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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Chanceler paraguaio diz que entrada da Venezuela no Mercosul é 'inaceitável'

"Medida não contribui para a integração" - Marcos Brindicci/Reuters
ASSUNÇÃO - "Inaceitável" foi a palavra que o chanceler paraguaio, José Félix Estigarribia, escolheu em entrevista exclusiva ao Estadopara qualificar a entrada da Venezuela ontem no Mercosul, à revelia do Paraguai. Estigarribia afirma que seu ministério está tentando lutar contra setores importantes da sociedade paraguaia que querem bater a porta e sair do Mercosul.
Ao fim da entrevista, o diplomata de carreira desabafou. Disse que essa é a missão mais difícil à frente da chancelaria paraguaia desde os tempos de José Bérges, ministro durante a Guerra do Paraguai (1864-1870) - que acabou executado.
 
Estado: Qual é a mensagem do Paraguai hoje, dia da entrada da Venezuela no Mercosul?
José Félix Estigarribia: Consideramos inaceitável essa decisão, que em nada contribui ao bom desenvolvimento da integração regional. Sobretudo, a entrada da Venezuela posterga novamente a possibilidade de os quatro países fundadores do Mercosul sentarem-se à mesa de negociação e encontrar as soluções para o futuro do bloco, incluindo aí a discussão do tema da incorporação da Venezuela. A situação que estamos vivendo fez com que o governo paraguaio enviasse hoje (ontem) ao Congresso o protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul. Vai depender agora do Congresso paraguaio a admissão ou não de Caracas no bloco.
Estado: E provavelmente o Congresso recusará a entrada de Caracas.
José Félix Estigarribia: Não posso dar instruções ao Congresso, como a presidente Dilma Rousseff diante do Parlamento brasileiro. Se os parlamentares paraguaios recusarem, surge uma nova dificuldade, algo que confirma minha tese: sentemos para dialogar, que encontraremos o caminho da solução. A presidente Dilma falou hoje que éramos cinco países (no Mercosul), mas o Paraguai não teve direito de decisão diante dessa adesão.
Estado: A imprensa paraguaia fala o tempo todo da "morte" do Mercosul e de uma retirada do Paraguai. Há risco de Assunção unilateralmente deixar o Mercosul?
José Félix Estigarribia: Reafirmo a vontade da chancelaria paraguaia de não sair do Mercosul. Mas meu ministério está submetido a um bombardeio da sociedade paraguaia, que encontra cada vez mais dificuldade de se sentir parte do espírito de integração. Há uma enorme quantidade de vozes na imprensa paraguaia afirmando que nós não estamos agindo corretamente, que estamos sendo brandos demais. O espírito de integração está morrendo. Algo que afetou muito os paraguaios foram as medidas tomadas pela Argentina, contrárias também ao Brasil e ao Uruguai - isso antes do julgamento político (de Lugo). Agora, sob sanções, é muito difícil mostrar ao país e à sociedade as virtudes e vantagens de participar do bloco.
Estado: Mudando, então, o sentido da pergunta: a possibilidade de uma saída paraguaia do Mercosul não está descartada?
José Félix Estigarribia: Na política é muito difícil dizer "isso nunca vai ocorrer". Mas a chancelaria paraguaia fará tudo o que for possível para permanecer no bloco. Estamos em uma sociedade democrática e devemos respeitar o que as pessoas dizem. Sabiamente, a Constituição paraguaia proíbe a submissão de assuntos internacionais a referendo, pois se nossa permanência no Mercosul fosse a uma votação popular, muito provavelmente iríamos embora. Quando um presidente sul-americano, cujo nome não vou falar, diz que o político prima sobre o jurídico na integração regional, convencer os paraguaios a permanecer no bloco é ainda mais difícil.
Estado: E qual é a saída para a crise?
José Félix Estigarribia: Que nos aceitem, que todos os membros sentem-se à mesa de negociação, nos escutem e nós os escutaremos atentamente.
Estado: Em seu primeiro dia como chanceler, o sr. afirmou ao 'Estado' que Lugo de fato teve pouco tempo para se defender. O sr. mantém essa opinião?
José Félix Estigarribia: Sim, essa ainda é minha opinião. Mas muito mais grave é o fato de os países vizinhos nos condenarem sem nos dar nenhum direito a defesa. Os que nos acusam foram muito mais radicais. Você é testemunha do que está acontecendo no Paraguai. Onde está o estado de emergência aqui? Como estão as ruas? Quantos editoriais da imprensa brasileira se referem aos ataques à liberdade de imprensa em países que agora se sentem juízes do Paraguai? Não fechamos nenhuma rádio, jornal, TV ou qualquer veículo de comunicação aqui. A imprensa é livre. Aqui não acontece nada disso e os órgãos de imprensa atuam livremente, mesmo que nos criticando todos os dias. Teremos eleições livres em abril, das quais o presidente não é candidato, por um compromisso público que fez. Parece uma das melhores democracias do mundo. Pelo menos parece.
Estado: Há congressistas brasileiros em defesa do governo paraguaio. O sr. mantém que tipo de contato com eles?
José Félix Estigarribia: Me comunico com muita gente no Brasil. Há pessoas importantíssimas do lado do Paraguai, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, os ex-chanceleres Luiz Felipe Lampreia e Celso Lafer, ou o embaixador José Botafogo Gonçalves. Isso indica que nossa posição é a correta - como não podemos agradecer a eles?
COMENTÁRIOS:
Eros José Alonso - Inaceitável foi a derrubada de Lugo de forma planejada,com anos de antecedência e acompanhamento dos EUA,que de imediato reconheceu o novo governo paraguaio.Inaceitável é sabermos que o Senado paraguaio recebeu vantagens dos EUA para barrar a Venezuela no Mercosul, entidade boicotada e sabotada pelos EUA desde sua criação. Agora, inaceitável mesmo é para o povo paraguaio continuar vivendo em um país onde 90% das terras estão nas mãos de 1% da população e onde senadores, juízes e praticamente todas autoridades são latifundiários que jamais irão votar ou decidir a favor de uma reforma agrária, única forma de impedir que o país entre em guerra civil em um futuro próximo.Mais inaceitável, mas prazeroso até para alguns, será a instalação de uma base militar em El Chaco, região em Litígio entre Paraguai e Bolívia.Digo prazeroso, porque essa base fará surgir guerrilhas ávidas pelo sangue de invasores. Quanto aos latifundiários do Brasil com interesses no Paraguai, que saibam então que os carperos querem o país de volta.O Paraguai não vive sem o Brasil comprar seus produtos.Não tem como exportar nada. Basta fechar as fronteiras e acabou.Que façam Eleições e voltem,se quiserem,ao Mercosul.
Antonio Pichek - Sobre o Paraguai não sei não, mas que a Venezuela tem que fazer parte do Mercosul isso tem sim. É só olhar o seu PIB e vai se constatar que tem que fazer parte. Isso não demonstra que sou seguidor do Hugo Chávez.
Nilto Menelli - Alguns não entenderam a jogada do PY. Malandro sempre quer levar vantagem (sem trabalhar). O PY queria tirar uma lasquinha, um contrabandozinho, qualquer coisa, enfim. Tava tratando com gente de muito mais escola. Se deram mal. Querem ficar fora. Fiquem. Vão vender porcaria chinesa pra quem? Ah! Quem sabe voltam a tentar obter uma base americana, como queriam. Vê se os USA são tão burros.
Afonso Bragaglia - Parece que muitos aqui estão querendo isolar o Paraguai assim como o Clube dos Bolivarianos. Creio ser ,além de uma ilegalidade e um desrespeito a um dos sócios co fundadores, altamente temerária a ilegal medida pois enseja o abandono do Paraguai do bloco e abre espaço para uma indesejável base militar norte americana no país vizinho. Enfim, uma lambança bem típica de quem combate o imperialismo americano de dia mas de noite sonha com a possibilidade de ocupar essa postura, é a cara da Nova Ordem Bolivariana.
Pierluigi Dei Romani  para Afonso Bragaglia – Não é querer isolar o Paraguai.  É preciso isolá-lo.  Quais benefícios reais, palpáveis, ele traz ao Mercosul.  Absolutamente NADA!  Na verdade, este país vive dependurado nos demais sócios, principalmente no Brasil.  Se fecharmos as fronteiras com rigor, eles irão vender a quinquiralharia que repassam da China e de mais países falsificadores de produtos a quem?  É um país cujo povo é rancoroso e petulante.  Que vive do passado, que não lhes foi favorável.  Para mim, eles podem permitir a instalação de base militar norte-americana.  Os EUA jamais irão tomar qualquer ação militar contra o Brasil e demais sócios do Mercosul.  Eles não são loucos!  Se fizerem isso, irão abalar ainda mais as suas finanças, a troco de nada.
Felix Santos Neto  - O mais gaiato de todos na Amériqueta é o índio boliviano que hoje resolveu expulsar a Coca-Cola e o McDonald´s. Tal como a Venezuela em futuro próximo estes ditadoreszinhos desaparecerão e tudo voltará tal qual antes.
Pierluigi Dei Romani para Felix Santos Neto – O presidente Evo Morales expulsou a Coca-Cola e o Mc Donalds?  SE O FEZ, ACERTOU EM CHEIO!  Para que servem tais empresas?  Aqui no Brasil, a Coca-Cola comprou empresa engarrafadora de água e está vendendo para nós mesmos.  Pode um negócio desses?  O Mc Donalds com suas comidinhas e Xburgues repletos de temperos artificiais cancerígenos estão provocando malefícios na população, principalmente aos mais jovens.  Quem come as suas porcarias engorda muito, entupe as veias, fica com problemas de saúde e quem gasta são os governos.  Só bobo é se deixa levar por propaganda que é paga por TODOS nós brasileiros.  Eles estão é levando o nosso dinheiro!
Xica da Silva - Pouco importa se Hugo Chavez é bonzinho ou malvado. Governo passa, mas a Venezuela fica. É sim muito interessante adicionar ao Mercosul um país que tem 345 bilhões de PIB e uma das maiores reservas de petróleo do mundo.
PIERLUIGI DEI ROMANI - Como tudo no mundo é cambiável e relativo, vamos analisar a situação sem paixões!  Vamos pragmatizar a questão.  Panorama atual: Já tardava a entrada da Venezuela no Mercosul.  Com Chávez ou sem Chávez.  O Congresso paraguaio estava segurando a provação há mais de 2 anos.  Porquê?  A resposta fica a critério de cada um.  Continuando o raciocínio: com o impasse provocado, o que é melhor para o bloco em termos comerciais, estratégicos?  Paraguai ou Venezuela. Nem é preciso responder, não é?  Lamentamos a suspensão do Paraguai. E que seja definitiva!  Sua falta não será sentida. Suas autoridades estão esperneando porque sabem que dias piores os esperam. O Mercosul tem investido no Paraguai, através de fundos, mais de U$ 500 mi gratuitamente. O país tem práticas não são recomendáveis.  Não passa de um ENTREPOSTO de bugigangas.  Um país de ilegalidades, de falsificações de produtos.  Veículos roubados aqui rodam legalmente nas ruas do nosso vizinho.  E suas autoridades são coniventes.  Lógico, elas são inescrepulosas!  É preciso mudar radicalmente as diversas políticas  e práticas no Paraguai.  Primeiro, é preciso mudar a sua carcomida e atrasada elite.  E isso é por conta deles.


 

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