefonemas entre o próprio Cachoeira e o editor da revista veja, Policarpo Júnior, numa parceria “pelo bem do Brasil” que já durava oito anos.
Mas hoje O Globo deixa mais claro o jogo, servindo-se de uma declaração do presidente do PT, Rui Falcão, que liga o caso Cachoeira a possíveis montagens contra o Governo Lula feitas com a ajuda da conexão Cachoeira-Veja, que parece continua a ser um tabu para a mídia.
Logo, em nome do esclarecimento do dito “mensalão”, abafe-se a Cachoeira…
A democracia não pode conviver com a divulgação seletiva de irregularidades. É preciso que o inacreditável poder de um bicheiro sobre a mais altas figuras da política e da imprensa não fique sendo demonstrado aos pedaços, contra aqueles a que “interessa” desmoralizar, mas encobrindo as figuras que o conservadorismo e a mídia tem no seu altar.
Corrupção não é assunto que requeira “segredo de justiça” em sua apuração, salvo em ocasiões especialíssimas, no curso de investigações. E são a mídia e a Polícia Federal, apenas, quem está escolhendo o que deve ser divulgado, a conta-gotas.
O povo brasileiro e a própria credibilidade da democracia brasileira exigem que tudo venha à tona.
Se Carlos Cachoeira tem ligações com a investigação sobre o “mensalão”, que elas apareçam. Se tem ligação com as denúncias que, onda após onda, a Veja apresentava, servindo-se de escutas e filmagens providenciadas pelo bicheiro, que se apure. Existem pessoasdo esquema Cachoeira que o afirmam expressamente.
O que não se pode é fazer da divulgação parcial e seletiva de gravações, escolhendo os personagens e os contextos “que interessam”, uma “verdade” conveniente, que determina quem deve ser execrado e quem deve ser preservado.
Do contrário, seria melhor que se desistisse de uma CPI e se deixasse o próprio STM – Supremo Tribunal da Mídia, a mais alta corte política do Brasil – decidisse – como decide há anos – quem deve ser impiedosamente decapitado e quem vai, como fez Demóstenes Torres durante muitos anos, posar de paladino da moralidade, embora enterrado até o pescoço no pântano das cumplicidades escusas.
12 - abril - 2012 http://www.tijolaco.com/
No Senado, é hora de dar o troco a Demóstenes
SENADOR GOIANO, QUE CONSTRANGEU RENAN CALHEIROS EM 2007, AO EXPOR GRAVAÇÃO EM PLENÁRIO, E FICOU FAMOSO POR CRÍTICAS AO GOVERNO E SUA BASE NO CONGRESSO, PROMETE PROVAR INOCÊNCIA; PELA EXPRESSÃO DOS COLEGAS DE CONSELHO DE ÉTICA, COMO GIM ARGELLO E HUMBERTO COSTA, A TAREFA NÃO SERÁ DAS MAIS FÁCEIS
O senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) retornou ao Senado pelo segundo dia seguido, nesta quinta-feira, após um hiato de 21 dias. De cara fechada, como se vê na foto, o senador disse que cumprirá todos os prazos regimentais previstos para sua defesa. Na foto, também, estão seus sorridentes colegas de Conselho de Ética Gim Argello (PTB-DF), Renan Calheiros (PMDB-AL) e Humberto Costa (PT-PE). Demais informações aqui
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