Heberth Xavier_247 - No mesmo dia em que o senador tucano Álvaro Dias (PR) foi à tribuna defender a deposição do ex-presidente paraguaio Fernando Lugo, seu colega de Parlamento, Roberto Requião (PMDB), conterrâneo de Dias, respondeu em defesa do presidente deposto.
Também da tribuna do Senado, Requião usou da ironia para classificar como golpe o que seu conterrâneo minimizou como um mero instrumento democrático de troca de poder: “Num processo de multa de trânsito, o cidadão paraguaio tem dez dias para apresentar sua defesa e mais cinco para um recurso”, disse Requião. Como se sabe, Lugo teve apenas 18 horas para defender-se no processo de impeachment levado a cabo pelo Congresso paraguaio - tempo, segundo Álvaro Dias, mais do que suficiente.
“Quem apoia Franco (Federico Franco, o vice de Lugo que tomou o poder no Paraguai) apoiaria um golpe no Brasil”, disse Requião. “A direita e os jornalões louvam o golpe paraguaio como louvaram o golpe contra Goulart, em 64.”
“Lá e cá, a imprensa transformou-se em partido político, liderando o golpe; no Paraguai, o ABC Collor e quetais; no Brasil, o Globo, o Estadão, o Jornal do Brasil, o Correio da Manhã e seus abomináveis editoriais que gritavam “Basta” e “Fora”, conclamando os militares à deposição do presidente Goulart.”
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