O empresário Carlinhos Cachoeira afirmou, em uma conversa com sua mulher, Andressa Mendonça, que a campanha do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), recebeu dinheiro da empreiteira Delta.
Cachoeira fala para Andressa que a Delta "deve ter investido mais de uns sete paus nele".A existência dessa conversa, gravada pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo, foi revelada pelo jornal "O Estado de S. Paulo" no último sábado.
No dia 14 de julho de 2011, Cachoeira contava a Andressa que Perillo, na véspera, havia feito um discurso em solenidade pública criticando a Delta, citando-a nominalmente como empresa envolvida em licitações combinadas. O tucano disse que, no governo dele, não havia conluios com empreiteiras.
Segundo auxiliares de Cachoeira, o governador afirmou que houve um mal-entendido e buscou, conforme indicam as gravações, uma reconciliação.
DEMÓSTENES - Pedido de perdão a um plenário vazio
Foram 20 minutos de discurso previamente preparado, 44 pedidos nominais intercalados de desculpa e de perdão, apenas quatro senadores no plenário, várias críticas à imprensa e à Polícia Federal e um relato dramático pincelado com frases de efeito. O senador Demóstenes Torres , acostumado a proferir, da tribuna do Senado, ataques duros contra parlamentares,-- e até mesmo contra o ex presidente Lula-- mostrou, na tarde de ontem, a face de um homem público engolido pelas próprias atitudes, completamente triturado. Numa tentativa desesperada de tentar sensibilizar seus pares e salvar o mandato, despiu-se de uma de suas maiores marcas: a vaidade. Afirmou que quem estava ali, de peito aberto para pedir perdão, era "um homem envergonhado, abatido, deprimido, cansado e esgotado". Seguiu à risca o script com tom emocional e revelou que sua rotina é passar as noites mal dormidas tentando encontrar "os cacos de sua biografia".
O senador Alvaro Dias (PSDB-PR), que o defendeu de maneira incisiva durante o primeiro discurso, foi um dos citados. Ele preferiu sair do plenário para não ouvir o que o parlamentar goiano tinha a dizer.
Fonte: Correio Braziliense
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Vice de Serra é acusado de desviar dinheiro público para ONG dos donos da Veja
Escolhido no último fim de semana para disputar a prefeitura de São Paulo como vice de José Serra (PSDB), Alexandre Schneider (PSD) tem contra si um processo em que é acusado por desvio de dinheiro dos cofres públicos da prefeitura e do estado de São Paulo para favorecer a Fundação Victor Civita – ONG ligada ao grupo Abril, dono da revista Veja.
O processo, que resultou de denúncia oferecida pelo Ministério Público devidamente acatada pelo juiz, é o 0006305-89.2010.8.26.0053 e tramita na 12ª Vara de Fazenda Pública - Foro Central. A ação teve origem em representação apresentada pelo então vereador Beto Custódio (PT-SP). Nela, os promotores acusam:
Schneider, quando foi secretário municipal de Educação (na gestão Kassab), contratou a Fundação Victor Civita por relações de amizade e compadrio político, violando o princípio da impessoalidade;
2) A escolha foi feita "a dedo" e ilegalmente, dispensando a necessária licitação, já que havia muitas outras instituições habilitadas a prestarem o serviço chamado “Projeto de Formação Continuada para Diretores e Supervisores”;
3) Quem fez o serviço, de forma terceirizada, foi o Instituto Protagonistés, cuja presidenta é Rose Neubauer, uma tucana que foi secretária estadual de educação do governo Mario Covas, e amiga de Schneider – chama atenção e também causa estranheza a Fundação Victor Civita ter sido uma espécie de "laranja", apenas servindo de intermediária para a repassar o serviço contratado sem licitação para tal instituto.
4) As cartilhas do projeto foram impressas na gráfica da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, e a ONG dos Civita, junto com o instituto da tucana, só pagou a matéria prima utilizada, sem ressarcir aos cofres públicos o valor dos serviços dos funcionários e outras despesas diretas ou indiretas, causando prejuízo ao erário estadual. O presidente da Imprensa Oficial que autorizou a maracutaia era Hubert Alquéres, outro a compor esta "ação entre amigos" demotucanos, segundo a denúncia.
Diante disso, os promotores pedem na Justiça a devolução, aos cofres públicos da prefeitura, do valor de R$611.232,00, além das outras punições cabíveis. A decisão judicial negando tentativa de Schneider de trancar o processo, dá detalhes da denúncia (veja detalhe na reprodução acima).
MP quer anular nomeação de aliado de Kassab para o TCM
O procurador-geral do Ministério Público de São Paulo, Márcio Elias Rosa, quer anular a "indicação política" do vereador Domingos Dissei (PSD) para conselheiro do Tribunal de Contas do Município (TCM). Uma ação direta de inconstitucionalidade feita por Rosa e já em trâmite no Tribunal de Justiça paulista (TJ-SP) argumenta que a Constituição Federal exige integrantes do MP e auditores de carreira do tribunal entre os cinco conselheiros da corte.
A ação diz que dois projetos de lei que regulamentam a matéria já foram enviados à Câmara Municipal em 2005, mas até agora não foram aprovados.
O procurador também pede ao TJ que dê prazo à Câmara Municipal para aprovar as leis que regulamentam a participação de promotores e auditores na cúpula do TCM e que, enquanto essas aprovações não ocorrerem, que informe diretrizes para garantir o acesso dessas duas carreiras ao cargo de conselheiro.
Ver mais em: http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,mp-quer-anular-nomeacao-de-aliado-de-kassab-para-o-tcm,895814,0.htm
Franco contraria promessa e contrata cunhada para cargo público
Dez dias depois de assumir a presidência do Paraguai, Federico Franco nomeou sua cunhada a um importante cargo público, contrariando a promessa de que acabaria com o nepotismo no país. Mirtha Vergara, esposa do senador Julio César Franco, foi designada à função de conselheira na Usina Hidrelétrica de Itaipu. As informações são do ABC Color.
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