247 - O presidente dos EUA, Barack Obama, ocupou a tribuna da Assembleia Geral da ONU fazendo, na prática, um apelo pelo fim das hostilidades contra instalações do país ao redor do mundo. Ele inicou com uma breve biografia do embaixador Cris Stevens, morto durante um ataque à embaixada americana em Bengazhi, na Líbia, duas semanas atrás. "O futuro não pode pertencer àqueles que caluniam o profeta do Islã", disse. Ele lembrou que a liberdade religiosa é garantida nos EUA, assim como a liberdade de expressão. Afirmou que o governo do país não se sente responsável pelo vídeo que foi considerado agressivo pelos muçulmanos, e desprovou a atual onda de ataques contra instalações americanas. "A queima de uma bandeira americana não promove a educação de uma criança. A queima de uma embaixada não cria um emprego", afirmou. Obama anunciou que os EUA manterão sanções contra a Síria, até o fim do regime do presidente Bashar Al Assad.
O presidente dos EUA, após defender o Estado de Israel, afirmou que o governo do Irã "vez após vez" falhou em provar que disse que o regime de Teerã financia grupos terrorista ao longo do mundo. "Uma corrida nuclear no Irã pode provocar a desestabilização de toda a região e tornar nulos os acordos de não proliferação de armas nucleares", pontuou, deixando claro que os Estados Unidos não temerão em agir militarmente. Ressalvou, porém, que "ainda há tempo e espaço" para uma negociação pacífica.
Obama lembrou que "Osama Bin Laden não existe mais", que os EUA e a Rússia reduziram seus arsenais nucleares e que novas parcerias foram formadas para combater a corrupção. "Tudo isso me dá esperança", disse, para ressaltar que é o povo do mundo que está atuando para melhorar a vida, "como os jovens nas favelas do Rio", citou. "Para cada pessoa zangada que aparece na tevê, há bilhões que estão unidas em um só sentimento".
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/81376/Dilma-O-mundo-em-lugar-de-armas-quer-alimentos.htm
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