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sábado, 21 de abril de 2012

Veja fala, mas não explica ligação com Cachoeira

247 – Prestes a ter seu diretor de sucursal em Brasília, Policarpo Júnior, e seu publisher, Roberto Civita, convocados por uma CPI, a revista Veja enfim se defendeu. Mas preferiu fazê-lo fora da revista. O texto, assinado por Eurípedes Alcântara, foi disponibilizado apenas na internet. E toca na questão que deve levar os editores de Veja ao Congresso: as relações da revista com fontes criminosas, mesmo sem citar o nome de Carlos Cachoeira.
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Veja está sob ataque porque já ficou demonstrada a relação íntima da revista com o contraventor. Numa gravação, Carlos Cachoeira se vangloria de ter demitido um diretor do Dnit, Luiz Antônio Pagot. “Colocamos no r... dele”. Em entrevista, Pagot fala que a reportagem saiu depois que ele tentou questionar a má qualidade e os altos custos da Delta, sócia de Cachoeira.
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O ponto mais sensível diz respeito à publicação de grampos ilegais. E Veja fez uso, nos últimos anos, de vários filmes e grampos ilegais produzidos por Cachoeira. Eis um trecho do texto de Eurípedes:
“Quem se favorece conscientemente do produto de furtos, roubos ou outros crimes é potencialmente cúmplice do autor. Por essa razão, o jornalista que eventualmente receber uma gravação obtida ilegalmente e usá-la em uma reportagem pode estar se expondo aos rigores da lei.
“A ética do jornalista não pode variar conforme a ética da fonte que está lhe dando informações. Entrevistar o Papa não nos faz santos. Ter um corrupto como informante não nos corrompe.” VEJA nunca permitiu que suas páginas fossem usadas param outro fim que não a busca do interesse público. Sempre que uma denúncia é publicada alguém ganha e alguém perde. Um ministro cai, e outro ministro sobe. Um grupo político é prejudicado, e outro grupo político é beneficiado. São consequências normais da divulgação de fatos verdadeiros.
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“O jornalismo é feito com fontes de informação. O jornalista não é pago para saber. É pago para descobrir. Por essa razão, as relações do jornalista com suas fontes merecem uma reflexão permanente.”
“O ensinamento para o bom jornalismo é claro: maus cidadãos podem, em muitos casos, serem portadores de boas informações .” 
“Uma informação de qualidade é verificável, relevante, tem interesse público e coíbe a ação de corruptos.” O bom jornalista não se deixa paralisar, estabelecendo como critério só ter como fontes pessoas que passem pelo crivo ético mais elevado. Isso não deve ser confundido de jeito nenhum com a ideia de que vale tudo. O critério de VEJA é claro. As informações precisam ser qualificadas, independente da estatura moral do informante. 
“A ética do jornalista não pode variar conforme a ética da fonte que está lhe dando informações. Entrevistar o Papa não nos faz santos. Ter um corrupto como informante não nos corrompe.”
Veja nunca publicou conteúdos de gravações obtidas ilegalmente, portanto o que se segue aqui tem o objetivo apenas de refletir sobre certos limites.
“O bom jornalismo é uma atividade de informação mediada. O jornalista não é um mero repassador de declarações. Ele tem o poder discricionário de não publicar uma acusação ou uma ofensa grave.”
Uma fita contendo revelações importantes (depois de devidamente periciada e contextualizada) tem valor extraordinariamente maior do que uma frase acusatória, seja em OFF ou em ON. VEJA sempre pericia os diálogos gravados que publicou e guarda esses registros. 
“A regra para lidar com gravações ilegais que registraram atividades de cidadãos ou empresas privadas em seus negócios particulares é: descartar sem ouvir ou assistir ou, alternativamente, entregá-las às autoridades.”
“As informações são tratadas em VEJA como portas que se abrem para a obtenção de novas informações. Todas elas são checadas.”
Veja a matéria toda aqui 

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