247 – Federico Franco, presidente do Paraguai, que chegou ao poder após a deposição sumária de Fernando Lugo, tem um modo peculiar de enxergar a realidade. No dia em que a Venezuela foi aceita no Mercosul, em Brasília, ele submeteu o caso ao Congresso do seu país, como se o Paraguai, que está suspenso do Mercosul, ainda tivesse poder de veto.
Neste domingo, o jornal Estado de S. Paulo publica uma entrevista com Franco (leia mais aqui), na qual ele afirma que o problema de seu país não é com a Venezuela em si, mas com Hugo Chávez. “Nosso problema é o presidente Chávez, o EPP e a relação desse grupo terrorista que temos aqui com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), que são apoiadas por Caracas. Esses grupos irregulares, deploráveis e terroristas, fizeram do medo um negócio, sequestrando e matando. Nessas condições, não podemos aceitar a Venezuela e ninguém no Paraguai quer ter relações com EPP, Farc ou Chávez”, disse ele.
Franco chegou ao poder após um golpe parlamentar e Chávez, em breve, deve ser reeleito para mais um mandato na Venezuela. Apesar disso, o presidente paraguaio afirma que a cláusula democrática do Mercosul deveria ser usada para vetar o ingresso do país andino. “No Paraguai, quase ninguém acredita que Chávez tenha credenciais democráticas. Um país onde se governa por decreto e sem Congresso, onde a opinião popular só conta nas urnas, onde se apoia as Farc”, diz ele. No fim, Franco pediu que Dilma Rousseff escute a voz dos 500 mil brasiguaios e normalize rapidamente as relações com o Paraguai.
Aariel Bega
Paraguai é nadica de nada. Paraguai é como aquele cunhado que vive hospedado na sua casa, levanta tarde, toma café e dorme de novo e por cima lhe deve muito e vive lhe pedindo dinheiro emprestado e você mesmo a contra gosto pra não contrariar a cara metade muita das vezes empresta pra não gerar uma crise familiar. Você fica torcendo pra ele pedir um dinheiro pra pagar a passagens e se mandar. Mas enquanto isto. Assim é o Paraguai. Só dá trabalho!
LuizMS
O Brasil 2+4+7=13 é incoerente. Se o que houve no Paraguay foi golpe, então nem ele e nem a Venezuela poderiam ser do mercosul. Se a deposição de Lugo foi democrática, o Paraguay deveria continuar no Mercosoul e a Venezuela não ser admitida. Em ambas as hipóteses, só não cabe no mercosul a Venezuela. Entendeu ou quer que eu desenhe?
AugustoCesar
Paraguay é um bom exemplo para o Brasil, neste momento em que sua estrutura política gera esse impeachment desastrado e que só beneficiou o pequeno grupo de sempre, aqui no Brasil que se discute a reforma eleitoral, a eleição do congresso no Paraguay é realizada por meio da lista sábana (lista fechada) onde o povo vota em seu candidato e quem é eleito é o primeiro da lista, geralmente um mafioso ou latifundiário. Este processo privilegia atos individualistas e covardes como este agora discutido, pois as urnas não tem o poder de puni-los, ai podemos entender como fica fácil criar um monstro(a esquerda, o Império do Brasil ou Chávez) com ajuda dos meios de comunicação e da estrutura da CIA e jogar a culpa sempre nele, induzindo povo a votar sempre em sua lista do partido colorado. Por isto esse radicalismo de direita, e vemos tanto lá como cá, essas frases radicas de critica pela critica sem um pingo de pesamento próprio é a forma de se perpetuarem no poder. Um pais não pode mais ser administrado como torcidas de futebol, onde só existe dois times em campo(esquerda e direita), a sociedade é muito mais que isto, pelo menos esperamos mais que isto.
Janaína
Esse caudilho paraguaio é patético e boçal.
Marieta Bocamarte O melhor para todos nós é esquecermos deste país parasita. Vários dos políticos da falida Oposição brasileira (Álvaro Dias, por exemplo) e a grande imprensa que lidera dita Oposição, teimam em ficar dando eco ao almofadinha-presidente paraguaio. Elas, autoridades paraguaias, que se virem agora. Dirigentes do Mercosul as procuraram antes da derruba de Lugo pedindo para que meditassem sobre o ato gerador consequências danosas à democracia. Agora estão com essa choradeira toda? Que se virem e comecem a pagar a conta da energia elétrica gerada por Itaipu, que está em atraso. Acendam a lamparinas, se é que as têm. Assim, verão, na escuridão em que se encontram, a besteira que fizeram.
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