247 – O candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomano, está brilhando não apenas nas pesquisas de opinião, mas também nos grampos da Operação Monte Carlo. Em reportagem do jornal Correio Brasiliense, revelou-se que a PF flagrou, em suas escutas, o doleiro da organização de Carlinhos Cachoeira, Alex Antônio Trindade, contando a um interlocutor chamado Fábio que tinha contrato com Russomano para a transferência de R$ 7 milhões para uma conta mantida pelo deputado no exterior. Segundo Alex, o dinheiro já estaria "disponivel" para ser transferido, na forma de R$ 4 milhões em uma conta bancária e outros R$ 3 milhões guardados dentro de um cofre, em espécie. Segundo as investigações da PF, Alex Trindade era ligado a Gleyb Ferreira da Cruz, homem de confiança de Cachoeira encarregado de coordenar as transferências de recursos do bando de instituições financeiras, brasileiras e internacionais, para empresas de fachada e beneficiários da quadrilha. Gleyb foi preso durante a Operação Monte Carlo, mas foi solto em junho.
O candidato do PRB rebateu as acusações. "Isso não existe, não conheço essas pessas, não tenho nenhum contato com elas", disse. "Quero a apuração de tudo. Não se brinca com o nome das pessoas como estão brincando com o meu". Ele resolveu tomar uma atitude formal. "Vou fazer um ofício e colocar à disposição da PF todo o meu sigilo financeiro desde os 18 anos de idade. Meu sigilo fiscal está à disposição de quem quiser". Com 26% de intenções de voto na pesquisa Datafolha, Russomano está tecnicamente empatado com o atual lider José Serra, do PSDB, com 30%.
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