Para o xororô da mídia conservadora, presidente cada vez mais diz o que pensa, marca posição e faz o que considera certo; no exterior (acima, com Obama, ontem), atacando a ortodoxia com que a crise financeira vai sendo enfrentada e o militarismo; internamente, leal a compromissos populares, ela se recusa, por mais que artigos de jornal a empurrem, a quebrar sua lealdade com Lula.
247 – O sonho dos políticos, pensadores e da mídia conservadora nacional de ver a presidente Dilma Rousseff romper, ainda que minimamente, seus compromissos com o ideario defendido por ela mesma com sangue e garra, em seus tempos de enfrentamento à ditadura militar, acaba de acabar. Ontem, ao inaugurar a assembleia gera da ONU, a presidente não apenas reafirmou as críticas que têm feito à maneira conservadora com que os países ricos enfrentam a crise financeira internacional, mas ampliou o leque de atenções do Brasil na direção de governos expulsos do chamado main stream internacional, como as nações africanas, o Estado da Palestina e Cuba. Cunhando a expressão "islamofobia" e atacando abertamente a histórica política dos países ricos de armarem oposições a governos que não lhes interessam mais - no caso presente, e citado nominalmente pela presidente, da Síria --, Dilma fez como se batesse com a mesma luva de pelica em todo o G-7, o bloco dos países ricos, e, especialmente nos Estados Unidos do presidente Barack Obama. Sem concessões, ela condendou a escalada armamentista e, em troca, ofereceu a altertativa da produção de alimentos como verdadeira ferramenta da paz. VER MAIS
Nenhum comentário:
Postar um comentário