Giro com dívida emergente cresce 10% para US$ 1,7 trilhões
Volume de negócios com a dívida do Brasil somou US$ 172 bilhões no segundo trimestre deste ano - uma queda de 29% em relação ao volume registrado no mesmo período de 2010
22 de agosto de 2011
Regina Cardeal, da Agência Estado SÃO PAULO - O giro dos negócios com instrumentos da dívida dos mercados emergentes cresceu 10% para US$ 1,704 trilhão no segundo trimestre de 2011 na comparação com igual período do ano passado, quando as transações somaram US$ 1,551 trilhão. Em relação ao primeiro trimestre deste ano, quando o volume de negócios totalizou US$ 1,739 trilhão, houve queda de 2%. Os dados são da associação de traders de mercados da dívida emergente Emta.
O volume de negócios com os instrumentos da dívida do Brasil somou US$ 172 bilhões no segundo trimestre, o que representa uma queda de 29% em relação aos US$ US$ 242 bilhões transacionados no mesmo período do ano passado e um declínio de 8% sobre os US$ 187 bilhões do trimestre anterior. A dívida brasileira respondeu por 10% do giro, aparecendo em terceiro lugar no total de negócios do mercado da dívida emergente entre abril e junho passados.
Os instrumentos mais negociados foram os de Hong Kong, com US$ 344 bilhões, segundo a pesquisa da Emta. O giro com os papéis de Hong Kong no período cresceu 141% sobre os US$ 143 bilhões transacionados no segundo trimestre de 2010 e 53% em relação aos US$ 225 bilhões do primeiro trimestre de 2011. Hong Kong foi responsável por 20% do total dos negócios.
O México, que respondeu por 14% do giro no segundo trimestre, aparece em segundo lugar, com volume de US$ 242 bilhões, um aumento de 30% sobre os US$ 186 bilhões do segundo trimestre de 2010 e crescimento de 61% sobre os US$ 150 bilhões no primeiro trimestre de 2011.
O movimento com instrumentos dos mercados locais cresceu 13% para US$ 1,213 trilhão no segundo trimestre, o que representou 71% do volume total dos negócios da dívida emergente entre abril e junho. No mesmo trimestre do ano passado o giro havia sido de US$ 1,076 trilhão. Sobre o primeiro trimestre deste ano, quando os negócios somaram US$ 1,125 trilhão, houve aumento de 8%. Os papéis mais movimentados dos mercados locais foram os de Hong Kong (US$ 328 bilhões), México (US$ 203 bilhões), Brasil (US$ 113 bilhões), África do Sul (US$ 80 bilhões) e Rússia (US$ 67 bilhões).
O chefe de estratégia e Economia de mercados emergentes do Credit Suisse, Kasper Bartholdy, disse em comunicado da Emta que o crescimento de 10% no total de negócios com a dívida emergente em relação ao segundo trimestre do ano passado não surpreende, uma vez que aquele período foi marcado por uma onda de vendas de ativos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário