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sábado, 17 de dezembro de 2011

Historiador analisa o STJ muito além dos jardins


Em artigo no jornal "O Globo", nesta terça-feira (13/12), sob o título "Triste Judiciário", Marco Antonio Villa, historiador e professor da Universidade Federal de São Carlos (SP), aponta algumas informações que considera "preocupantes", obtidas num simples passeio pelo site do Superior Tribunal de Justiça, conhecido como o Tribunal da Cidadania.


"Não é por falta de recursos que os processos demoram tantos anos para serem julgados. Dinheiro sobra. Em 2010, a dotação orçamentária foi de R$ 940 milhões. O dinheiro foi mal gasto. Só para comunicação e divulgação institucional foram reservados R$ 11 milhões, para assistência médica a dotação foi de R$ 47 milhões e mais 45 milhões de auxílio-alimentação. Os funcionários devem viver com muita sede, pois foram destinados para compra de água mineral R$ 170 mil. E para reformar uma cozinha foram gastos R$ 114 mil. Em um acesso digno de Oswaldo Cruz, o STJ consumiu R$ 225 mil em vacinas. À conservação dos jardins — que, presumo, devem estar muito bem conservados — o tribunal reservou para um simples sistema de irrigação a módica quantia de R$ 286 mil".

Segundo Vila, em setembro seis ministros receberam salários astronômicos: variando de R$ 190 mil a R$ 228 mil.

"Certamente o STJ vai argumentar que todos os gastos e privilégios são legais. E devem ser. Mas são imorais, dignos de uma república bufa", conclui.

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