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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Expectativa - economia brasileira crescerá menos

Morgan Stanley reforça pessimismo sobre crescimento do Brasil

22 de agosto de 2011 

SÃO PAULO - Os bancos e as consultorias já estão revendo suas expectativas de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano em função das expectativas de desaceleração no crescimento dos Estados Unidos e a Europa. Nesta segunda-feira, 22, o banco norte-americano Morgan Stanley reduziu sua projeção para a expansão da economia do País para 3,7%, ante estimativa anterior de 4%. Para 2012 a previsão foi revisada de 4,6% para 3,5%.



O mercado financeiro, representado pelas 100 instituições ouvidas na pesquisa semanal Focus, do Banco Central, também reduziu sua projeção para o PIB em 2011 nesta segunda, de 3,93% para 3,84% . Para o ano que vem, a projeção para o crescimento da economia foi mantida em 4%.
Na semana passada, o Goldman Sachs ajustou suas previsões para a economia brasileira. O banco agora prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro crescerá 3,7% em 2011 e 3,8% em 2012, ante o crescimento de 4,5% e 4%, respectivamente, projetado anteriormente.
A MB Associados revisou a projeção do PIB de 2011 para 3,9%, de 4,2%. "A turbulência internacional trouxe a discussão sobre possíveis impactos na economia brasileira", diz relatório da consultoria. O maior impacto decorre das menores exportações e da desaceleração da indústria. Por enquanto, segundo a MB Associados, o setor de serviços é pouco afetado.
O banco UBS foi outra instituição a rever os cálculos. Em relatório, o banco afirma que o crescimento do Brasil vai desacelerar em 2011, com a queda das exportações e o declínio nos investimentos. O banco recalculou suas previsões e agora diz que o País vai crescer 3,1% em 2011, em vez do número anterior de 3,9%. Em 2012, o crescimento deve ser de 3,6%, e não mais de 4,1%.
A consultoria Tendências também está revisando a perspectiva de crescimento da economia brasileira para 2011, principalmente por causa de a produção industrial de junho ter sido mais fraca do que o esperado. "Acreditamos que isso terá um impacto no PIB do segundo semestre", diz a economista Alessandra Ribeiro.
Inicialmente a consultoria projetava alta de 1,1% do PIB no segundo semestre em relação ao primeiro e de 3,9% em 2011. "A revisão ainda não está concluída, mas aponta para 0,7% no segundo semestre e 3,6% no ano," Para 2012, a economista diz que a alta de 3,7% está mantida.
Já a LCA Consultores diz que o viés é de baixa, mas por enquanto não revisou seus números porque afirma que desde o início do ano mantém projeções menos otimistas que o mercado. "Nos mantivemos mais cautelosos. Não compramos a ideia de uma rápida recuperação da economia mundial", diz o economista Celso Toledo. A perspectiva é de alta de 3,4% do PIB em 2011 e de 3,7% em 2012. "Mas não ficaria surpreso se subisse apenas 3% neste ano", confessa Toledo.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) também vê uma expansão mais fraca do que o esperado inicialmente. Após cada reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) para decidir a taxa básica de juros (Selic), a Febraban faz o relatório de projeções. No último, de julho, o crescimento do PIB em 2011 era previsto em 3,9% e em 2012, de 4%. Segundo a assessoria de imprensa, dados fracos de atividade devem diminuir essa expectativa.
Nos últimos dias, aumentaram os sinais de desaquecimento mais forte nos EUA e na Europa. O crescimento da maior parte das grandes economias do mundo se desacelerou mais no segundo trimestre deste ano, informou a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Segundo a OCDE, o crescimento nos 34 países que integram o grupo se desacelerou para 0,2% no segundo trimestre, de 0,3% nos três primeiros meses do ano. Esse foi o quarto trimestre consecutivo de crescimento mais lento e deixa a taxa de expansão da economia no nível mais fraco desde o segundo trimestre de 2009.
O Brasil também já mostra sintomas de desaceleração. Além da produção industrial de junho, que teve forte queda, de 1,3%, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia PIB, teve queda de 0,26% em junho ante maio, a primeira em 30 meses.
(Com Yolanda Fordelone, do Economia & Negócios, Álvaro Campos e Danielle Chaves, da Agência Estado)

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