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sexta-feira, 15 de junho de 2012

STF mantém aposentadoria compulsória de magistrados

DEZ JUÍZES DE MATO GROSSO SÃO ACUSADOS DE DESVIAR VERBAS DA CORTE DE JUSTIÇA DO ESTADO PARA COBRIR PREJUÍZOS DE UMA LOJA MAÇÔNICA
15 de Junho de 2012
Fernando Porfírio _247 - O Supremo Tribunal Federal manteve a aposentadoria compulsória de dez magistrados de Mato Grosso. Eles são acusados de desviar verbas da corte de justiça do Estado para cobrir prejuízos de uma loja maçônica. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) puniu os envolvidos, mas o ministro Celso de Mello havia concedido liminares determinando a volta aos cargos. O ministro cassou as decisões e manteve a punição dada pelo CNJ.
No “caso da maçonaria”, como ficou conhecido, dez juízes e desembargadores do Mato Grosso foram acusados e punidos de terem desviado R$ 1,5 milhão do Tribunal de Justiça para cobrir prejuízos da Loja Maçônica Grande Oriente. Entre os afastados estava o então presidente da corte desembargador Mariano Travassos.
O esquema consistia no pagamento de verbas extraordinárias aos magistrados envolvidos, quebrando a isonomia dos depósitos. Os que aceitavam destinar parte das verbas para a loja maçônica recebiam antes, e os que se negavam a participar não recebiam as verbas a que tinham direito.
“Tendo em vista que o único fundamento que me levou a conceder o provimento cautelar foi o princípio da subsidiariedade, eu digo que, não obstante a minha pessoal convicção em sentido contrário, devo ajustar meu entendimento à diretriz jurisprudencial prevalecente nesta Corte em respeito e em atenção ao princípio da colegialidade”, afirmou agora o ministro Celso de Mello.
O ministro Cezar Peluso, que na ocasião do julgamento da Adin 4.638 votou contra a competência originária do CNJ, também acolheu o que decidido pela maioria e aderiu ao voto do ministro Celso para cassar as liminares.

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