247 – Roberto Jefferson, pivô e delator do mensalão, é um condenado pela Justiça. Seu destino foi selado ontem quando o ministro Gilmar Mendes proferiu o sexto voto pela condenação, pelo crime de corrupção passiva. O ex-deputado recebeu a quantia de R$ 4,5 milhões e, entre o fim de 2004 e início de 2005, pressionava o PT para receber os R$ 20 milhões acordados.
Jefferson dizia que todos os partidos se venderam ao esquema do mensalão, menos o PTB, que teria feito apenas caixa dois – o que se provou até agora é que todos os acordos foram semelhantes e isso foi entendido pelo STF como venda de apoio político.
Em todos os momentos, a motivação de Jefferson foi a chantagem pura e simples. Mas há uma ala no Supremo Tribunal Federal, comandada pelo ministro Luiz Fux, e também em parte da imprensa, que defende o seu perdão judicial. No entanto, a possibilidade prevista em lei para o perdão é a delação premiada. E Jefferson recusa para si o papel de dedo-duro.
Será que o STF terá coragem de condenar praticamente todos os réus e condenar um corrupto confesso, que recebeu R$ 4,5 milhões e fez suas denúncias porque queria R$ 20 milhões? Leia a íntegra aqui
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