Caso Andressa: “Veja não faz e não publica dossiês”
247 – De forma tímida, a revista Veja se defende, neste fim de semana, de mais um escândalo relacionado com o bicheiro Carlos Cachoeira, que também contribui para manchar sua reputação.
No começo da semana, como se sabe, Andressa Mendonça, esposa do contraventor, quase foi presa depois de tentar chantagear o juiz Alderico Rocha Santos com a ameaça de publicar um dossiê em Veja, pelas mãos do jornalista Policarpo Júnior, que era chamado por Cachoeira, nos grampos da Operação Monte Carlo, de “caneta”. Só não foi presa porque pagou uma fiança de R$ 100 mil – e em dinheiro vivo.
Em sua nova edição, que dedica a capa à novela Avenida Brasil, Veja anuncia medidas judiciais para apurar o que chama de “uma bela de uma farsa”, protagonizada por Andressa.
Gurgel deixou brechas para a defesa na AP 470
247 – À primeira vista, o julgamento da Ação Penal 470 aponta um viés pela condenação dos réus. Por mais de cinco horas, Roberto Gurgel atacou o que apontou como “mais atrevido” e “mais provado” esquema de corrupção da história. Citou Chico Buarque, ao dizer que “dormia a pátria mãe tão distraída, sem perceber que era subtraída” e fechou sua peça com o impactante pedido de “prisões imediatas” para os réus – o que será também defendido pelo relator Joaquim Barbosa.
No entanto, a próxima semana terá um andamento totalmente distinto. Será a vez do contraditório, quando falará a defesa. E cada advogado dos réus terá uma hora para sua exposição. Todos terão oportunidade para aproveitar algumas brechas deixadas por Gurgel. Em nenhum momento, por exemplo, o procurador-geral conseguiu provar a relação entre os pagamentos e votações no Congresso. Da mesma forma, não indicou regularidade na liberação de recursos a parlamentares – o que caracterizaria o mensalão. E quanto ao uso de dinheiro público, também não foram apresentados fatos novos.
Dirceu, defendido por José Luiz de Oliveira Lima, apontará a ausência de provas documentais e testemunhais (excluindo Jefferson) contra ele.
Ver mais em: http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/73488/Gurgel-deixou-brechas-para-a-defesa-na-AP-470.htm
Abril, de Civita, é condenada a pagar R$ 200 mil ao governador de Sergipe
Por Elton Bezerra, do Conjur - A Editora Abril foi condenada pelo Tribunal de Justiça de Sergipe a pagar R$ 200 mil em indenização por danos morais ao governador do estado, Marcelo Déda (PT), devido ao conteúdo de uma reportagem publicada pela revista Veja em 2006 que o acusava de desvio de recursos públicos. O advogado Alexandre Fidalgo, do escritório Espallargas, Gonzalez, Sampaio, Fidalgo Associados, que defende a Abril, disse que vai recorrer da decisão.
Segundo o processo, na edição 1955 da revista, a reportagem intitulada “Micareta Picareta” afirmava que “Marcelo Deda, do PT, desviou dinheiro público para animar sua campanha a governador”.
Maílson enterra Mercosul; indústria festeja
247 – Em artigo publicado na revista Veja deste fim de semana, o ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega, afirma que a entrada da Venezuela no Mercosul representa o fim do bloco, definindo-a como o “prego no caixão”. Segundo ele, com Hugo Chávez entre os parceiros, aumentaria a instabilidade do bloco e acordos com outros mercados, como Israel, com quem a Venezuela não tem relações diplomáticas, seriam inviabilizados.
Em reportagem interna, a revista também afirma que “sai o Mercosul e entra em cena o Mercochávez”. Segundo a revista, o próximo sócio poderia ser a Bolívia, onde, segundo Veja, “o narcotráfico tem a conivência do governo”.
No entanto, entre empresários, o ingresso da Venezuela no Mercosul foi saudado como decisão positiva. Reportagem da Folha deste sábado aponta que a mudança no bloco deve aumentar as exportações de produtos manufaturados. “Eles demandam praticamente tudo e temos muita facilidade de diversificação naquele mercado”, afirma Eduardo Abijaodi, diretor da Confederação Nacional da Indústria.
No comércio bilateral entre Brasil e Venezuela, o saldo comercial do País é favorável em US$ 3,3 bilhões.
Ronaldo Irion -- De fato, o popular Ministro da Hiperinflação torce contra a América Latina. A propósito, quantos serão os jornalistas e "especialistas" pagos pela CIA aqui no Brasil?
Agência de classificação prevê recessão profunda e extensa na Itália
A agência de qualificação de risco Standard & Poor's avalia que a Itália enfrentará uma recessão "mais profunda e extensa do que o previsto" e com amplas repercussões sobre os bancos de todo o país.
A previsão da agência é de uma queda de de 2,1% em 2012 e de 0,4% em 2013 do PIB (Produto Interno Bruto) da Itália.
A Standard & Poor's disse que, em relação a outros países da área do euro, como França e Alemanha, a economia italiana não se recuperou da recessão de 2008-2009 e as consequências da situação econômica se refletem nas instituições financeiras.
"O atual estado da economia italiana está aumentando a vulnerabilidade da qualidade dos ativos dos bancos italianos", apontou.
Nos bastidores, ministros apontam fragilidade na acusação do mensalão
A contundência da sustentação oral do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que incluiu pedidos de prisão de 36 dos 38 réus do processo do mensalão, não livrou seu trabalho de críticas reservadas de ministros do Supremo Tribunal Federal e de autoridades que acompanharam as investigações do escândalo.
O potencial beneficiário de alegadas falhas no trabalho do Ministério Público Federal é o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.
A corte está dividida. Alguns ministros do Supremo usarão o que consideram fragilidades da acusação para votar pela absolvição dos principais réus do processo. Outros magistrados, mesmo com reprovações à peça acusatória, mostram-se dispostos a condenar os protagonistas do escândalo que abalou o governo Luiz Inácio Lula da Silva em 2005.
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