É verdade e não é motivo de orgulho, sabermos vigorar entre nós, essa conduta deletéria à qual damos o epíteto charmoso de “jeitinho”. Isso é muito ruim para a formação e desenvolvimento do nosso povo, para o aperfeiçoamento das relações nos vários setores da vida nacional. Assim mesmo, o jornal londrino deveria tomar cuidado com essa adjetivação, principalmente, aos condutores da economia brasileira porquê:
- Primeiro, a equipe econômica brasileira, diversamente de outros tempos, age no sentido do estrito interesse nacional. É abnegada e visa o bem-estar dos nacionais e do país;
- Segundo, sentimos que o artigo do Financial Times (FT) (*) tem endereço certo e em grande parte, é fruto de interesses contrariados. Parece, que por detrás da grita do jornal, camuflam-se banca financeira, especuladores e outros. Os grandes fundos de investimento e os mais insensíveis mercadores de dinheiro sem pátria vêem a terra lhes fugir aos pés no momento em que o nosso país derruba vigorosamente a taxa Selic e aplica, sem dó e sem piedade, o IOF sobre os recursos que aqui aportam simplesmente para especular. Respectivos ganhos, até então auferidos, serviram para cobrir os rombos e à satisfação dos aplicadores e detentores de capitais financeiros;
- Terceiro: A equipe econômica do país não pode e não deve ser considerada pelo FT de estar a brincar e a dar “jeitinhos”. Não são trapaceiros! Repito: nossas autoridades econômicas atuam em favor dos interesses do país e de sua gente;
- Quarto, já tarda a hora de o Brasil vir a fazer uma rigorosa e imparcial revisão nos contratos firmados com entes internacionais. Para assumir o governo e tranqüilizar os “mercados” Lula se viu obrigado a firmar compromisso de respeitar os contratos existentes, aqueles estabelecidos com órgãos e banca financeiros. Agora, o governo se chama Dilma e ela não se comprometeu a nada, pelo que sabemos.
Mídias
Estamos a assistir as tentativas das mídias nacionais conservadoras em fazer desacreditar as medidas governamentais, medidas muito justas por sinal, de baixar o custo da energia elétrica. Referidas mídias se postam ao lado dos interesses inarredáveis de determinadas companhias estaduais de energia e de seus acionistas sejam majoritários ou minoritários na vã ilusão de fazer crer àqueles que as lêem, vêem ou ouvem, que são ações inócuas e ruinosas. Fingem desconhecer os benefícios que estão para chegar aos bolsos de aproximadamente 200 milhões de pessoas físicas, das entidades comerciais, industriais, dos profissionais liberais. Do barateamento da produção de bens e serviços próprios.
Sob as luzes da razão e dos princípios entendemos que todos têm o livre direito à manifestação e à liberdade de expressão. Nós pensamos entender dos seus porquês e lamentamos o presente posicionamento do Financial Times.
(*) Leia original aqui
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