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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Atrás de respaldo, Franco sugere que Dilma consulte "brasiguaios"
Franco fala com a imprensa; líder não prioriza a melhoria da imagem do país junto à comunidade internacional. Foto: EFE
DANIEL FAVERO
Direto de Assunção
O presidente paraguaio, Federico Franco, pediu nesta terça-feira que a presidente Dilma Rousseff consulte seus compatriotas que vivem no país vizinho sobre o novo governo, empossado após o impeachment de Fernando Lugo na última sexta-feira. "Aqui tem 500 mil brasileiros, e quando as terras dos "brasiguaios" eram invadidas, a embaixada respondia que esse é um pais autônomo, que eles não poderiam fazer nada", disse o presidente, logo depois de um encontro com "brasiguaios" na sede do governo, em Assunção. No domingo, representantes dos "brasiguaios" encaminharam à Dilma um pedido para que o Brasil reconheça o governo Franco e trate o Paraguai como país amigo.

Cientistas descobrem novo mineral em meteorito

Em 1969 uma bola de fogo explodiu no céu do México e espalhou milhares de pedaços de meteorito no estado de Chihuahua. Mais de 40 anos depois, o meteorito Allende ainda é uma rica fonte de informação sobre o início da evolução do Sistema Solar. Recentemente, cientistas do Instituto de Tecnologia California (Caltech) descobriram nele um novo mineral que acredita-se estar entre os mais antigos formados no Sistema Solar.
Apelidado de panguite, o novo óxido de titânio recebeu seu nome em homenagem a Pan Gu, o gigante da mitologia chinesa que, segundo reza a tradição, separou o Yin do Yang para criar a Terra e o céu.
"Trata-se de uma descoberta animadora  porque não é apenas um novo mineral, mas um material desconhecido até aqui para a ciência", diz Chi Ma, autor do estudo.


Ustra é condenado por tortura e morte de jornalista na ditadura
'A condenação desrespeita a Lei de Anistia', disse o advogado de Ustra - Fabio Motta/AE
SÃO PAULO - O coronel reformado do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra foi condenado pela Justiça de São Paulo a pagar uma indenização de R$ 100 mil à família do jornalista Luiz Eduardo da Rocha Merlino, morto sob tortura em 19 de julho de 1971 nas dependências do DOI-Codi (Destacamento de Operações e Informações - Centro de Operações de Defesa Interna), núcleo de repressão do regime militar então sob comando do acusado.
A sentença é da juíza Claudia de Lima Menge, da 20ª Vara Cível da Capital. Cabe recurso.

Segundo relatos de testemunhas, nas dependências do órgão Merlino passou por severas sessões de tortura, que acarretaram sua morte quatro dias depois. Companheiros de prisão, entre eles o ex-ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vanucchi, que depôs perante a 20.ª Vara Cível de São Paulo, afirmam tê-lo visto com evidentes sintomas de falta de circulação nas pernas, consequência das horas no pau de arara.

A versão oficial para a morte de Merlino foi suicídio - ele teria se jogado na frente de um carro quando era transportado ao Rio Grande do Sul para reconhecer colegas militantes.

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