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domingo, 14 de agosto de 2011

As várias faces da moeda II

13-08-2011 by  in Economia, Opiniões

Compartilho a matéria publicada na Revista Conexão de Agosto que já está nas ruas. 
Na coluna anterior abordei a maneira pela qual nomes frequentes do noticiário econômico interagem com o nosso dia a dia. Nessa segunda parte, continuo nesta linha, mas desta vez tratando de outros três conceitos: crescimento, dívida e reservas internacionais.

Por que é tão importante para uma economia crescer? Por que os jornais falam tanto da preocupação de Brasil, Estados Unidos, Europa, enfim, do mundo todo em crescer? Entre diversas razões, existem duas que considero como principais: a primeira delas é que um pais que cresce, na média acima dos 4%, tem condições de absorver os jovens que estão chegando ao mercado de trabalho, mantendo a geração de emprego e sustentando os investimentos e gastos futuros com programas sociais e aposentadorias (uma vez que crescimento aumenta a arrecadação de impostos que por sua vez sustenta essas atividades). A segunda razão é que crescimento é um indicadores de que uma economia segue forte e confiável. Isso aumenta a atratividade de investimentos no país, ou seja, investidores internacionais compram títulos e investem em negócios locais mais intensamente nos países que crescem à taxas maiores. Esse ciclo é muito positivo para a manutenção do desenvolvimento e do próprio crescimento (vejam por exemplo o caso da China que cresce há anos ao redor dos 10% e recebe grande fluxo de investimentos).

Passando para o segundo ponto de hoje, olhemos para a Dívida ou Grau de Endividamento. Uma das modalidades de dívida de um país é a externa, ou seja, a dívida que um país tem em moeda estrangeira, como por exemplo o dólar. É quanto o país deve para investidores ou países estrangeiros. Quando o Brasil precisa, por exemplo, de dinheiro para pagar suas despesas ou quitar empréstimos que estão para vencer, o governo emite os conhecidos títulos da dívida que são comprados por outros investidores ou outros países. Quanto menor a dívida externa, menor é a dependência e vulnerabilidade da nossa economia. Outra modalidade de dívida é a chamada dívida interna composta de moeda local junto aos bancos e empresas privadas. Ela é a soma do que união, estados, municípios e empresas publicas têm de endividamento com terceiros. Para ambos dos tipos de dívidas mais importante que seu valor é a capacidade de pagamento ou financiamento das mesmas, da mesma forma que nossas dívidas particulares.

Por fim, o terceiro conceito é o de Reservas Internacionais. Imaginem uma grande caderneta de poupança que tenha como dono um pais e não uma pessoa: essa é a soma das reservas internacionais de uma economia. No caso brasileiro, as reservas internacionais vem subindo e hoje estão em um patamar de US$330 bilhões, fazendo com que estejamos longe de precisar da ajuda financeira do FMI como ocorreu no passado. Essas reservas aumentam quando o saldo de transações com o exterior é positivo, ou seja, quando entra no Brasil mais moeda estrangeira do que sai. Por um lado, a posse de reservas elevadas é boa para o país, pois trata-se de um colchão contra crises. Além disso, é mais um elemento de credibilidade para o país, assim como o crescimento mencionado anteriormente. Por outro lado, também temos que observar o custo do aumento das reservas. Se a captação de dinheiro custar mais do que o rendimento do mesmo, há custos financeiros para a manutenção dessas reservas e isso não é positivo. Essa porém já é uma discussão permeada de excessivos termos e conceitos econômicos.

Vale mencionar que esses três conceitos tem grande interação com nosso Banco Central, já que são suas políticas que afetam a taxa de crescimento, o grau de endividamento e o nível das reservas. Também fica a cargo do Banco Central o controle da inflação que aqui é gerenciado pelo sistema de metas. O site do banco é bem estruturado e traz informações para leigos e para expertos (www.bcb.gov.br). Se você gosta de economia e quer continuar lendo sobre temas do cotidiano, recomendo também os artigos do meu blog (www.marceloscarcelli.com). A todos vocês um mês de aumento de reservas, queda de endividamento e muito crescimento pessoal e profissional.

http://marceloscarcelli.com/2011/08/13/as-varias-faces-da-moeda-ii/

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