Costumeiramente, consegue analisar e palpitar sobre algo em duas versões. Pensa ele: "uma delas irá colar". Às vezes, apresenta três ou quatro situações para o mesmo fato. Aí, suas chances de acerto aumentam, não é?
Sobre o julgamento em curso do "Mensalão" ou Ação Penal 470, primeiramente ele havia sugerido que os ministros ouvissem a opinião pública. Agora, aparentemente arrependido, pede que rejeitem as pressões e votem pela lei.
No primeiro vídeo abaixo, FHC adota um discurso aparentemente moderado, ao pedir decisões ancoradas na lei. “O que for correto, absolve; o que for crime, castiga”, diz ele. Mas ele também afirma que, embore julgue pela lei, o juiz também deve saber que ela tem relação com a vida, ou com aquilo que ele imagina ser a “opinião pública”.
Esse fraseado sucita uma questão bastante grave: qual "opinião pública" deve ser considerada? A da revista Veja ou a da CartaCapital? Do jornal O Globo ou da revista Retrato do Brasil? Qual dos jornalistas: Reinaldo Azevedo ou Paulo Henrique Amorim?
E alguém perguntou: "E se o povo, incitado por terceiros, resolver exigir linchamento dos indiciados"?
Já no segundo, como uma Maria Madalena arrependida, apresenta a nova versão do que "deveria" ter dito quando da primeira vez.
Assista as duas versões:
No andar do andor, o nosso ex-presidente também conhecido por FHC acabará por receber o apelido carinhoso de FHC-GAGÁ!
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