Resultado do Santander cai pela metade
MADRI (Reuters) - O Santander, maior banco da zona do euro, viu o lucro do primeiro semestre cair pela metade após ter feito baixa contábil de desvalorizados ativos imobiliários espanhóis, apesar de os depósitos na Espanha terem saltado durante o período.
O banco sofreu menos que outros rivais na Espanha com a crise no país devido aos seus negócios diversificados no Brasil, México, Polônia e Reino Unido. A América Latina responde por metade do lucro do Santander.
Porém, analistas apontaram as menores receitas na região e maiores perdas em crédito, especialmente no Brasil, onde a economia está passando por desaquecimento, elevando os calotes no setor bancário.
Ver mais em: http://www.brasil247.com/pt/247/portfolio/71754/Resultado-do-Santander-cai-pela-metade.htm
Convulsão social na Espanha
Os excessos cometidos pelo mercado financeiro provocaram a crise de 2008 e, por isso, houve aumento da dívida pública para combater os problemas econômicos naquele período. O alto nível de endividamento atual decorre em muito do socorro dado ao mercado financeiro e não exclusivamente dos gastos do estado de bem-estar social. Milhares de pessoas saíram às ruas, em mais de oitenta cidades da Espanha, em protesto contra os duros ajustes econômicos impostos pelo mercado.
A população que sofre o impacto da recessão na Europa com um aumento brutal do desemprego só pode reivindicar direitos por meio do sistema de representação, principalmente ONGs, associações, sindicatos e partidos políticos.
O estado de bem-estar social foi duramente atacado e isso afeta o contrato social (receber salários, pagar impostos, comprar bens e receber serviços públicos) que é a base da democracia parlamentar. A expectativa de que os lucros correntes seriam transformados em melhoras futuras nas condições materiais é a base do consentimento ativo dado pela sociedade democrática ao funcionamento do capitalismo. As bases materiais do consentimento ativo mantém a coesão social, assim como o funcionamento e a legitimidade do sistema democrático.
A democracia consiste na organização do poder político que determina a capacidade dos grupos concretizarem seus interesses. As chances são desiguais devido aos recursos econômicos, ideológicos e organizacionais, mas não são predeterminadas ou imutáveis.
Único réu foragido, 'homem-bomba' quer negociar
Goiás247 - Considerado o "homem-bomba" e a peça que falta para fechar o percurso das investigações que desarticulou o esquema de jogos ilegais comandado pelo contraventor Carlinhos Cachoeira, o contador Geovani Pereira da Silva, de 45 anos, não se considera foragido, mas "escondido" em algum lugar de Goiás e somente vai se entregar quando tiver a prisão revogada. Ou seja, só se apresenta se lhe garantirem a liberdade de ir e vir.
A revelação foi feita ontem por Calisto Abdalla Neto, advogado do único réu da Operação Monte Carlo ainda procurado pelo Polícia Federal.
Giovani teria intenção de colaborar e até mesmo de se entregar, mas desde que permanecesse em liberdade.
Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, Geovani era responsável por receber o dinheiro arrecadado do jogo ilegal e fazer pagamentos da organização criminosa.
Geovani declarou ser dono de um patrimônio inferior a R$ 200 mil, mas dados remetidos à CPI mostram que estes rendimentos declarados nem de longe se aproximam de sua elevada movimentação financeira.
Extratos do Banco Itaú obtidos pela CPI descrevem a passagem milionária de valores pelas contas do contador. Os registros revelam transferências de R$ 2 milhões em um único dia. O dinheiro teria destino certo: outras contas de Geovani, integrantes da quadrilha - ou simplesmente laranjas.
Força da internet já assusta mídia tradicional
247 – José Serra comprou uma briga inglória. Ao propor uma ação judicial contra a publicidade oficial em blogs de dois jornalistas que o criticam, Paulo Henrique Amorim e Luís Nassif, tudo o que ele conseguiu foi uma hashtag #SerraCensor que despontou entre os assuntos mais comentados do dia, além de um artigo de seu porta-voz informal, Reinaldo Azevedo.
O blogueiro da Abril publicou artigo em que condena publicidade em sites que fazem “um troço parecido com jornalismo” (leia mais aqui). Mas disse, no entanto, que veículos tradicionais, como Veja, por exemplo, não devem renunciar à publicidade oficial – já que ela está aí. Veja, de fato, não renuncia a ela. Na edição desta semana, seu maior anunciante é o Ministério da Educação, com oito páginas. Além disso, há também uma página dos Correios.
O que incomoda, na verdade, é a nova realidade da informação no Brasil e no mundo. Antes, havia quatro ou cinco famílias relevantes no jogo da informação no Brasil. E os barões da mídia mantinham uma postura aristocrática, cuja cornucópia era alimentada por boas relações no setor público.
Hoje, com a internet, há muito mais vozes. O novo mundo é polifônico. E não apenas os governos, mas também as empresas privadas, já estão abraçando essa nova realidade. Nos Estados Unidos e na Inglaterra, por exemplo, a publicidade na web é muito maior do que nos jornais impressos.
O que a mídia tradicional busca é apenas uma reserva de mercado. E demonstra medo crescente diante da força da internet.
‘Blindagem a Dirceu impediu produção de provas do mensalão na CPI dos Correios ’
Débora Bergamasco, de O Estado de S. Paulo
Relator da CPI dos Correios, investigação parlamentar ocorrida entre 2005 e 2006 que embasou a denúncia formal do mensalão, o deputado federal Osmar Serraglio (PMDB-PR) afirma que muitas provas do escândalo não foram produzidas por causa da "blindagem" a José Dirceu. O peemedebista afirma que o ex-ministro da Casa Civil contava com uma "tropa de choque" formada por colegas de PT que barrava qualquer iniciativa.
"Faltou muita coisa, muito do que eles ficam batendo agora que ‘não tá provado isso, não tá provado aquilo’ é porque a gente estava amarrado, não tínhamos liberdade. Hoje, por exemplo, o José Dirceu fala que ele não tem nada a ver com isso. Nós poderíamos ter feito provas muito mais contundentes em relação à evidente ascendência que ele tinha", diz o deputado.
Em Londres, Blatter cobra Dilma por atrasos para a Copa de 2014
Jamil Chade - Enviado Especial - O Estado de S.Paulo
LONDRES - Presentes em Londres para acompanhar os Jogos Olímpicos e também para outros compromissos de suas agendas, Joseph Blatter e Dilma Rousseff se reuniram na manhã desta quinta-feira, 26, em um hotel de Londres, onde o mandatário maior da Fifa voltou a cobrar a presidente do Brasil pelos atrasos nas obras para a Copa do Mundo de 2014.
O cartola suíço disse estar confiante na capacidade do País de garantir que as obras estejam concluídas dentro dos prazos necessários, mas insistiu que não há mais tempo a perder. "O Brasil precisa fazer uma grande Copa", destacou.
Já o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, classificou a reunião entre Dilma e Blatter em Londres como "muito construtiva" e ressaltou que o presidente da Fifa demonstrou satisfação com o envolvimento do governo brasileiro neste processo. Rebelo faz parte da comitiva do governo federal na capital inglesa.
Ver mais em: http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=8683175756358893918#editor/target=post;postID=2604410382335509534
"Faremos nossa parte quando chegar a vez do Rio", promete Dilma
Justiça de Jersey mantém processo contra Maluf
A Justiça da Ilha de Jersey rechaçou as principais teses da defesa do deputado Paulo Maluf (PP) na ação de repatriação de dinheiro supostamente desviado da Prefeitura de São Paulo durante a sua gestão (1993-1996). A decisão, do juiz Howard Page da Corte Real de Jersey, foi tornada pública nesta quinta-feira, 26. Dessa maneira, argumentos como a falta de competência da prefeitura para entrar com a ação e uma suposta prescrição dos atos não foram considerados válidos pela Justiça da ilha britânica.
A defesa das empresas offshore Durant International Corporation e Kildare Finance Limited, suspeitas de serem ligadas a Maluf e a seu filho Flávio, tentava a anulação do processo pelos motivos mencionados.
Ve mais em: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,justica-de-jersey-mantem-processo-contra-maluf,906075,0.htm
Governo elimina impostos do setor elétrico e preço da energia deve cair
O governo anunciou nessa quinta-feira, 26, mais uma medida de estímulo à economia. De acordo com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o governo suprimiu encargos setoriais que incidem sobre tarifas. O ministro disse que isso será feito porque a geração de energia elétrica é uma atividade barata, mas que encarece no meio do caminho.
Além do corte de tributos, o governo está concluindo a proposta de renovação dos contratos de concessão de energia que vencem em 2015. Como a renovação das concessões vai deixar de remunerar os ativos depreciados, aliada à eliminação dos encargos, a tarifa de energia deve cair pouco mais de 10%.
O ministro disse que o governo vai eliminar a CCC (Conta de Consumo de Combustíveis), RGR (Reserva Global de Reversão) e CDE (Conta de Desenvolvimento Energético) e, provavelmente, o Proinfa (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica).
OPINIÃO DO ESTADÃO - O lulismo e os salários federais
O governo federal vai inflar de novo os gastos salariais, com aumentos generosos para professores das universidades e também para servidores do Executivo. Mais uma vez a presidente Dilma Rousseff recuou, depois de tentar, por um breve período, exibir uma imagem de austeridade. Agravou-se a crise internacional, a economia brasileira está em marcha lenta e a previsão da receita fiscal foi reduzida. Todos esses fatos bem conhecidos e inegáveis tornam aconselhável um manejo muito cauteloso das finanças públicas.
O movimento dos professores é apenas o mais barulhento. Também há paralisação em outros setores da administração, com elevados prejuízos para empresas e para os cidadãos pagadores de impostos. A operação-padrão da Receita Federal e a greve do pessoal da Anvisa têm dificultado seriamente a liberação de mercadorias em portos e aeroportos e até a movimentação de navios recém-chegados ao Brasil.
O governo deve ceder ainda mais para pacificar o funcionalismo. Segundo fontes da administração federal, um aumento linear para servidores de categorias básicas do Executivo será proposto nas próximas semanas, provavelmente depois da apresentação de mais um pacote de estímulos econômicos.
Entre 2003 e 2011, a despesa média com os funcionários ativos do Executivo federal aumentou 123,2%, em termos nominais, enquanto a inflação chegou a 52%.
O crescimento da despesa total foi maior porque houve contratações e o número de funcionários passou de 809,9 mil em 2002 para 984,3 mil em 2011.
A prudência é posta em xeque por dois fatores - os interesses eleitorais e o peso da herança lulista, ainda dominante em Brasília.
Ver na totalidade: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,o-lulismo-e-os-salarios-federais-,905764,0.htm
OPINIÃO DO ESTADÃO - A inépcia de sempre
Lançado há um ano como uma das principais iniciativas do governo da presidente Dilma Rousseff no campo da educação, o programa Ciência sem Fronteiras continua com problemas causados pela inépcia da máquina administrativa. A finalidade do programa é acelerar a internacionalização do ensino superior no País e estimular a formação de técnicos qualificados para os centros de pesquisa e inovação científica, oferecendo 101 mil bolsas de estudo no exterior em quatro anos, das quais 75 mil financiadas pela União e 26 mil pela iniciativa privada.
O programa foi bem recebido pela comunidade acadêmica, no seu lançamento, mas passou a ser fortemente criticado por entidades científicas e instituições de ensino superior à medida que foi sendo implementado. Dos 11 mil estudantes enviados ao exterior entre o segundo semestre de 2011 e o primeiro trimestre de 2012, por exemplo, muitos haviam recebido só a passagem aérea, até abril.
Eles se instalaram nas cidades escolhidas para fazer graduação, especialização, mestrado ou doutorado, mas não receberam o depósito das bolsas no prazo fixado pelas agências de fomento, ficando assim sem ter como pagar aluguel, plano de saúde, alimentação, transporte e livros.
Outro problema na implementação do Ciência sem Fronteiras é o atraso dos convênios com as principais instituições mundiais de ensino superior. Só agora, um ano após o lançamento do programa, é que o Ministério da Ciência e Tecnologia conseguiu negociar acordos com universidades como Oxford, Harvard e Massachusetts Institute of Technology.
Mas agora surgiu um problema mais grave. Sem qualquer justificativa, a principal agência encarregada de selecionar os beneficiários do Ciência sem Fronteiras - o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) - não renovou as bolsas de vários estudantes. Com isso, eles terão de voltar para o Brasil antes de concluírem o curso, o que é um absurdo.
Os bolsistas que não tiveram as bolsas renovadas estão estudando em universidades da Inglaterra, Alemanha, Bélgica, Espanha e Canadá. Seguindo as regras do programa, eles pediram a renovação em maio, quando enviaram os relatórios acadêmicos para avaliação de desempenho.
A presidente da República, que só soube da não renovação das bolsas pelas reportagens doEstado, agiu como sempre - ficou "irritada" e cobrou explicações do CNPq.
Mas, mais do que irritação, é preciso determinação e empenho para resolver o problema da burocracia e da inépcia da administração pública.
MPF denuncia militar por sequestro e morte no Araguaia
O major da reserva do Exército, Lício Augusto Maciel, conhecido como Doutor Asdrúbal (esse da foto ao lado), é apontado como o responsável pelo sequestro de Divino Ferreira de Souza, o Nunes, militante do PCdoB, capturado ilegalmente pelo Exército em 1973 e desaparecido desde então. Passados 40 anos do fim da guerrilha, Lício Maciel ainda se gaba, impunemente, de ter assassinado os militantes André Grabois, João Gualberto Calatroni, Antônio Alfredo de Lima e Lúcia Maria de Souza. Também se orgulha de dizer que foi ele quem prendeu o ex-presidente do PT, José Genoino, que também atuou no Araguaia.
Ver mais em: http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20614&boletim_id=1297&componente_id=21209
Olimpíada começa com economia britânica em recessão
Segundo o Escritório Nacional de Estatísticas, a economia britânica caiu 0,7% entre abril e junho. É o terceiro trimestre consecutivo de Produto Interno Bruto negativo, e a segunda recessão em três anos. Uma coisa está clara: o Plano A (Austeridade) da coalizão conservadora-liberal democrata não está funcionando. A recessão intensifica a pressão política sobre o governo, às vésperas da abertura oficial dos Jogos Olímpicos de Londres, marcada para esta sexta-feira.
Ver mais em: http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20612&boletim_id=1297&componente_id=21208
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