15 de Junho de 2012
Lênia Soares _Diário de Goiás/Goiás 247 – Tem figurinha repetida nesta eleição. Uma história de 2004 voltou à tona sem grandes alterações. Leonardo Vilela (PSDB) sonhou, conquistou internamente, se lançou candidato e recuou. O pragmatismo (Marconi Perillo) falou mais alto no PSDB e decidiu pela retirada de seu pré-candidato ao Executivo da Capital, respingado com o escândalo Cachoeira.
Com estratégia definida, a de apresentar nomes que não foram citados no caso envolvendo o contraventor, as opções ficaram ainda mais restritas. João Campos e Fábio Sousa já anteciparam: “Agora é tarde para querer ser prefeito”. Mas vice... As expectativas se voltam para o ex-peemedebista Francisco Júnior (PSD). Se até agora ele não decidiu, pode ser que decidam por ele.
A deliberação tucana foi apresentada após longa reunião da cúpula do partido que aconteceu nesta quinta, 14. O presidente metropolitano da sigla, deputado estadual Fábio Sousa, já dava sinais de descontentamento com Leonardo, mas afirmava, até ontem, que o ex-secretário era o pré-candidato do PSDB. Não é mais.
Do outro lado, mas não tão distante, o PSD articula internamente. O chefe da Casa Civil, deputado federal Vilmar Rocha (PSD), presidente estadual do novo partido, tenta viabilizar a indicação do deputado federal Armando Vergílio (PSD) para a CPMI do Cachoeira. Armando seria a outra opção pessedista para a disputa do pleito goianiense, mas nem de longe é o preferido dos companheiros de partido. Se for definida sua ida para a Comissão, em Goiânia ficará fácil. De Brasília, o deputado não poderá articular, de maneira eficiente, sua postulação ao pleito.
Vergílio conta com estrutura própria capaz de bancar sozinha a campanha, mas não conta com o carisma e com a Renovação Carismática, como Francisco Júnior. O jovem deputado estadual é o que parece estar com a batata nas mãos. Abençoado pela igreja e agora por Marconi Perillo, Francisco pode ser apresentado, em breve, como nome da base governista. Em menos dois anos o ex-peemedebista foi de promessa peemedebista ao nome da situação estadual. “Uma decepção”, classificou Iris Rezende (PMDB).
O esboço desta chapa parece claro. Claro e religioso. Um líder católico na cabeça e um evangélico como vice. Ou, quem sabe, vice-versa. Fiel nenhum ficará de fora. Fábio Sousa e João Campos, que estão ressentidos com o processo que levou à pré-escolha de Leonardo Vilela, não dispensam o segundo lugar – ou o primeiro. Ninguém poderá ser tão eficiente feito Deus, como cabo eleitoral.
Assim segue mais um processo eleitoral do nosso Estado laico.
COMENTÁRIOS:
Senhor_Andante 15.06.2012 às 09:06
Esses candidatos "evangélicos" da foto são os maiores hipócritas do mundo político, piores até que Marconi e os integrantes da quadrilha de Cachoeira. Eles compram votos sem dinheiro, pois já lavaram o cérebro das pessoas de boa fé que buscam a paz em alguma igreja. Ordinários, hipócritas, amorais, esses políticos evangélicos aqui citados são lobos em peles de cordeiro e só enganam pessoas de boa fé se utilizando do nome de Deus para alçar um vôo de galinha que será sua carreira política. Hipócritas, o inferno vos aguarda !!
Paiinho 15.06.2012 às 09:11
Tudo em nome de DEUS e depois chama o Cachoeira para as finanças.
Santo 15.06.2012 às 09:14
"Cruz Credo! Meu Deus! Meu Deus do Céu! Jesus! Virgem Maria! O Sangue de Jesus tem Poder! Ave Maria! Santo Deus! Virgem! Nossa Senhora! Nos acuda! Vixi!
Diogo Costa 15.06.2012 às 09:20
Agora só falta chamar o Padim Pade Cerra para abençoar a chapa das trevas...
MOACIR 15.06.2012 às 09:37
EU NÃO SEI QUAL É O PIOR! SE É O RELIGIOSO QUE VIROU POLÍTICO, OU SE É O POLÍTICO QUE VIROU RELIGIOSO.
VOTO NULO EM BH 15.06.2012 às 09:52
A tucanalha está apelando para Opus Dei, pois no voto eles não conseguem mais nada. Estão em extinção. O DEMO já acabou.
Marcello Firenze 15.06.2012 às 11:39
Será que irão tratar também do tema ABORTO? Na campanha presidencial Serra sifu com essa história porque tinha telhado de vidro. Agora, na CPI, na Comissão de Ética do Senado e na Justiça os envolvidos querem ABORTAR as provas levantadas contra eles.
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